29-11-12 - O exemplo singular do Presidente do Uganda

Presidente Yoweri Museveni     Será que um presidente deveria conduzir os cidadãos numa oração nacional de arrependimento? O presidente do Uganda, que é crente sincero no Senhor Jesus Cristo, pensa que sim.

     De acordo com uma reportagem do site ugandense New Vision, o presidente Yoweri Museveni celebrou o aniversário de 50 anos da independência do Uganda da Inglaterra no evento Orações Nacionais do Jubileu, arrependendo-se publicamente dos seus pecados pessoais e dos pecados da nação.

     “Estou aqui hoje para encerrar o passado de malignidade, e principalmente os últimos 50 anos da nossa história de liderança nacional, e entrarmos numa nova dispensação na vida desta nação. Estou aqui em favor de mim mesmo e dos presidentes anteriores, para demonstrar arrependimento. Pedimos o Teu perdão”, orou Museveni. 

     “Confessamos esses pecados, que têm causado grandes impedimentos à nossa harmonia nacional e atrasos à nossa transformação política, social e económica. Confessamos os pecados de idolatria e bruxaria que são abundantes no nosso país. Confessamos os pecados de derramamento de sangue inocente, pecados de hipocrisia política, desonestidade, intriga e traição”, disse Museveni.

     “Perdoa-nos os pecados do orgulho, tribalismo e sectarismo; pecados de preguiça, indiferença e irresponsabilidade; pecados de corrupção e suborno que provocam erosão nos nossos recursos nacionais; pecados de imoralidade sexual, alcoolismo e devassidão; pecados de falta de perdão, amargura, ódio e vingança; pecados de injustiça, opressão e exploração; pecados de rebelião, insubordinação, brigas e conflitos”, orou Museveni.

     Em seguida, o presidente dedicou o país, Uganda, a Deus.

     “Queremos dedicar esta nação a ti de modo que tu sejas o nosso Deus e guia. Queremos que o Uganda seja conhecido como uma nação que teme a Deus e como uma nação cujos alicerces estão firmemente enraizados na justiça para cumprir o que a Bíblia diz no Salmo 33:12: ‘Feliz a nação cujo Deus é o SENHOR, o povo que Ele escolheu para lhe pertencer!’ (KJA)”, orou Museveni. 

     Uganda ganhou sua independência da Inglaterra em 8 de outubro de 1962. Milton Obote, líder da resistência, foi o primeiro primeiro-ministro do Uganda.

     Scott Lively, pastor de Massachusetts, crê que Museveni é um modelo para outros líderes nacionais.

     “A oração de Museveni é um modelo para todos os líderes Cristãos no mundo inteiro. O declínio dos líderes do Ocidente está a ocorrer em proporção ao grau de rejeição que eles demonstram a Deus”, disse Scott.

     Scott também acredita que o Uganda vai erguer-se como uma grande potência africana, enquanto os EUA continuam a decair. Ele usa a Inglaterra como exemplo.

     “Quando honrava a Deus, exatamente como o presidente do Uganda acabou de fazer, a Inglaterra estava no seu auge como potência mundial. De forma semelhante, a grandeza dos EUA está a diminuir, pois os EUA passaram de nação Cristã para uma nação humanista e secularista. Mas fique de olho no Uganda, pois Deus os abençoará muito por quererem ser uma nação dedicada a Ele”, disse Scott.

     Scott acrescentou que Museveni está claramente a fazer um contraste entre o Uganda e o Ocidente.

     “Este incidente é também importante como um contraste no quadro que está a ser pintado por gente ímpia que retrata o Uganda como uma nação atrasada, violenta e selvagem pronta a assassinar homossexuais”, disse Scott.

     “Pelo contrário, com calma e confiança Museveni está a estabelecer o rumo da sua nação mediante a orientação da Bíblia, de um jeito que também mostra grande coragem e determinação”, disse Scott.

     Os grupos de militância homossexual criticam o governo do Uganda e Museveni, por aprovarem leis que criminalizam a conduta homossexual. Um projeto de lei atualmente no Parlamento do Uganda aumenta as sentenças de prisão para atos homossexuais e inclui penas criminais para os que incentivam ou promovem a homossexualidade.

     O projeto havia incluído a pena de morte para os que cometem múltiplos atos de conduta homossexual, mas a cláusula foi removida, conforme reportagens da BBC Notícias.

     Scott disse que não concorda com a cláusula de pena de morte, mas apoia a forte postura do Uganda contra a conduta homossexual.
 

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