14-04-14 - Placas com frase 'Jesus é muçulmano' geram polémica nos EUA
Através de anúncios de um grupo muçulmano, a veiculação de outdoors com a frase "Jesus é muçulmano" tem gerado polémica em Columbus, estado de Ohio (EUA), com os Cristãos locais a dizerem que os muçulmanos estão a roubar o nome de Jesus.
Ministérios locais relatam que a liberdade de expressão deve ser sempre mantida tanto em relação á comunidade islâmica como às de outras religiões. No entanto, grupos como o Pass The Salt (Repasse o Sal) contestam o uso indevido do nome de Jesus.
Os outdoors são patrocinados pelo órgão Ask a Muslim (Pergunte a um Muçulmano), dedicado a ensinar as pessoas sobre o Islão, além de ressaltar o discurso de tornar o mundo "um lugar com menos violência e ódio, cheio de respeito e compreensão mútua", afirmam.
Para justificar o outdoor, o grupo argumenta que usou o nome de Cristo apenas com o objetivo de mostrar que existe uma forte ligação entre a Bíblia e o Alcorão, livros sagrados do Cristianismo e do islamismo respectivamente, indicando que os ensinamentos de Jesus são parecidos com os de Maomé, profeta de Deus para os muçulmanos.
Com a intenção de esclarecer que Jesus não é muçulmano, o ministério Pass The Salt fará uma vigília de oração, juntamente com líderes Cristãos locais que pretendem explicar factos que comprovam que não há relação entre Jesus e o Islão.
Entre um dos questionamentos sobre as afirmações do grupo islâmico, o ministério pretende elucidar o facto de Maomé reconhecer Jesus Cristo como profeta. A grande divergência entre as duas crenças é o facto dos muçulmanos não aceitarem Jesus como a encarnação de Deus na Terra.
"Jesus foi crucificado, morreu e ressuscitou mais de 600 anos antes do nascimento de Maomé, Embora o Islão homenageie Jesus como profeta, eles não acreditam que Ele é o filho de Deus ressuscitado", declarou Dave Daubenmire, líder do Pass The Salt.
Michael Brown