10-04-08 - Rick Warren reune-se com líderes governamentais e desafia líderes da igreja e empresários
NAIROBI, KENYA – O pastor Rick Warren concluiu a viagem de 12 dias a África numa visita relâmpago a Nairobi, Quénia, onde falou com o Vice-Presidente, o porta-voz do Parlamento, líderes da igreja e empresários. Warren foi convidado a reunir-se com a liderança de ambos os partidos no dia em que o Presidente Mwai Kibaki concluiu a constituição do governo de coligação após a onda de violência que se seguiu às eleições em Dezembro último, que provocou 1.500 mortos e desalojou 300.000 outros quenianos que se tornaram refugiados no seu próprio país.
“O propósito de Deus para esta nação é maior do que a dor por que estais a passar agora,” disse Warren ao Vice-Presidente Kalonzo Musyoka.
Warren partilhou então com Musyoka a sua visão do plano P.E.A.C.E. através do qual ele está a mobilizar voluntários dos EUA para o Rwanda, Uganda e outras nações Africanas a fim de falarem dos cinco gigantes globais – vazio espiritual, liderança egocêntrica, pobreza extrema, doenças pandémicas e iliteracia gritante.
O vice-president disse que o seu governo recebe oficialmente com agrado aquela ênfase igualmente sobre o seu país e selou o convite com um aperto de mãos.
Durante a reunião que se seguiu com o porta-voz do Parlamento, Sr. Kenneth Marende, Warren resumiu os princípios bíblicos de liderança e como eles se podem aplicar na presente crise do Quénia. Marende pediu a Warren que volte para efectuar um dia de treinamento com todos os Parlamentares sobre esse currículo na sua próxima visita a Nairobi.
Posteriormente encorajou e desafiou um grupo de líderes da igreja perante a oportunidade de liderança crítica que jaz diante deles.
“É bom estar com os pais da igreja no Quénia, vendo-os reunidos em harmonia e unidade quando tantas coisas no vosso país estão em crise,” disse ele. “Esta pode ser a oportunidade mais excelente da igreja Queninana, e um passo para o reavivamento – não para a desistência, não para a divisão, mas para a cintilação.
“Nós nunca devemos permitir que os políticos ou o que quer que seja nos divida,” disse Warren. “A nossa mensagem é, ‘Vencer o mal com o bem.’ Ninguém vence o mal com protestos, marchas ou demonstrações.
“Deus está a amolecer os corações das pessoas em todo o país; não percam esta oportunidade volvendo-vos para a política,” explicou Warren. “Só há uma coisa que unirá esta nação, e não é a política – é a Igreja, a vossa igreja.
“As pessoas estão mais interessadas nas coisas espirituais quando estão em transição ou tensão.” Acrescentou Warren. “Não olheis para isto como um colapso, mas como uma possibilidade. Esta oportunidade de renovação e reavivamento dependerá da direcção que derdes ao vosso povo. Necessitais de os ajudar a fixar coisas e a orar e a construir pontes e não muros.
Warren concluiu: “A despeito das nossas diferentes igrejas, precisamos de falar a uma só voz para dar resposta a esta situação difícil. Precisamos de ousadia para proclamar o amor no meio do ódio; a unidade no meio da desunião; direcção no centro da confusão; compreensão onde tem havido incompreensão; e perdão em vez mágoa e dor.”
Quando os líderes da igreja Queniana souberam dos seus pares nos países vizinhos, que se estão a unir para tornarem o Rwanda e Uganda nações com Propósitos, ao realizarem treinamento para “40 Dias Com Propósitos” na maioria das suas igrejas, eles também convidaram Warren e a sua equipa para voltarem e tornarem o Quénia no terceiro país a abraçar estes princípios a uma escala nacional.
Como Warren fez tanto no Rwanda como no Uganda nesta viagem, ele concluiu a sua visita, antes de partir para os EUA, falando num jantar a empresários de sucesso, encorajando-os a usarem os seus recursos e influência para Deus e para o bem.
“Vocês não têm de concordar com tudo para avançarem,” disse Warren. “Neste ponto, o que é necessário é que alguém absorva a dor. A retaliação só conduz à escalada e nunca melhora o problema. O que agora é necessário é que haja pessoas que não se identifiquem com uma particular tribo ou partido, mas com a máxima, ‘Eu sou Queniano.’”
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