08-01-08 - Clérigos Muçulmanos avisam o Presidente do Afeganistão com ameaças aos Missionários
KABUL, AFEGANISTÃO – O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi informado pelo concílio Islâmico do país que deve impedir que grupos de ajuda estrangeiros convertam os locais ao Cristianismo. O influente Concílio de Clérigos e Ulemas (estudiosos) Islâmico fez o aviso numa declaração feita numa reunião com Karzai na Sexta-feira passada, em que também apelou para a reintrodução das execuções públicas, que não ocorrem desde a queda dos Talibãs em 2001.
"O concílio está preocupado com as actividades de alguns ... Missionários e órgãos ateus, e considera que tais actos são contra a Sharia (lei) Islâmica, a constituição, e a estabilidade política," afirmou o concílio na sua declaração.
"Se não forem tomadas medidas, Deus nos livre, haverá uma catástrofe, que não somente desestabilizará o país, mas a região e o mundo."
Ahmad Ali Jebrayeli, membro do Concílio e também membro do Parlamento, disse que fontes fidedignas lhe tinham garantido que Missionários Cristãos usam escritórios, em Kabul e nas províncias, como bases para converter a população local.
Ele também alegou que os Missionários estão a ser apoiados pelas ONG’s (Organizações Não Governamentais).
"Algumas ONG’s encorajam-nos (à conversão), dão-lhes (Bíblias) e prometem enviá-los para o exterior," disse à agência de notícias da Reuter no Sábado passado.
A obra missionária no Afeganistão ficou debaixo de fogo em 2007 quando um grupo de 23 Missionários Sul Coreanos foi raptado e tornado refém pelos Talibãs, que os acusaram de converter Afegãos Muçulmanos ao Cristianismo. Eles foram mais tarde libertados, depois de dois deles terem sido assassinados.
Alguns Muçulmanos que defendem uma interpretação estrita do Alcorão crêem que a conversão do Islão a uma outra fé é apostasia e por isso punível com a morte.
Oremos pelos Missionários no Afeganistão.




