A Resposta para o Problema da Oração Não Respondida

O telefone tocou exactamente após a emissão radiofónica – ligava uma ouvinte.

“Liguei para que saiba que eu cria em Deus, mas não creio mais”, disse ela. Perguntei-lhe porque é que tinha perdido a fé e ela relatou-me a seguinte experiência:

Uns anos antes, ela e o marido frequentavam uma igreja bíblica. Um dia, o marido, que não se estava a sentir bem, chegou a casa, oriundo do consultório médico, com más notícias. O médico dissera-lhe que tinha cancro. Eles dirigiram-se à igreja e disseram ao pastor, pedindo a todos que orassem pela recuperação do marido.

A sua igreja orou por ele. Outras igrejas oraram por ele. O pastor orou, bem como os demais irmãos. À medida que oravam o marido enfraquecia cada vez mais enquanto o cancro continuava a espalhar-se.

Todavia o pastor continuou a encorajá-los, dizendo-lhes,  “Tenham fé! Deus curará”. E o pastor citou-lhes estes versículos da Bíblia:

«Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e precipita-te no mar, assim será feito.  E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis» (Mateus 21.21,22).

E o pastor enfatizou, “Tende fé e não duvidai; Deus curará”.

«Se vós estiverdes em Mim, e as Minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito» (João 15.7).

O pastor disse, “Deus promete, «pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito». Crede nisso; confiai em Deus e Ele curará”.

Como o marido dela continuava a sofrer e a doença agravava-se, ela seguiu o ensino da carta de Tiago, chamando os anciãos para que orassem:

«Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados» (Tiago 5.14,15).

O pastor continuou a encorajá-la dizendo, “Veja, a Bíblia diz que a oração da fé salvará o doente e o Senhor o levantará. Creia nisso, e Deus curá-lo-á”.

O marido acabou por morrer. O pastor tentou explicar este fracasso, e disse-lhe que provavelmente ela não teve fé suficiente, ou que havia algum pecado secreto na sua vida, ou que o marido não seria, de facto, um crente genuíno. Obviamente algo estaria errado.

Ela não encontrou nenhuma explicação. Tentou crer o melhor que podia, não tinha consciência de nenhum pecado secreto, e teve sempre o marido como um crente sincero. Ela chegou à conclusão que a Bíblia não seria verdadeira, que realmente Deus não deveria existir e que tudo aquilo em que ela uma vez crera não seria verídico. Pelo menos não funcionou, quando precisou.

Esta irmã em Cristo é um exemplo extremo, talvez o mais extremo com que tive de lidar, mas há muitos crentes que estão aparentemente tranquilos e que interiormente lutam com a questão das orações não respondidas. Porque é que estas promessas, «tudo o que pedirdes» e «pedireis tudo o que quiserdes» não funcionam nas suas experiências? Alguns pregadores continuam a dizer, “Tende fé suficiente, e Deus fá-lo-á”. No entanto são muitos os crentes que sabem que isso não funciona dessa forma.

Qual é a verdadeira resposta para a oração não respondida?

Nós começamos por descobrir a resposta das Escrituras quando notamos que todas essas promessas se encontram apenas em certas partes da Bíblia. Nos quatro Evangelhos – Mateus, Marcos, Lucas, e João – há muitas promessas acerca da oração respondida, «se tiverdes fé». Mas notemos que nos quatro Evangelhos, o Senhor Jesus estava a ministrar somente à nação de Israel. Quando uma mulher Gentia veio ao Senhor com o seu pedido, Ele nem sequer lhe falou, e disse aos Seus discípulos que Ele foi enviado apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mat. 15.24). Ele tinha vindo como seu Messias, e para cumprir todas as promessas feitas à nação de Israel no Velho Testamento. Deus prometeu-lhes um reino em que haveria paz, prosperidade, saúde, vida, e não mais temor. Mas quando o Príncipe da Paz veio, a nação de Israel rejeitou-O. Da cruz, o Rei orou pelo Seu povo, «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem». E assim, no começo do Livro dos Actos, lemos como Deus ofereceu o perdão à nação de Israel. De facto, em Actos 3.19-21, Pedro diz ao povo de Israel que se eles se arrependessem do pecado de rejeição do seu Messias, Deus não apenas lhes perdoaria, como enviar-lhes-ia o Senhor Jesus de volta, e tudo o que Ele lhes tinha prometido a respeito desse Reino de Paz e prosperidade e saúde, Ele faria cumprir então.

«Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor. E envie Ele a Jesus Cristo, que já dantes vos foi pregado, o qual convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os Seus santos profetas, desde o princípio» (Actos 3.19-21).

Sim, eles tinham rejeitado o seu Rei e Messias, mas Ele tinha orado por eles, e Deus estava a dar-lhes uma segunda oportunidade. Como é que eles responderiam à oferta de perdão do Espírito Santo e à vinda do Messias e do Seu reino?

Nós não precisamos de ler muito adiante no Livro dos Actos para começarmos a ver que eles não se arrependeriam, que eles não aceitariam a oferta de perdão de Deus e da vinda do Reino. No Capítulo quatro dos Actos os Apóstolos são presos; ao continuarmos a ler vemos que são presos de novo, ameaçados, torturados, e finalmente Estêvão, o diácono cheio do Espírito, é assassinado pelos líderes de Israel. Eles tinham rejeitado o Rei, e agora rejeitavam a mensagem de perdão. Como resultado, Deus “rejeitou “ a nação de Israel, por um tempo (Ver Rom. 11.15).

«Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?» (Rom. 11.15).

A nação de Israel foi “rejeitada” por um tempo, e o reino por que esperavam foi “adiado”. Aquelas grandes promessas de oração feitas a Israel também seriam adiadas para um tempo futuro. 

Contudo, então, o Senhor fez algo que nunca tinha profetizado nem prometido. Em vez de derramar a Sua ira sobre o mundo, Ele alcançou e salvou em graça absoluta o homem que liderava a rebelião da nação de Israel. Ele salvou o Seu maior inimigo, um homem chamado Saulo, que passou a partir de então a ser o Apóstolo Paulo. O inimigo – ele denominou-se a si mesmo de «o principal dos pecadores» - foi salvo pela graça de Deus e enviado aos Gentios com uma mensagem que nunca tinha sido revelada antes. Escute Paulo explicar o que o Senhor Jesus lhe revelou do céu:

«Por esta causa, eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios, se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima, em pouco, vos escrevi»  (Efé. 3.1-3).

O Senhor Jesus Cristo tinha um «mistério» - que significa simplesmente um “Segredo” – e Ele revelou esta nova mensagem, esta «dispensação da graça de Deus» a este novo apóstolo. Paulo escreve muitas vezes acerca deste ministério especial que lhe foi dado, e que não consistia em pregar a mesma coisa que os outros pregavam antes dele, mas que se tratava de algo novo, algo diferente, que o Senhor Jesus lhe tinha revelado.

«A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que, desde os séculos, esteve oculto em Deus, que tudo criou» (Efé. 3.8,9).

O Senhor Jesus revelou a Paulo «as riquezas incompreensíveis de Cristo». As bênçãos do reino foram prometidas e escritas ao longo de todo o Velho Testamento, porém agora o Senhor revelava o programa de bênçãos que eram «incompreensíveis»  ou «insondáveis», que não podiam ser descortinadas. O leitor pode «examinar as Escrituras» que não encontrará esta nova mensagem, uma vez que ela estava «escondida em Deus» até o Senhor a ter revelado a Paulo para si e para mim hoje.

Agora, vejamos o que O senhor Jesus disse a Paulo acerca de como a oração opera hoje na dispensação da graça. É aqui que encontramos a resposta para o problema da oração não respondida!

Começamos com uma passagem na carta de Paulo aos Romanos onde ele começa a explicar o que o Senhor lhe disse acerca da oração hoje sob a graça, e porque é que nós não obtemos tudo aquilo por que oramos:

«E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E Aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é Ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por Seu decreto» (Romanos 8.26-28).  

A nós, na dispensação da graça, Deus nunca promete que nos dará tudo o que pedimos. Podemos provar isto abundantemente, lendo simplesmente as cartas escritas pelo Apóstolo Paulo. Nelas nunca lemos de uma única oração promessa como a que diz, «Tudo o que pedirdes», ou «pedi tudo o que quiserdes». Em vez disso lemos que «não sabemos o que havemos de pedir, como convém» (Rom. 8.26).

