Deus não está com pressa (III)
Capítulo 3
A fonte do poder
Quando alguns visitantes Americanos perguntaram a Charles Haddon Spurgeon qual era o segredo do seu ministério, o grande pregador respondeu serenamente, “O meu povo ora por mim.”
Sem dúvida outros factores estiveram envolvidos no sucesso de Spurgeon. Ele era um estudioso devoto das Escrituras, um orador dotado e um homem totalmente consagrado ao ministério da Palavra. Deus tinha-o escolhido para realizar um ministério singular, e Spurgeon estava consciente desta chamada divina. Porém todos estes factores, sem oração, teriam contribuído muito pouco.
“O ministro que não ora ardentemente pela sua obra certamente tem de ser um homem soberbo e fútil,” disse Spurgeon aos seus alunos ministeriáveis. “Ele actua como se pensasse ser auto-suficiente, e por conseguinte sem necessidade de apelar para Deus.”
No seu sermão sobre “A Mais Curta Oração de Pedro” (“Senhor, salva-me!”), Spurgeon disse, “Sinto sempre que há alguma coisa errada no dia se parto sem oração mesmo que por meia hora.” Ele viveu e trabalhou em constante comunhão com Deus, e o seu ministério continua a dar fruto.
Mas também é verdade que o seu povo orava por ele. Enquanto Spurgeon estava a pregar a Palavra de Deus no grande Tabernáculo Metropolitano, centenas dos seus membros reuniam-se em oração num auditório no piso inferior. Não tenho dúvidas de que outras centenas oravam igualmente quando o ouviam pregar.
Eu encorajaria os crentes hoje a orarem pelos pastores e outros que ministram a Palavra de Deus. É só quando oramos que o poder de Deus é revelado no seu ministério. Por alguma razão, sentimos que a excelência académica de um homem ou a sua vasta experiência garante sucesso espiritual; por isso negligenciamos orar. Quão loucos nós somos!
Certamente de devemos orar pelos nossos ministros quando eles estudam a Palavra e preparam as suas mensagens. Spurgeon disse, “Os textos muitas vezes recusam revelar os seus tesouros até que os abra com a chave da oração.” É o apoio de oração do povo de Deus que transforma o estudo do pastor numa central eléctrica. O sermão será apenas mecha seca a menos que seja embebido com a oração da fé.
Nós também devemos orar pelo ministro quando ele prega a Palavra. Aqueles de nós que pregamos sabemos que a pregação é uma experiência exigente que requer o melhor de nós. Um dos meus professores no seminário reclamava que um pregador fervoroso despende em 30 minutos a energia consumida por um trabalhador médio em oito horas. É muita energia! E quando se acrescenta a isto os constantes ataques de Satanás, não é difícil concluir que o pregador necessita de apoio de oração quando ele prega a Palavra de Deus.
Mas mesmo à parte do seu ministério de pregação, o pastor necessita desesperadamente da ajuda da oração. Em primeiro lugar, o servo de Deus é susceptível a pressões e provas que a maior parte dos membros da igreja não conhece. O membro da igreja pode voltar-se para o seu pastor a fim de obter ajuda para os problemas da vida. Para quem se volta o pastor? Onde é que ele encontra força e encorajamento quando a caminhada é difícil? Saber que o seu povo ora por ele e ver as respostas às orações deles na sua própria vida é o maior encorajamento do mundo.
O servo de Deus também necessita de oração pela sua família. Ah se tão-somente os membros da igreja orassem pela família do pastor tanto quanto os criticam! Quando as pessoas me têm dito, “Nós oramos por si e pela sua família,” eu tenho sido grandemente ajudado. Nenhuma mulher e filhos de pastor são perfeitos. (Nisto eles assemelham-se às outras mulheres e filhos na congregação.) No lar de um ministro, há exigências e sacrifícios que podem não estar presentes nos lares de outros membros da igreja. É somente quando oramos que essas exigências são satisfeitas e o Senhor é glorificado.
