O funeral de uma igreja

Urna da      Há uma história interessante que me foi contada e que diz respeito à igreja de uma pequena cidade e ao seu novo pastor. Não sei se esta história é verídica ou se é uma parábola, mas consideremos a sua lição. O autor desta história é desconhecido.

     Um novo pastor veio para a cidade e passou os seus primeiros longos dias a visitar os membros inactivos da igreja, um por um, família por família, pedindo-lhes para que viessem ao seu primeiro culto.

     Tristemente, contudo, todo o seu esforço foi em vão. Nenhum deles apareceu no domingo de manhã.

     Na segunda-feira, ele colocou um anúncio proeminente no jornal local. A notícia declarava que a igreja estava morta e, por causa disso, era seu dever como pastor dar-lhe um decente funeral Cristão. O anúncio do funeral dizia que este se realizaria no domingo seguinte à tarde.

     Morbidamente cheia de curiosidade, decerto, toda a cidade compareceu. No interior do edifício da igreja, para todas as pessoas verem claramente quando entrassem, havia uma enorme urna coberta de flores, colocada proeminentemente num plano elevado defronte do púlpito.

     Estavam todos sentados e pairava a expectativa no ar. O culto começou. O pastor começou com uma oração e um hino calmo. Depois, com solenidade leu o obituário da igreja e proferiu um eloquente e tocante elogio.

     Depois convidou a congregação a vir à frente prestar a última homenagem à muito querida amada que tinha partido.

     Todos se ergueram dos seus lugares e formaram uma fila que lentamente se deslocava para a urna. Um a um todos davam uma olhadela ao seu interior, voltando comovidos, com um sentimento de culpa e de vergonha, alguns marejados de lágrimas. As suas faces estavam pálidas.

     Eis o que viram: No interior da urna, colocado num ângulo adequado, estava um enorme espelho.

     Todos se viam a si mesmo.

     Queridos amigos, este é um exemplo dramático de que a igreja somos nós. Nós somos o corpo de Cristo. Ouçamos a exortação do Senhor, e «não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia» (Hebreus 10.25).

     Muitos crentes marcam as suas Bíblias, mas as Suas Bíblias nunca os marcam.

- Warren W. Wiersbe

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