Seja Alegre XX

w_wiersbe_warren.jpg2. Ele serve (2:7)

     Pensar nos «outros» apenas de modo abstracto não basta; temos de descer aos fundamentos do verdadeiro serviço. Um famoso filósofo escreveu palavras muito bonitas a respeito da educação dos filhos, mas abandonou os seus. Para ele era fácil amar as crianças em termos abstractos, mas quando se entrava no campo da prática o assunto mudava de figura. Jesus pensou nos outros e tomou-Se servo! Paulo traça os degraus na humilhação de Cristo: (l) Ele aniquilou-Se a Si mesmo, pondo de lado o uso independente dos Seus próprios atributos como Deus; (2) Ele tornou-Se permanentemente humano, num corpo físico sem pecado; (3) Ele serviu-Se desse corpo para ser servo; (4) Ele levou esse corpo à cruz e morreu voluntariamente.

     Que graça maravilhosa! Do céu à terra, da glória à vergonha, de Senhor a servo, da vida à morte, «e morte de cruz!» Na época do Velho Testamento, Cristo havia visitado a terra em certas ocasiões para realizar missões especiais (Gén. 18 é um destes casos), mas essas visitas eram temporárias. Quando Cristo nasceu em Belém, entrou numa união permanente com a humanidade, da qual não haveria escape possível. Ele voluntariamente Se humilhou a fim de nos poder erguer! Notemos que Paulo usa a palavra «forma», de novo, no versículo 7, «a expressão externa da natureza interna». Jesus não fingiu ser um servo; não foi um actor no desempenho dum papel. Ele foi de facto servo! Foi esta a expressão autêntica da Sua natureza mais íntima. Ele era o Deus-Homem, a divindade e a humanidade unidas num só, e tornou-Se servo.

     Já notaram porventura ao ler os quatro Evangelhos que é Jesus que serve os outros, e não ao contrário? Ele está à disposição de todo o tipo de pessoas — de pescadores, de meretrizes, de cobradores de impostos, de doentes, dos tristes. «Bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos» (Mat. 20:28). No cenáculo, quando os Seus discípulos aparentemente se recusaram a servir, Jesus levantou-Se, pôs de lado a roupa exterior, pegou na grande toalha de linho e lavou-lhes os pés (João 13)! Ele assumiu o lugar dum escravo insignificante! Tratava-se da mente submissa em acção — e não admira que Jesus experimentasse tanta alegria!

     Durante a Guerra Civil americana, o Gen. George B. McCIellan assumiu a direcção do grande Exército de Potomac, principalmente devido ao facto de ter a seu favor a opinião pública. Ele imaginava-se um grande líder militar e gostava de ouvir as pessoas a chamar-lhe «um jovem Napoleão». Contudo, o desempenho das suas funções não foi nada sensacional. O Presidente Lincoln nomeou-o General-em-Chefe, esperando que isso o despertasse, mas ele continuou a descuidar-se. Certa noite, Lincoln e dois dos membros do seu gabinete foram visitar McCIellan, vindo a descobrir que ele se encontrava numa festa de casamento. Os três homens sentaram-se e esperaram. Uma hora mais tarde, o general chegou a casa. Sem prestar a menor atenção ao Presidente, McCIellan subiu as escadas e não voltou a aparecer. Meia hora mais tarde, Lincoln mandou o criado dizer a McCIellan que eles continuavam à sua espera. O criado voltou com a informação de que o general se tinha deitado!

     Perante a fúria dos seus colegas de trabalho, Lincoln simplesmente se levantou e seguiu para casa. «Não é ocasião para salientar pontos de etiqueta ou dignidade pessoal» — explicou o Presidente — «Eu seguraria o cavalo de McCIellan se tão-somente ele nos conseguisse a vitória.» Foi essa a atitude de humildade que ajudou a fazer de Lincoln um grande homem e um grande presidente. Ele não pensava em si mesmo; pensava em servir os outros. O serviço é a segunda característica duma mente submissa.       

Warren W. Wiersbe

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