Um pastor que ora e um povo que ora são uma combinação poderosíssima. Indubitavelmente Satanás fará tudo o que pode para impedir tal ministério, e nós temos mesmo de orar sobre isso! A arma espiritual de “toda a oração” (Efé. 6:18) é a que Satanás não pode vencer.
Antes de começarmos períodos especiais de oração na igreja (por mais importantes que sejam), necessitamos de fortalecer as reuniões de oração regulares. Faz-nos pouco bem reunirmo-nos com cansaço às seis horas da manhã de Sábado se não nos conseguimos reunir com entusiasmo nas reuniões de oração das Quartas-feiras à noite. Se uma igreja busca bênçãos de reavivamento, que o pastor e as pessoas façam primeiro bom uso dos períodos de oração estabelecidos; e então o Espírito dirigirá a respeito de reuniões de intercessão especiais. Afinal, uma alteração de calendário nunca pode produzir mudança no carácter ou no ministério. Nós temos de começar onde estamos.
A grande necessidade da igreja hoje é de oração intercessora. Nós precisamos de pastores que oram e de povo que ora. Necessitamos de pessoas que orem especificamente e não tentem salvar as suas consciências com “Senhor, abençoa a igreja.” Nós necessitamos de Cristãos que não se envergonhem de orar ou de pedir que orem. Afinal, se o grande Apóstolo Paulo admitiu a sua necessidade de oração, onde é que isso nos deixa a nós? O facto de não sentirmos a nossa necessidade de oração é em si evidência de que estamos muito mais necessitados do que aquilo que pensamos.
“Amados irmãos,” disse Spurgeon aos seus alunos ministeriáveis, “oremos. Nós não podemos todos disputar, mas todos podemos orar; não podemos todos ser líderes, mas todos podemos ser intercessores; não podemos todos ser fortes na retórica, mas todos podemos ser prevalentes na oração. Quero ver-vos mais depressa eloquentes com Deus do que com os homens.”
Se cada crente que ler estas palavras examinar a sua própria vida de oração e se determinar, com a ajuda de Deus, a ser fiel em oração, veremos o poder de Deus a operar nas nossas igrejas, lares e vidas individuais. Se orarmos fielmente pelos que estão em autoridade, veremos Deus fazer coisas poderosas nas nações do mundo. A necessidade clamorosa da hora é de homens e mulheres de oração.
Quer estar entre eles?
“O ministro que não ora ardentemente pela sua obra certamente tem de ser um homem soberbo e fútil,” disse Spurgeon aos seus alunos ministeriáveis. “Ele actua como se pensasse ser auto-suficiente, e por conseguinte sem necessidade de apelar para Deus.”
No seu sermão sobre “A Mais Curta Oração de Pedro” (“Senhor, salva-me!”), Spurgeon disse, “Sinto sempre que há alguma coisa errada no dia se parto sem oração mesmo que por meia hora.” Ele viveu e trabalhou em constante comunhão com Deus, e o seu ministério continua a dar fruto.
Mas também é verdade que o seu povo orava por ele. Enquanto Spurgeon estava a pregar a Palavra de Deus no grande Tabernáculo Metropolitano, centenas dos seus membros reuniam-se em oração num auditório no piso inferior. Não tenho dúvidas de que outras centenas oravam igualmente quando o ouviam pregar.
Eu encorajaria os crentes hoje a orarem pelos pastores e outros que ministram a Palavra de Deus. É só quando oramos que o poder de Deus é revelado no seu ministério. Por alguma razão, sentimos que a excelência académica de um homem ou a sua vasta experiência garante sucesso espiritual; por isso negligenciamos orar. Quão loucos nós somos!
Certamente de devemos orar pelos nossos ministros quando eles estudam a Palavra e preparam as suas mensagens. Spurgeon disse, “Os textos muitas vezes recusam revelar os seus tesouros até que os abra com a chave da oração.” É o apoio de oração do povo de Deus que transforma o estudo do pastor numa central eléctrica. O sermão será apenas mecha seca a menos que seja embebido com a oração da fé.
