17-05-14 - Provas de que o "Evangelho da Esposa de Jesus" é falso

Papiro     Um perito em copta encontrou "semelhanças" entre uma falsificação do Evangelho de João e o chamado "Evangelho da Esposa de Jesus", dado a conhecer pela reputada investigadora de Harvard, Karen King, em setembro de 2012 e que gerou divisão entre os estudiosos.

     O fragmento, cuja datação se deu a conhecer no mês de abril, demostrando que, pelo menos, o papiro era antigo - entre o século VII e IX -, foi questionado pelo tipo de escrita, erros de ortografia e caligrafia.

     Estes foram os argumentos que levaram Christian Askeland, especialista em copta da Universidade Wesley, a concluir que se tratava de uma falsificação. O investigador encontrou um outro papiro antigo, um do Evangelho de João, que é uma prova de que é uma falsificação, com semelhanças muito significativas com o fragmento da Drª Karen King.
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     Entre as semelhanças inclui-se a escrita, a tinta e o instrumento da escrita utilizado. "Há dois fatores que indicam imediatamente que se trata de uma falsificação", conta Askeland ao Wall Street Journal. "Em primeiro lugar, o fragmento partilha das mesmas quebras de linha que a publicação de 1924.

     Em segundo lugar, o fragmento continha um dialeto peculiar copta chamado Lycopolitano, que caiu em desuso durante ou antes do sexto século". A Drª Karen King tinha feito duas provas radiométricas e extraído a "conclusão de que as plantas utilizadas para este fragmento de papiro foram colhidos entre o sétimo e o nono século."

     Por outras palavras, o pedaço que veio do mesmo material que o fragmento da "Esposa de Jesus" foi escrito num dialeto que não existia quando o papiro fez a sua aparição.

     Para o especialista Mark Goodacre, professor de Novo Testamento e especialista em copta da Universidade de Duke, esta prova descarta definitivamente o fragmento como autêntico. Outro pesquisador da Universidade de Hamburgo, Alin Suciu , expressou que as provas de que se tratava de um fragmento falso são "esmagadoras", de modo que a controvérsia de “Jesus casado " deixa de fazer sentido.

     Muitos acreditam que Karen King e a sua equipa foram vítimas de uma fraude elaborada. Os meios de comunicação, no entanto, criaram uma plataforma ideal para a expansão das teorias derivadas da alegada descoberta de Karen King, dado que o manuscrito apresentava um Jesus casado, informação que não aparece nos Evangelhos canónicos nem no ensino tradicional da Cristandade.

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