06-11-13 - Conheça as 3 mudanças culturais que estão a ameaçar a Igreja nos nossos dias
O conhecido evangelista e apologista Josh McDowell disse ser necessário aos Cristãos ficar alertar para “três mudanças culturais que desafiam e ameaçam a igreja”.
Segundo McDowell, a primeira é uma mudança epistemológica que se intensifica em relação às verdades bíblicas, cada vez mais desacreditadas como “Palavra de Deus”.
“Tivemos uma grande mudança sobre o que entendemos ser a verdade e de onde ela vem. Passamos de algo centrado em Deus para algo centrado em nós mesmos. Do que era objetivo para o subjetivo, do interior para o exterior”, explicou.
O evangelista argumenta que a verdade maior, que sustenta a Igreja, é vista hoje apenas como a opinião pessoal de algumas pessoas. Em especial está a ser desacreditada pelos jovens, que abandonam a ideia de um Deus pessoal.
“Em 1991, 51 % dos jovens crentes adultos professos disseram que não há verdade além das suas próprias opiniões. Hoje, esse número chega a 91 %”, disse McDowell.
O segundo aspeto destacado pelo apologista é “a explosão de informação” da Internet, que desafia a cultura das pessoas, os seus pontos de vista morais e a opinião sobre a Igreja. Ele cita uma pesquisa recente, a qual aponta que um utilizador da rede tem disponível, diariamente, a cerca de 34GB de dados da Internet e cerca de 100 mil palavras. E a tendência é um crescimento anual de 5% desse número.
“Cada pastor e todos os pais estão a concorrer com a Internet e as informações que se espalham a toda hora”, disse McDowell. ”A maioria dos jovens não recebem mais as notícias dos canais de televisão. Preferem ler os blogueiros. Há cerca de 181 milhões de blogueiros que disputam a atenção dos seus filhos”.
Essa quantidade ilimitada de informações on-line que as pessoas têm acesso está a causar um aumento no ceticismo, lamenta McDowell. “Se não acredita em mim, procure os jovens nas faculdades e no ensino secundário. Leve algumas frases e diga que aquilo é “sem dúvida alguma, verdadeiro”. Irá ouvi-los dizer:” Como sabe que isso é verdade? “ Há tanta coisa que não sabemos…. [Para] todos os jovens, até mesmo Cristãos, a era da Internet está a enfraquecer as suas convicções, porque eles acham que amanhã poderão descobrir outras coisas.”
Ele enfatiza: “As perguntas que costumava ouvir nas universidades há 15, 20 anos …. sobre fé, Jesus e a Bíblia, sobre ceticismo, perguntas que costumava ouvir nos últimos dois anos de faculdade hoje são feitas por crianças de 10, 11 anos. Elas aprendem mais sobre a vida no Facebook [que na escola]“.
O terceiro e último aspeto destacado por ele, é que os pastores não podem pastorear da mesma maneira que fizeram nos últimos 20 anos. Os pais tão-pouco podem querer educar os seus filhos da mesma forma que foram criados, pois o mundo mudou.
“Há vinte anos, dizíamos que precisava ganhar a alma das pessoas até aos 18 anos1, caso contrário teria muitas dificuldades em alcançá-la. Agora, ateus e agnósticos têm o mesmo acesso aos seus filhos que você. A Internet mudou as regras, e agora se não ganhar uma criança até ao seu aniversário de 12 anos, pode não conseguir mais”.
McDowell enfatizou que um dos aspetos mais claro é que os jovens estão cada vez mais viciados em pornografia. “Lamentavelmente, parece não haver nenhuma diferença nos números dentro e fora da igreja.” Citando outra pesquisa, lembrou que um número crescente de pastores têm problemas com a pornografia. McDowell apontou que a exposição maior a imagens de pornografia influencia na busca de “outros tipos de prazer… incluindo o homossexual”.
O seu conselho é que pais e pastores preparem melhor as pessoas sob seus cuidados para o que eles, inevitavelmente, encontrarão no dia-a-dia nessa sociedade. Ele acrescentou: “É tão idiota quanto dizer, ‘não podes ouvir música”, na nossa cultura. Não conseguirás passar a vida sem ouvir música. Hoje, nem sequer conseguirás viver sem ser exposto à pornografia. Os pais que prepararem os seus filhos para os ganhar; os que pensam que irão consegui-los isolar do mundo, irão perder”.
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1 Nós aqui somos mais rigorosos que Josh McDowell - embora o compreendamos -, pois na nossa opinião, ontem, como hoje, uma criança deve ser ganha até aos 6-7 anos.




