22-11-13 - Cientista assegura que há vida depois da morte
Durante os últimos séculos, a ciência e a religião parecem ter transitado por caminhos diferentes e muitas vezes discordantes em torno dos seus princípios, especialmente no que diz respeito à metafísica. No entanto, se o biólogo Robert Lanza está certo, a ciência pode ter fornecido a prova final de que realmente há vida para além da morte, cita o jornal britânico The Independent.
Num artigo exposto no seu site, Lanza, defende uma teoria chamada biocentrismo, a qual se centra no facto de o universo só existir na medida em que um indivíduo está consciente dele. Desta forma, na realidade é a vida que cria o universo, e não o universo a vida, como se pensa tradicionalmente.
Dado que sob esta premissa tempo e espaço são apenas conceitos mentais, a morte, como a conhecemos, simplesmente não existe, pois não há limites reais que a definem. De facto, é apenas um conceito mental.
Para Lanza, o biocentrismo é uma teoria geminada de universos paralelos - de bastante aceitação entre os físicos teóricos - onde qualquer ação pode ter efeitos diferentes em múltiplos universos, de forma simultânea.
E se aprendermos a questionar as nossas suposições sobre o tempo e a consciência, poderemos estar à porta de uma mudança radical na nossa maneira de ver o mundo, como aconteceu no século XV depois de se perceber que a Terra não é plana, mas redonda, argumenta o especialista da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, EUA.
A física quântica apresenta provas
Mas como passamos desses princípios filosóficos para as evidências? De acordo com Lanza, a experiência da dupla fenda - usada na física quântica - é a melhor prova de como a percepção de uma pessoa pode afetar a sua envolvência.
Nesta intrigante experiência, quando os pesquisadores observam uma partícula a passar por uma ranhura, esta fá-lo como uma bala disparada por um canhão. No entanto, quando não se observa, a partícula muda o seu comportamento e faz com que seja como uma onda.
Os físicos têm tentado explicar esta estranha situação, argumentando que uma partícula é capaz de agir como duas entidades separadas à vez, o que naturalmente muda os nossos conceitos de tempo e espaço.
Se se fica com dor de cabeça, Lanza propõe um exemplo mais simples. Olhe para o céu; é azul, verdade? No entanto, se as nossas células recetoras forem modificadas para ver o céu verde, isso significa que o céu já foi azul ou era realmente a nossa percepção dele?
Em relação à nossa mortalidade, o cientista explica que a nossa vida é "uma flor eterna que floresce novamente no multiverso".
"A vida é uma aventura que transcende a nossa maneira linear de pensar. Quando morremos, não o fazemos no sistema aleatório de bolas de bilhar que caem num buraco, mas num sistema de vida do qual não podemos escapar", conclui.




