29-09-09 - Na Inglaterra cerca de três mil Muçulmanos encontram-se em perigo
Quem deixar o Islão, de acordo com a doutrina muçulmana, comete um pecado grave e, portanto, deve enfrentar a morte.
Um recente artigo publicado no Daily Telegraph de Londres, mais uma vez levantou um problema que ocorre cada vez mais entre as comunidades muçulmanas que vivem no Reino Unido.
O artigo de Alastair Palmer, do Telegraph é dramático: "Sofia Allam simplesmente não podia acreditar. O seu bondoso e amoroso pai estava sentado na frente dela e ameaçava matá-la. Ele disse-lhe que não poderia continuar a viver em casa, agora que era uma "cafre" (termo depreciativo para os não-muçulmanos)”, disse Sofia (não o seu nome real). " "Ele insultou-me terrivelmente. Eu não conseguia reconhecer neste homem o pai que sempre foi carinhoso comigo. A transformação da minha mãe era ainda pior. Ela bateu-me na cabeça e gritou comigo o tempo todo."
Por fim não a mataram, mas expulsaram-na de casa. Um caso semelhante foi relatado em 5 de Dezembro pelo The Times. A filha de uma família muçulmana muito conservadora na Grã-Bretanha está sob protecção policial após ter recebido ameaças de morte da sua família depois da sua conversão ao Cristianismo. A mulher de 32 anos, cujo pai é um imã muçulmano, em Lancashire, mudou-se 45 vezes, para evitar ser localizada pela família desde que se tornou cristão há 15 anos. Hannah, que usa um pseudónimo para ocultar a sua identidade, disse ao The Times que se converteu ao Cristianismo depois de fugir de casa aos 16 anos para evitar um casamento arranjado pelos pais. As ameaças contra ela tornaram-se particularmente insistentes cerca de um mês pelo que a polícia ofereceu-lhe protecção.
As organizações muçulmanas na Europa, oficialmente, condenam esta atitude, mas a sinceridade dos seus protestos é duvidosa. Uma pesquisa recente feita a jovens muçulmanos britânicos revelou que 36% considera justa a condenação à morte daqueles que cometem apostasia. Mina Ahadi, um activista dos direitos humanos que formaram uma organização de ex-muçulmanos na Alemanha, em Fevereiro deste ano, disse à revista "Der Spiegel", que as organizações oficiais muçulmanos reconhecidos pelo governo alemão querem forçar as mulheres a usar o véu e promovem um clima hostil ao contacto livre entre jovens de ambos os sexos. Ahadi, como os convertidos Britânicos, recebeu muitas ameaças e teve que ser protegido pela polícia.
O tema naturalmente não é nada novo. Um proeminente dissidente muçulmano Ibn Warraq, participou num debate sobre a "Apostasia, Direitos Humanos, Religião e Fé", realizado pela Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, em 7 de Abril de 2004. Ele explicou nessa oportunidade que qualquer negação verbal de qualquer princípio da fé muçulmana é considerada apostasia. Certos actos de desrespeito à fé, como a queima ou a deterioração de um exemplar do Corão, também são considerados apostasia. Também é considerado um apóstata quem difame Maomé ou negue o seu estatuto de profeta. Para alguns doutores da lei islâmica, um muçulmano torna-se apóstata se entrar numa igreja Cristã.
Outro especialista sobre o Islão, o Dr. Patrick Sookdeo, director do Fundo Barnabé, que visa proteger e ajudar os cristãos em países hostis, destacou que "as quatro escolas de Lei sunita, assim como as de carácter xiita, concordam que deve aplicar-se a pena de morte à apostasia. Nos países em que impera a Sharia, ou lei islâmica, como o Irão, Arábia Saudita, Afeganistão, Paquistão, Sudão e Mauritânia, a pena de morte para quem deixar o Islão é frequentemente aplicada. Em alguns casos, as penas não chegam a ser concretizadas por causa da pressão internacional. Este foi o caso do Somali, Mohammed Omer Aji, que viveu no Iémen desde 1994 e se converteu ao Cristianismo. Ele foi preso em Janeiro de 2000 e torturado para renunciar à sua conversão. Em Junho, ele foi condenado à morte por apostasia, mas depois do caso ter sido manchete na imprensa mundial foi libertado em Julho de 2000.
Veja aqui um vídeo feito pela CNN, que expõe a situação dos ex-muçulmanos no Afeganistão (fundo da página).




