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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Pedro Cândido

Breve testemunho acerca de como se converteu a Cristo e de como tem sido a sua vida ao Seu lado.

José Jacinto Carvalho

Conversão significa mudar de vida e a minha vida mudou mesmo.

Jorge da Silva

Como a graça de Deus o conduziu à salvação em Cristo. Ouve o seu testemunho até ao fim.

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25-SET-07 - Europa sob ameaça de castigo?

Como o abandono do Cristianismo pode estar a levar a Europa ao desastre

Alguém sabe onde é que se podem encontrar etruscos? Lembra-se que os etruscos eram uma civilização que existia na antiga Itália, numa época anterior ao surgimento de Roma?

Olhe, não adianta procurar, pois agora não existe mais ninguém dessa civilização. A civilização romana absorveu os etruscos, que deixaram de existir como um povo distinto.

O que é assustador e preocupante é que se um crescente número de especialistas e observadores culturais estiver certo, é inteiramente possível que se faça a mesma pergunta daqui a 100 anos — só que acerca dos portugueses, italianos, espanhóis ou russos.

Conforme o escritor Mark Steyn comentou de modo sombrio no jornal The New Criterion: “Boa parte do que geralmente chamamos de mundo ocidental não sobreviverá neste século, e na verdade boa parte do Ocidente desaparecerá durante a nossa própria geração, inclusive muitos ou até a maioria dos países da Europa ocidental”.

Escassez de Bebés
O que poderia possivelmente causar tal cataclismo? Outra guerra mundial? Um confronto nuclear? A devastação de uma praga, semelhante à Peste Negra do século XIV? Nada que seja assim tão dramático, dizem os especialistas. Em vez disso, a Europa está a morrer aos poucos simplesmente porque os europeus recusam-se a ter filhos suficientes para substituir as pessoas que morrem anualmente na Europa.

O estudioso George Weigel, membro sénior do Centro de Políticas Públicas e Ética e autor do livro The Cube and The Cathedral (O Cubo e a Catedral), diz que a Europa está "a cometer suicídio demográfico, sistematicamente implodindo a sua própria população”.

Para que consiga permanecer em nível estável, uma população tem de manter um índice de nascimentos de 2.1 nascimentos por mulher. Esse índice supre uma substituição para a mãe e o pai, enquanto .1 cobre o bebê e a mortalidade infantil. Quando o índice de nascimentos cai abaixo desse número, uma população entra em fase de declínio — a não ser que convide grande número de imigrantes.

“A ‘escassez de bebés’ é o que os demógrafos chamam de índices de nascimentos em queda na maior parte do mundo industrializado”, diz o comentarista cultural Chuck Colson. “Em toda a Europa ocidental e no leste asiático, o índice de nascimentos está bem abaixo de 2.1 nascimentos por mulher…”

O sociólogo Ben Wattenberg, autor do livro Fewer: How the New Demography of Depopulation Will Shape Our Future (Cada Vez Menos: Como a Nova Demografia da Diminuição Populacional Moldará o Nosso Futuro), observa essa escassez de bebés a partir de uma perspectiva histórica: “Jamais nos últimos 650 anos, desde a época da Peste Negra, os índices de nascimentos e fertilidade caíram tanto, tão rápido, em nível tão baixo, por tão longo tempo, em tantos lugares”.

Baseando-se em estatísticas da ONU e outras projecções, Patrick Buchanan declara no livro The Death of the West (A Morte do Ocidente) que no ano 2050 a Europa (da Islândia à Rússia) verá a sua população diminuir de 728 milhões (no ano 2000) para 600 milhões — e talvez 556 milhões. E se as tendências atuais continuarem, no fim do século a população da Europa permanecerá em 207 milhões.

Colapso dos Valores Familiares
Por que é que isto aconteceu? A explicação é que vários fatores e tendências unirem-se para criar, como se fosse, a “tempestade perfeita”.

Gene Edward Veith, da revista World, resume essa situação assim: “Qual a razão da diminuição populacional? O colapso mundial da população encontra-se, literalmente, nos valores familiares. Graças à tecnologia contraceptiva, o sexo foi separado da geração da nova vida. Com as mulheres a ocuparem-se com suas próprias carreiras e os homens a terem sexo sem a responsabilidade de um casamento, por que se incomodar com filhos? Para muitas mulheres e homens, uma gravidez tornou-se num efeito colateral desagradável, algo para se impedir com anticoncepcionais ou para se tratar facilmente com uma ida à clínica de aborto”.

Na opinião de Veith, o aborto tem boa parte da culpa. “O segredinho sórdido da implosão populacional, que os demógrafos raras vezes mencionam, é que o mundo está a abortar as suas gerações futuras”, diz ele.

