II Tessalonicenses - Introdução

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à
SEGUNDA EPÍSTOLA DE PAULO AOS CRENTES TESSALONICENSES

     Ao examinarmos a Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses ainda encontramos muita coisa entre eles para ser elogiada. Diferentes dos de Corinto, eles tinham crescido na graça: a fé deles tinha crescido "muitíssimo" e o amor "de cada um de vós abunda nuns para com os outros" (1:3). Não apenas isto, estavam suportando uma perseguição ferrenha com "paciência e fé" (1:4).

     Quando Paulo escreveu-lhes a sua primeira carta, escreveu-a em parte, evidentemente, para aliviar o temor deles de que os seus entes queridos que tinham morrido em Cristo, pudessem perder o Arrebatamento. Explicando o plano de Deus quanto a isto, ele mostrou que o Arrebatamento incluiria todo o Corpo de Cristo, tanto os vivos como os mortos e que precederia o Dia do Senhor e o derramamento da Sua ira.

     Evidentemente, um ensino erróneo já estava a despontar em Tessalónica relativamente a este último evento, porque ele escreveu enfaticamente a respeito disso em I Tessalonicenses 4 e 5.

     Contudo, por esta altura, este ensinamento tinha ganho terreno e com a perseguição por todo lado, alguns tinham sido persuadidos a acreditar que o Dia do Senhor "estivesse já perto" (II Ts.2:2). De facto, parece até que uma carta havia sido forjada para parecer que o próprio Paulo agora ensinava isto (2:2).

     Pode ser que aqueles que confundiam os irmãos de Tessalónica eram crentes judeus. As esperanças dos judeus tinham sido terrenas na sua esfera, e pode ser que confundissem o Arrebatamento com a vinda do Senhor para reinar na terra no fim da Tribulação. E uma vez que Paulo evidentemente esperava estar vivo no Arrebatamento (I Ts.4:17) aparentemente concluíram que o Dia do Senhor já tinha começado. Logicamente, se assim fosse, seriam chamados a suportar os sofrimentos mais horríveis que este mundo conheceu ou conhecerá (Dn.12:1; Mt.24:21). Somente depois deste derramamento das taças da ira de Deus, dizia o argumento, é que o Senhor receberia os Seus para Si.

     É este erro que o Apóstolo refuta com os termos mais fortes na sua segunda epístola as santos de Tessalónica.

     Como devemos estar gratos de termos as duas Epístolas aos Tessalonicenses nas nossas Bíblias, porque, com o mundo a aproximar-se cada vez mais dos julgamentos que se seguirão à dispensação da graça e com guerras e armas de guerra quase que a ameaçarem a nossa existência, não é estranho que a teoria da "Pós-tribulacionista" tenha reaparecido na nossa época.

     Entretanto, II Tessalonicenses, juntamente com I Tessalonicenses, ensina claramente que a vinda do nosso Senhor para levar os Seus para fora deste mundo é a esperança antecipada dos membros do Corpo de Cristo e que a Tribulação não começará – não pode começar – senão depois do Arrebatamento do Corpo.


Cornelius R. Stam
Comentário Sobre as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses

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