09-04-08 - Kay Warren enfatiza o perdão para o genocídio do Rwanda
Kay Warren, esposa de Rick Warren, da Igreja de Saddleback, encorajou as mulheres do Rwanda a perdoarem e a reconciliarem-se no passado fim-de-semana por ocasião do 14ª Semana Nacional de Luto pelo Genocídio de 1994 no Rwanda.Centenas de mulheres escutaram Kay declarar que o perdão é o primeiro passo num genuíno processo de reconciliação. Ela usou a passagem bíblica de Mateus 18 sobre o servo impiedoso para mostrar que os seres humanos podem perdoar porque foram perdoados.
“Eu creio que nesta história Jesus está a convidar-nos a perdoar, dizendo, ‘É altura de o fazer,’” disse ela Sábado passado.
O perdão é uma questão pungente no Rwanda, um país que ainda se debate para se reconciliar depois do genocídio de 1994 que matou perto de 1 milhão de pessoas em 100 dias. O genocídio, o pior dos anos 1990, foi primariamente a acção de extremistas Hutus contra a minoria Tutsi do Rwanda e moderados Hutus.
“A minha oração por cada mulher neste lugar é que sinta e experimente o perdão de Deus, e que com um coração agradecido pela Sua misericórdia para connosco, todas descubramos formas de libertar outros que tenham sido feridos,” disse Kay Warren.
Antes da alocução de Kay, uma Investigadora Americana que visita o Rwanda deu o seu testemunho sobre o bem que pode advir de experiências dolorosas.
Susan Hills, uma investigadora do Centro para o Controlo de Doenças em Atlanta, disse que o seu filho de 10 anos foi atingido e morto por um automóvel durante um passeio de bicicleta em família. Ela pensava que nunca recuperaria, mas Deus transformou a sua dor em alegria.
Susan explicou que como resposta à morte do seu filho, ela e o seu marido adoptaram oito crianças órfãs, e desafiou outras mulheres a fazerem o mesmo.
“Vocês têm 822.000 órfãos no vosso país - um em cada três crianças,” disse Susan. “Deus quer fazer discípulos em todas as nações, e a única forma de fazer isso é incluindo os órfãos”.
Uma outra mulher, Chantel, testemunhou o sofrimento horrível que suportou durante o genocídio e a libertação que mais tarde experimentou no perdão.
Toda a sua família, com a excepção dela e da irmã, foi atingida a tiro e queimada. Ela foi depois levada prisioneira por um soldado e um guarda que a violou repetidas vezes. Ela acabou por contrair uma doença sexualmente transmissível.
Chantel recordou depois como o seu desejo de vingança era tão forte que prestou falso testemunho no tribunal contra um dos seus vizinhos, mentindo ao dizer que ele tinha morto uma outra pessoa no seu prédio. Mas quando ela não conseguiu mais viver com a culpa da mentira, ela converteu-se abraçando a fé.
“Eu pude ver como Satanás usou os Hutus para o mal, mas também usou Tutsis na vingança,” disse ela. “Eu perguntei a Deus o que Ele queria, e comecei a mudar. Quando eu orei, senti uma paz no meu coração que me capacitou a dizer a verdade num julgamento seguinte e comecei a orar pela salvação daquele homem e dos seus filhos.”
Ela disse que acabou por ser capaz de perdoar à pessoa que matou e queimou os seus pais. Chantel encontrou o homem responsável pelo homicídio da família na prisão do genocídio.
“Quando encarei aquela pessoa, tive de verificar o meu coração, e quando descobri que só tinha amor para ele isso assustou-me,” disse ela. “Mas o meu coração agora está cheio de alegria, e isso é muito melhor do que viver com dor.”
Os Warren têm estado no Rwanda há mais de uma semana para o lançamento da primeira campanha nacional “40 Dias com Propósitos”. Eles também visitaram o país para verificarem os projectos do plano P.E.A.C.E., como o Projecto Iniciativa de Cuidados de Saúde HIV/SIDA e reunirem-se com empresários, e líderes da Igreja e governantes.
O active casal partiu para Nairobi, Quénia, na Segunda-feira, para se reunir com líderes ali e discutirem a situação do país depois da violenta guerra civil que se seguiuà eleições presidenciais de Dezembro.
Christian Post Reporter
"Nós não escolhemos o Rwanda. Eles é que nos escolheram", disse Rick Warren. "O Presidente Paul Kagame leu o livro 'Uma Vida Com Propósitos.' Ele escreveu-me uma carta e disse, 'Sou um homem de propósitos e quero que venha ao Rwanda para nos ajudar a reconstruir a nossa nação,'" explicou. Isto aconteceu há 3 anos. Desde então a Igreja de Saddleback, onde está Rick Warren, tem enviado quase 8.000 membros em viagens missionárias de curta duração.
Se sabe inglês accione o video aqui e veja e ouça a reportagem sobre o que Deus está a fazer no Rwanda.
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