A Importância da Igreja

Carlos M. Oliveira

    Um crente sem igreja é como uma criança sem família, um soldado sem exército, um jogador sem equipa, uma brasa sem braseiro, um estudante sem escola, um marinheiro sem navio, uma ovelha sem rebanho.

     Nós não temos de pertencer a uma igreja para sermos salvos, mas se formos salvos passamos a pertencer à Igreja.

     Warren W. Wirsebe escreveu o seguinte a este respeito:

     "Alguém disse, “Na fé Cristã não há nenhum Rambo solitário”. Isso deve-se ao facto do crescimento e ministério cristãos equilibrados serem impossíveis em isolamento.

     "Outrém disse que podes edificar tanto um cristão solitário quanto uma abelha só. Os crentes pertencem uns aos outros e carecem uns dos outros. Um bebé tem que crescer numa família de amor para ser equilibrado e normal.

     "As pessoas que enfatizam o “crente individual” à parte do seu lugar numa assembleia local deambulam por território muito perigoso. Nós somos ovelhas, e temos de andar juntos em rebanho. Nós somos membros do mesmo corpo e temos sido chamados a ministrar uns aos outros, como também ao mundo".
 
     A Bíblia diz para não desprezarmos a Igreja (1 Cor. 11:22). Diz para andarmos nela (1 Tim. 3:15). É tão importante que o Senhor amou-a "e a Si mesmo se entregou por ela" (Efé. 5:25).

     Tomé perdeu muito por não se ter reunido certa ocasião com os seus irmãos. Granjeou com isso a alcunha de “incrédulo”. A experiência de Tomé demonstrou que, quando a igreja se reúne, o Senhor manifesta-se ao crente duma forma como não se manifesta quando este está isolado. O Senhor não apareceu a Tomé em casa mas no Cenáculo, aos discípulos reunidos. Há, de facto, uma bênção exclusiva reservada para nós quando nos reunimos, que nunca teremos se estivermos sós.

     Tomé perdeu muito por se ter ausentado (João 20:19-27).

1. Perdeu a comunhão do Senhor Jesus, que prometeu: “Neles habitarei, e entre eles andarei” (2 Cor. 6:16).
2. Perdeu a bênção do Mestre: "Paz seja convosco" (v. 21).
3. Perdeu a alegria que aconteceu -- "os discípulos se alegraram, vendo o Senhor" (v. 20).
4. Perdeu uma comissão para servir: "Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós" (v. 21).
5. Perdeu a confirmação do poder prometido: "E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo” (v. 22).
6. Perdeu a certeza de que Cristo ressuscitara dos mortos! Ele perdeu a fé. Ficou conhecido como “Tomé o incrédulo” (v. 27).
7. Perdeu a bênção do Ressuscitado — d’Aquele que insufla vida onde há morte. É maravilhoso ver como aquele ajuntamento transformou crentes mortiços em testemunhas vivas e ousadas.

     O que Tomé perdeu por estar ausente naquele culto, todos nós perdemos quando não nos reunimos com a igreja!

     Por via do contraste atentemos para os dois discípulos que iam a caminho de Emaús:

     Em Lucas 24.13 vemos que eles viraram as costas a Jerusalám, onde estavam os seus irmãos. Deixaram a comunhão dos irmãos. Não é de estranhar que os seus olhos estivessem como que fechados (v.16). Não surpreende que fossem tristes (v.17). E, no versículo 31, quando o Senhor se lhes revelou não admira vê-los voltar a Jerusalém – à comunhão dos seus irmãos (v. 33).

     Que grande lição! Quando os crentes não têm comunhão com o Senhor não têm desejo de estar com o Seu povo. Quando estão em comunhão com Cristo procuram a comunhão dos seus!

- C.M.O.

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