Deus prometeu fazer com que todas as coisas contribuam para bem das nossas vidas, porém Ele não revelou COMO é que vai fazer isso. Ele prometeu, e nós aceitamo-lo pela fé e cremos que Ele faz com que todas as coisas contribuam – mesmo as “tragédias” da vida – para nosso bem; contudo, muitas vezes, não o vemos. Mas, como Paulo escreveu, «andamos por fé e não por vista».

Visto não sabermos como é que Deus faz com que todas as coisas contribuam para o nosso bem, não sabemos, exactamente, como orar. Como é que Deus poderia prometer-nos que responderia às nossas orações, se Ele nos diz frontalmente que nós nem sequer sabemos o que havemos de pedir?

As cartas de Paulo contêm muitos testemunhos de orações não respondidas. As pessoas, hoje, reúnem-se para escutarem testemunhos de orações respondidas, porém Paulo escreve acerca das suas muitas orações não respondidas! Ele sabia como orar na dispensação da graça, e não ficou desencorajado quando não recebeu aquilo por que pedia. Ele cria que o Seu Pai no céu tinha tudo sob controlo e fazia com que todas as coisas contribuíssem para seu bem. Ele dá-nos um grande testemunho de oração não respondida em 2 Coríntios 12.8,9.

«E, para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor, para que se desviasse de mim. E disse-me: A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte» (2 Cor. 12.7-10).

Nós vemos no versículo 7 que Deus permitiu que Paulo sofresse com este «espinho na carne», um sofrimento físico que até vinha de Satanás, mas que Deus permitiu para cumprir um bom propósito na vida de Paulo. No entanto ele rogou ao Senhor que removesse o problema. Nós não costumamos orar, “Senhor, resolve!”? Nós vemos Paulo orar, pedindo três vezes, para que o Senhor resolvesse o seu problema.

E a seguir o Senhor falou, mas não disse, “tudo o que pedires receberás, se tiveres fé”. Não! De modo algum! O Senhor disse a Paulo que a Sua graça ser-lhe-ia suficiente – e a Sua graça significa o Seu poder a operar na vida dele. «O Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza». Nós queremos que o Senhor resolva sempre os problemas; Ele quer mostrar a suficiência da Sua graça, e a magnificência do Seu poder a operar nas nossas vidas de modo a podermos “florir onde quer que Ele nos tenha plantado”.

A atitude global de Paulo acerca do sofrimento mudou como resultado desta experiência de oração. Ele diz que aprendeu a ter «prazer nas fraquezas [enfermidades], nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então, sou forte».

Nós precisamos de aprender que não é da vontade de Deus a remoção de todos os nossos problemas, a resolução de todas as nossas enfermidades, a remoção de todas as nossas necessidades, mas que é da vontade de Deus, em todas as circunstâncias das nossas vidas, a concessão de toda a graça e força de que necessitamos para vivermos através dos problemas, e até para nos regozijarmos neles!

Paulo orou pelos santos Colossenses:

«Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da Sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;  para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-Lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus; corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da Sua glória, em toda a paciência e longanimidade, com gozo» (Col. 1.9-11).

Ele orou para que estes santos fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus, e como resultado seriam  corroborados [fortalecidos] em toda a fortaleza, ou poder, [uau!], segundo o Seu glorioso poder [pense nisto!],  em toda a paciência e longanimidade com gozo.

“Paciência”, aqui, fala de resistência e perseverança face às circunstâncias da vida, enquanto que “longanimidade” fala de se ter uma “longa mecha” no nosso temperamento quando se depara com pessoas desagradáveis na nossa vida, e Paulo diz que fazemos tudo isto com “alegria”! Deus não promete remover todos os nossos problemas, responder a todas as nossas orações – nós nem sequer sabemos o que pedir – mas Ele promete conceder-nos a graça e força de que precisamos para vivermos sob as circunstâncias e vivermos com as pessoas difíceis da vida, e fazer tudo com alegria.

É este o quadro de Deus de se ser corroborado em toda a fortaleza, segundo a força da Sua glória. O viver no meio de circunstâncias probatórias e pessoas difíceis tende a levar à desorientação e desespero, mas em vez disso há alegria. Trata-se de verdadeiro poder e graça – e o Senhor Jesus diz-nos a nós hoje, “A Minha graça é suficiente para ti onde quer que estejas, e quaisquer que possam ser os teus problemas, Eu faço com que tudo contribua para teu bem, e o Meu poder aperfeiçoa-se nisso. Ele alcança a sua maior expressão e demonstração quando estás fraco, mas miraculosamente, descobres que pela fé tu és ‘fortalecido com todo o poder ... em toda a paciência e longanimidade com gozo’”.

