II Tessalonicenses 1:1-12 (3)

crstam.jpgJULGAMENTO E GUERRA

     "Prova clara do justo juízo de Deus, para que sejais havidos por dignos do reino de Deus,3 pelo qual também padeceis;

     “Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam,

     “E a vós, que sois atribulados, descanso connosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder.

     “Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo;

     “Os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.

     “Quando vier para ser glorificado nos seus santos, e para se fazer admirável naquele dia em todos os que crêem (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).

— II Tessalonicenses 1:5-10

     A agressividade e ódio dos perseguidores, enquanto ressaltava a paz e alegria daqueles que estavam a ser perseguidos, eram "prova clara do justo juízo de Deus" (1:4-5), porque os crentes perseguidos já estavam melhores do que os seus perseguidores! Observe: isto era apenas uma "prova", embora fosse uma prova "clara", do julgamento real vindouro, quando os versículos 6-10 se cumprirem.

     Uma comparação com Fp.1:28 faz com que esta situação pareça ainda mais uma "prova clara" para eles, os perseguidores, do julgamento vindouro. Veja bem:

     "E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus."

     "Os corações e mentes deles estão preocupados com pensamentos apreensivos porque vêem a vossa constância," diz o Apóstolo "enquanto que vós sois encorajados com a segurança de que Aquele que vos sustenta agora vos fará vitoriosos no fim."

     A situação actual deles, dizemos, era "uma prova... do justo juízo de Deus", porque o julgamento em si ainda estava por vir. Observe:

     "Se de facto é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, E a vós, que sois atribulados, descanso connosco, quando Se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder" (1:6-7).

     Ah, a verdade é enfatizada de novo. Quando o Senhor Jesus vier do céu com os anjos de Seu poder (isto é, em julgamento), eles, os incrédulos, sofrerão "tribulação", enquanto que os odiados crentes desfrutarão de "descanso – connosco". Paulo não tinha dúvida alguma qual seria a sua circunstância naquele momento!

     Observe ainda: a situação actual deles também era uma "prova clara" para eles, os crentes, que é justiça de Deus retribuir tribulação àqueles que atribulam o Seu povo e a eles mesmos "descanso",4 descanso glorioso com Cristo e os Seus redimidos.

     Portanto, a passagem em Filipenses 1 continua para nos mostrar que a perseguição não deve ser considerada uma calamidade, mas uma honra e um privilégio:

     "Porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele" (Fp.1:29). 
3 Este termo não entra em conflito com o termo "Corpo de Cristo". Não é verdade que o reino de Deus sempre existiu? Paulo, tanto quanto os outros escritores bíblicos, fala de crentes entrarem neste reino e incrédulos serem excluídos dele (Rm.14:17; Ef.5:5; Cl.1:13; II Ts.1:5).

4 Este descanso não seria do trabalho, mas descanso do tormento e perseguição.

Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses


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