02-09-2026 - Estará a Geração Z entusiasmada com Jesus? Um novo inquérito apresenta dados fascinantes

A Geração Z são os nascidos entre 1997 e 2012). É a primeira geração de nativos digitais, criada com acesso imediato à internet e redes sociais.
Os jovens protestantes da Geração Z que frequentam a igreja superam outros grupos etários tanto na frequência de participação nos cultos como na partilha da mensagem de Cristo. No entanto, há áreas-chave em que esta geração mais jovem está a ficar para trás.
Segundo um relatório da Lifeway Research, «enquanto o membro típico de cada geração frequenta quatro cultos por mês, o membro típico da Geração Z participa em cultos na sua igreja 6,2 vezes por mês, em comparação com 4,8 vezes entre os Millennials, 5,1 entre a Geração X e 4,5 entre os Baby Boomers e os mais velhos».
«Isto implica que, embora o membro típico da Geração Z frequente a igreja com uma regularidade semelhante à das outras gerações, existe um grupo de jovens adultos que participa com muito maior frequência.»
Não se trata apenas dos cultos gerais, pois a Geração Z também tem maior probabilidade do que as outras gerações de participar regularmente em pequenos grupos, frequentando-os em média cinco vezes por mês, em comparação com níveis mais baixos entre os Millennials (3,7), a Geração X (2,7) e os Baby Boomers e os mais velhos (2,5).
Além disso, também servem mais: 36%, afirmando ter «responsabilidades regulares na sua igreja».
Alguns poderão perguntar-se como é que isto se traduz na prática, para além da igreja, e esses números também são fascinantes. A Geração Z é a geração com maior probabilidade, ou uma das mais propensas, a participar numa grande variedade de atividades guiadas pelo Espírito Santo.
Começando pela própria Bíblia, 22% da Geração Z indicaram que a estudam diariamente, uma percentagem superior à das outras gerações (18% entre os Millennials, 14% na Geração X e 15% entre os Baby Boomers e os mais velhos).
Segundo a Lifeway Research, «nos últimos seis meses, também são os mais propensos ou estão entre os mais propensos a ter ajudado alguém que sabiam não poder retribuir-lhes (6,5 vezes), memorizado um versículo da Bíblia (6,3 vezes), alimentado os famintos (6,0 vezes), visitado os doentes ou aqueles que não podem sair de casa (4,9 vezes) e convidado uma pessoa que não frequenta a igreja (4,2 vezes)».
Comunicar a história de Jesus também é importante para a Geração Z, que é a geração com maior probabilidade de dar o seu testemunho de fé a outras pessoas.
Tendo tudo isto em conta, por outro lado, a Geração Z tende a ter mais dificuldades com dúvidas acerca da fé e com os fundamentos teológicos do Cristianismo. São mais propensos a duvidar da intervenção de Deus quando acontecem coisas inexplicáveis (47%) e, por vezes, duvidam de que Deus os ame e lhes providencie o necessário (46%).
Tudo isto tem um impacto prático nos jovens norte-americanos que frequentam a igreja e têm 28 anos ou menos.
«Devido à sua maior tendência para duvidar, os membros da Geração Z são também, de longe, os mais propensos a dizer que hesitam em partilhar com amigos cristãos as suas próprias dúvidas e lutas espirituais (53%)», observou a Lifeway Research.
Além disso, também têm dificuldade em ver o Deus da Bíblia como o Senhor exclusivo acima de tudo o resto, já que 49% dos jovens adultos que frequentam a igreja afirmam que o Deus da Bíblia não é diferente dos deuses apresentados noutras religiões.
Estas estatísticas surgem no meio de um debate sobre a verdadeira intensidade da devoção religiosa da Geração Z.
- in CBN News
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