Nós também devemos orar pelo ministro quando ele prega a Palavra. Aqueles de nós que pregamos sabemos que a pregação é uma experiência exigente que requer o melhor de nós. Um dos meus professores no seminário reclamava que um pregador fervoroso despende em 30 minutos a energia consumida por um trabalhador médio em oito horas. É muita energia! E quando se acrescenta a isto os constantes ataques de Satanás, não é difícil concluir que o pregador necessita de apoio de oração quando ele prega a Palavra de Deus.
Mas mesmo à parte do seu ministério de pregação, o pastor necessita desesperadamente da ajuda da oração. Em primeiro lugar, o servo de Deus é susceptível a pressões e provas que a maior parte dos membros da igreja não conhece. O membro da igreja pode voltar-se para o seu pastor a fim de obter ajuda para os problemas da vida. Para quem se volta o pastor? Onde é que ele encontra força e encorajamento quando a caminhada é difícil? Saber que o seu povo ora por ele e ver as respostas às orações deles na sua própria vida é o maior encorajamento do mundo.
O servo de Deus também necessita de oração pela sua família. Ah se tão-somente os membros da igreja orassem pela família do pastor tanto quanto os criticam! Quando as pessoas me têm dito, “Nós oramos por si e pela sua família,” eu tenho sido grandemente ajudado. Nenhuma mulher e filhos de pastor são perfeitos. (Nisto eles assemelham-se às outras mulheres e filhos na congregação.) No lar de um ministro, há exigências e sacrifícios que podem não estar presentes nos lares de outros membros da igreja. É somente quando oramos que essas exigências são satisfeitas e o Senhor é glorificado.
Um pastor que ora e um povo que ora são uma combinação poderosíssima. Indubitavelmente Satanás fará tudo o que pode para impedir tal ministério, e nós temos mesmo de orar sobre isso! A arma espiritual de “toda a oração” (Efé. 6:18) é a que Satanás não pode vencer.
Antes de começarmos períodos especiais de oração na igreja (por mais importantes que sejam), necessitamos de fortalecer as reuniões de oração regulares. Faz-nos pouco bem reunirmo-nos com cansaço às seis horas da manhã de Sábado se não nos conseguimos reunir com entusiasmo nas reuniões de oração das Quartas-feiras à noite. Se uma igreja busca bênçãos de reavivamento, que o pastor e as pessoas façam primeiro bom uso dos períodos de oração estabelecidos; e então o Espírito dirigirá a respeito de reuniões de intercessão especiais. Afinal, uma alteração de calendário nunca pode produzir mudança no carácter ou no ministério. Nós temos de começar onde estamos.
A grande necessidade da igreja hoje é de oração intercessora. Nós precisamos de pastores que oram e de povo que ora. Necessitamos de pessoas que orem especificamente e não tentem salvar as suas consciências com “Senhor, abençoa a igreja.” Nós necessitamos de Cristãos que não se envergonhem de orar ou de pedir que orem. Afinal, se o grande Apóstolo Paulo admitiu a sua necessidade de oração, onde é que isso nos deixa a nós? O facto de não sentirmos a nossa necessidade de oração é em si evidência de que estamos muito mais necessitados do que aquilo que pensamos.
“Amados irmãos,” disse Spurgeon aos seus alunos ministeriáveis, “oremos. Nós não podemos todos disputar, mas todos podemos orar; não podemos todos ser líderes, mas todos podemos ser intercessores; não podemos todos ser fortes na retórica, mas todos podemos ser prevalentes na oração. Quero ver-vos mais depressa eloquentes com Deus do que com os homens.”
Se cada crente que ler estas palavras examinar a sua própria vida de oração e se determinar, com a ajuda de Deus, a ser fiel em oração, veremos o poder de Deus a operar nas nossas igrejas, lares e vidas individuais. Se orarmos fielmente pelos que estão em autoridade, veremos Deus fazer coisas poderosas nas nações do mundo. A necessidade clamorosa da hora é de homens e mulheres de oração.
Quer estar entre eles?
Warren W. Wiersbe