Os grupos pró-família nos EUA, por exemplo, com todo o acerto lamentam o índice de abortos nos EUA, onde Veith diz que um terço ou um quinto de todas as gravidezes acabam em aborto. Contudo, algumas nações européias estão em situação bem pior. “Na Rússia, em média as mulheres têm até quatro abortos durante a vida”, afirma ele. “Para cada nascimento em que o bebé nasce vivo, há dois abortos. Isto é: os russos matam dois terços dos seus filhos antes que nasçam”.

Tudo isso é sintoma de que o amor aos prazeres carnais se espalhou e permeou o Ocidente, “uma completa filosofia de prazer”, de acordo com Allan Carlson, presidente do Centro Howard para a Família, Religião e Sociedade.

“Em todos os lugares da Comunidade Europeia, nos EUA e Canadá, todos só dão atenção ao consumo de alimentos (alternadamente fartos e sem gorduras), sexo frequente e entretenimentos estridentes”, diz Carlson. “Relativamente poucos têm a experiência de crianças por perto. Os adultos jovens, que são férteis, contam com dispositivos mecânicos e agentes químicos para frustrar os desígnios da natureza. Em lugares tão culturalmente diferentes como Espanha, Itália, Dinamarca e Alemanha, as experiências sexuais começam cedo, mas raramente alguém dá à luz um filho”.

Apesar dos esforços de algumas nações europeias para aumentar o desejo de os adultos terem filhos — tais como dedução de impostos e incentivos financeiros — alguns especialistas acham que o que triunfará no fim é a busca da satisfação pessoal.

Joseph Chamie, director da Divisão Populacional da ONU, diz: “Nenhum demógrafo acredita que os índices de nascimentos voltarão a crescer. Será fácil convencer uma mulher a ter quatro filhos? As pessoas estão simplesmente preocupadas com a sua aparência, educação, carreiras, etc”.

O que é irónico, porém, é que essa busca de prazer pessoal e riqueza pessoal poderá terminar, como conseqüência, em ruína económica.

“Quando o assunto é prever o futuro, o índice de nascimentos é algo estatisticamente complicado”, Steyn argumenta. “Se apenas um milhão de bebés tiver nascido em 2006, será difícil ter dois milhões de adultos a entrar no mercado de trabalho em 2026…”

Veith enumera apenas algumas consequências do declínio populacional. “Os cidadãos não são só consumidores, mas produtores”, diz ele. “Uma população cada vez menor pode acabar com a economia nacional, criando escassez de mão de obra e escassez de compradores. Um governo com uma população cada vez menor enfrenta o problema de um exército menor e menos e menos contribuintes a pagar impostos. A diminuição das populações é sempre sinal de declínio cultural, com menos criatividade, energia e vitalidade em todos os níveis da sociedade”.

Abandono do Cristianismo
Essas explicações aproximam-se do que vem dizendo o colunista cultural Don Feder, que vê como a verdadeira causa dos problemas populacionais europeus o fato de que a Europa abandonou a sua herança cristã.

“Não é por coincidência que a nova Europa esteja decidida a não reconhecer as origens do continente”, afirma Feder, que é judeu. “A constituição proposta para a União Europeia (um documento de mais de 70 mil palavras) não contém uma única referência ao Cristianismo. Assim, mais de mil anos de história européia foram totalmente apagados”.

É um facto bem documentado que a maioria dos países europeus abandonou o Cristianismo. Por exemplo, o escritor e jornalista James P. Gannon declara que “em cinco países europeus importantes — França, Bélgica, Holanda, Alemanha e Itália — há trinta anos 40% da população frequentavam regularmente uma igreja cristã. Hoje, o número é cerca de 20%”. Conforme afirma Weigel, a Europa ocidental se tornou uma “sociedade pós-cristã”.

Feder crê que há uma ligação clara entre uma falta de fé e a perda desse senso de dever para com o futuro que conduz as pessoas a conceber e criar filhos. “Tendo perdido sua fé e adoptado uma ética de autonomia radical”, diz ele, “os europeus deixaram de ir à igreja, deixaram de levar a Bíblia a sério, deixaram de crer no futuro e deixaram de ter filhos”.

Maria Burani, presidente da Comissão Parlamentar para a Família e Infância em Roma, contou à revista Citizen que a fé é o alicerce para o tipo de estilo de vida que requer o papel de pai e mãe. “Se uma pessoa não tem dentro da cabeça grandes princípios religiosos e éticos”, insiste, ela simplesmente não vai querer ter filhos, pois tê-los e criá-los é um sacrifício”.

Além disso, é claro, há o facto de que os princípios religiosos também inibem a conduta muitas vezes egocêntrica que é conseqüência da “autonomia radical” que permeia a Europa. “Entre as conseqüências do abandono da Europa das suas raízes religiosas e das suas leis morais que têm origem cristã está a queda em seus índices de nascimentos abaixo do nível de substituição”, diz Gannon. “O aborto, o controlo da natalidade, a aceitação do casamento gay e o sexo casual estão a conduzir essa tendência”.