Paulo nunca se esqueceu da lição que o Senhor lhe ensinou através da sua “oração do espinho”. Muitos anos depois Paulo escreveria aos Filipenses numa cela de prisão – quase ao fim de cinco anos passados na prisão pelo Senhor:

«Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece» (Fil. 4.11-13).  

Paulo diz que aprendeu o segredo do contentamento, pois sabia ter abundância e estar abatido. Hoje, vivendo na dispensação da graça, Deus não nos promete que resolverá todos os nossos problemas, mas promete-nos graça mais do que suficiente que nos habilita a regozijar em todos eles. Assim Paulo diz que em todo o lugar e em todas as coisas aprendeu a superar, e mais, a superar com alegria. E qual era o segredo? «Posso todas as coisas n’Aquele que [constantemente] me fortalece». Quase que podemos ouvir estas palavras - «porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza» - proferidas anos antes ainda a retinir no coração de Paulo, quando ele escreve, «Posso todas as coisas n’Aquele que me fortalece».

Quando a ouvinte atrás referida orou pelo seu marido e colocou toda a gente a orar por ele, que bom seria que o pastor dela tivesse sabido «manejar bem a Palavra da verdade» (2 Tim.2.15), discernindo que as promessas de oração nos Quatro Evangelhos não nos são dadas a nós hoje, que vivemos na dispensação da graça, mas a Israel com o seu Reino Messiânico em vista. Mesmo na carta de Tiago, onde ele escreve acerca da «oração da fé», e como Deus curava os doentes, precisamos de ler o primeiro versículo da carta, e ver que ele está a escrever somente «às doze tribos que andam dispersas». Esta não é a nossa “caixa de correio” na Bíblia. Nós podemos ler este correio e estudá-lo e aprender dele, mas necessitamos de nos lembrar sempre que as doze tribos e a nação escolhida estão hoje postas de parte por Deus, e estas promessas, as suas promessas, hoje não funcionam.

Mas o Senhor Jesus salvou um novo apóstolo, o Apóstolo Paulo, e enviou-o a nós com uma nova mensagem muito mais maravilhosa, a mensagem da graça (Efé. 3.2). Hoje devemos orar? É claro que sim! Escutemos o encorajamento de Paulo para que os crentes orem:

«Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco» (I Tes. 5.16-18).  

Mas nós só nos podemos regozijar e dar sempre graças quando compreendemos o que o Senhor está hoje a fazer na dispensação da graça e nas nossas vidas. O povo de Deus é destruído quando lhe é dito que o plano de Deus para hoje é resolver todos os seus problemas, pois o Senhor nunca disse isso ao Apóstolo Paulo para nós na dispensação da graça. Quando reclamamos uma promessa que Deus nunca nos fez a nós só pode haver desilusão, desânimo e ruína espiritual. Mas que alegria e que liberdade há quando começamos a conhecer as promessas do Senhor para nós hoje neste maravilhoso tempo denominado de «dispensação da graça de Deus»!

Nós terminamos este breve estudo sobre a oração na dispensação da graça com mais uma oração que encerra mais uma promessa para nós hoje, que se encontra em Efésios 3.20,21 ...

«Ora, Àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!»

Nós oramos na nossa ignorância (Rom. 8.26), pois nós não sabemos como devemos orar.  Nós pedimos e pensamos que sabemos o que será melhor. Mas Paulo diz aqui que Deus pode fazer acima do que pedimos ou até pensamos. De facto, Ele pode «fazer tudo, muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos». Mas note com cuidado como é que Deus faz isso na sua vida: «segundo o poder que em nós opera». O Seu poder e força e graça são suficientes para nós em todas as circunstâncias da vida. Esse poder está disponível para operar em nós se tão somente crermos nisso e confiarmos n’Ele. Ele é poderoso para fazer em nós tudo, muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, pois o poder em questão não é mais nem menos que o «poder da ressurreição» que opera em nós.

Quando «andamos por fé» e permitimos que Ele nos encha do «conhecimento da Sua vontade» e nos fortaleça com «todo o Seu poder», então Paulo diz, «a Esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!» Que Ele, hoje, seja glorificado na sua e minha vida!

- D.K.

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