Islamificação da Europa
No entanto, o prognóstico para a Europa fica ainda pior porque muitas dessas nações europeias escolheram uma solução perigosa para compensar a diminuição das suas populações: imigração. Pelo facto de que o Norte da África e o Oriente Médio representam uma fonte relativamente conveniente de mão de obra barata, milhões de imigrantes muçulmanos estão a inundar a Europa desde a década de 1960.

“A Europa Ocidental tinha uma população de 250.000 muçulmanos há 50 anos. Hoje são 20 milhões”, declara Feder.

Diferente dos ocidentais, porém, os muçulmanos tipicamente têm famílias grandes. De acordo com Robert S. Leiken, director do Programa de Imigração e Segurança Nacional no Centro Nixon, os índices de nascimentos mais elevados entre os muçulmanos aliados à imigração muçulmana levaram o Conselho de Informação Nacional dos EUA a projectar que a população muçulmana da Europa dobrará em 2025.

Como consequência, Colson diz sem rodeios: “A demografia poderá tornar realidade o que os mouros e o Império Otomano não conseguiram: uma Europa muçulmana”.

Mas e daí? Essas preocupações sobre os imigrantes muçulmanos não são apenas puro preconceito?

De forma alguma, dizem os ocidentais preocupados. A islamificação da Europa provocaria incríveis mudanças culturais na Europa. “Daqui a 50 a 100 anos, a Europa de Shakespeare e Victor Hugo, a Europa de Rembrandt e Bach, a Europa de Churchill e Lutero só existirá nos livros escolares e nos museus”, comenta Feder. “Ou, talvez o que restar da Europa cristã estará sujeita ao destino das estátuas budistas do Afeganistão, demolidas pelo regime talibã”.

A mudanças políticas também seriam inevitáveis, insiste Steyn. “Será que uma sociedade conseguiria tornar-se mais e mais muçulmana em seu carácter demográfico sem se tornar mais e mais muçulmana em seu carácter político?”

É claro, é uma pergunta retórica, e Steyn prediz que em 2050 muitas nações europeias serão forçadas a aplicar a xaria — a lei muçulmana — às comunidades muçulmanas. Ele nota os resultados de uma pesquisa de opinião pública de 2004 que constatou que mais de 60 por cento dos muçulmanos britânicos querem viver debaixo da lei muçulmana — enquanto estão a viver no Reino Unido.

De início, a maioria dos governos europeus provavelmente não iria querer atender às reivindicações de uma população muçulmana cada vez mais assertiva. Mas em resposta, não seria de surpreender ver um agravamento do que já começou a ocorrer: ataques terroristas com bombas em Londres e Madrid; o assassinato em 2002 do político conservador holandês Pim Fortuyn, cuja plataforma política incluía o objectivo de limitar os imigrantes muçulmanos; o assassinato do director de cinema Theo van Gogh em 2004 por alegadamente insultar a religião muçulmana; tumultos de jovens muçulmanos em toda a França em 2005; e agitações recentes  em resposta às caricaturas políticas que foram consideradas ofensivas às sensibilidades dos muçulmanos.

Steyn acha que a Europa verá mais agitações — e já. “Parece que é mais provável que dentro dos próximos dois ciclos das eleições europeias, as contradições internas da União Européia se manifestarão do modo de sempre”, diz ele, “e que em 2010 assistiremos todas as noites nos noticiários a prédios em chamas, tumultos nas ruas e assassinatos”.

Em qualquer caso, Carlson diz: “A Grande Farra [da busca de prazeres dos europeus] não durará muito. Há uma lei imutável na história: O futuro pertence aos férteis. Assim como as tribos bárbaras germânicas (centradas no clã e cheias de filhos) varreram do mapa o sensual e estéril Império Romano Ocidental, assim também os novos bárbaros estão a levantar-se”.

As Escrituras Sagradas ensinam que Deus governa sobre as nações, e o futuro da Europa parece-se cada vez mais com o futuro de Israel quando os seus profetas avisavam dos castigos e juízos que estavam para vir. Será que, mesmo depois de um século de guerras e outras atrocidades que não conseguiram conduzir de volta o continente ao Cristianismo, a Europa está para sofrer castigos divinos?

É irónico que a cultura europeia, que sempre exigiu liberdade pessoal ilimitada, poderá no fim deixar os europeus viverem debaixo de ditaduras muçulmanas. Uma civilização que, ao rejeitar a sua herança cristã, corre o risco de se sujeitar ao fundamentalismo islâmico.

No passado, outras civilizações já desapareceram. Basta perguntar aos etruscos. Se conseguir encontrar um.

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