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03-08-2020 - Banco inglês fecha conta de ministério Cristão após pressão da militância LGBT

Banco Barclays

 

     Um ministério Cristão teve sua conta num banco multinacional encerrada depois que a militância LGBT pressionou a instituição financeira a deixar de prestar serviços à entidade.

     O Barclays, um banco multinacional britânico de investimentos e serviços financeiros com sede em Londres – patrocinador da Premier League, a primeira divisão do futebol inglês –, cortou a conta de um ministério Cristão acusado de supostamente estar envolvido na “chamada terapia de conversão gay”, informou o portal Charisma News.

     O ministério Core Issues Trust (CIT), que se apresenta como um grupo de “terapia de conversação para pessoas que desejam descobrir como se afastar de atrativos indesejados e confusões de género”, perdeu sua conta no Barclays. A atividade é chamada tecnicamente de SAFE-T, que é uma sigla em inglês para “exploração de fluidez de atração sexual em terapia”.

     Ao denunciar a perseguição, o CIT afirmou que “a medida ocorreu após a pressão de uma campanha de mídia social LGBT” direcionada ao grupo.

     No comunicado, o CIT diz que suas atividades “sem fins lucrativos” oferecem apoio a “homens e mulheres que buscam voluntariamente mudanças na preferência e expressão sexual”. O CEO do CIT, Mike Davidson, disse que o Barclays não forneceu nenhuma explicação sobre sua decisão e que há evidências de que a medida resultou de uma campanha agressiva nas redes sociais oriundas da militância LGBT.

     “Na sexta-feira, 3 de julho, os tweets apareceram pressionando o Barclays Bank para deixar de fornecer serviços ao CIT”, afirmou o comunicado. “Na segunda-feira, 20 de julho, o Barclays parece ter concordado com esse pedido, informando o CIT e o IFTCC de que as contas serão encerradas em dois meses, em meados de setembro. A Federação Internacional de Terapias e Aconselhamento, um projeto apoiado pelo CIT também recebeu o aviso de encerramento”, diz o texto.

     “Desde 28 de junho de 2020, o CIT enfrenta uma campanha coordenada e agressiva de ativistas que rotulam pejorativamente o seu trabalho como ‘terapia de conversão’. Esses incentivos via mídia social foram agora relatados em detalhes à Comissão de Petições Parlamentares, que atualmente convida a apresentação de evidências de abuso online e como Relatórios de Incidentes Graves à Comissão de Caridade da Irlanda do Norte. Alguns dos abusos recebidos foram denunciados à polícia”, acrescenta o comunicado.

     O CIT afirma ainda que “recebeu mais de 300 telefonemas incómodos e inúmeras mensagens de ódio”, além de ter tido o seu endereço de e-mail cadastrado em sites pornográficos”.

     Davidson comentou a acusação de que o ministério pratica “terapia de conversão”: “Este é um termo pejorativo e imposto, cunhado por um ativista gay americano, Dr. Douglas Haldeman, em 1991, que nomeia alguns extremos, como técnicas de eletrochoque e aversão, jamais conduzidas por médicos, há muito abandonadas a partir dos anos 60, ou comportamentos já proibidos, como estupro ‘corretivo’”.

     O diretor do ministério ainda acrescentou que a pressão das redes sociais é semelhante ao “domínio da máfia”: “Uma campanha coordenada deixou nosso ministério sob imensa pressão e os principais prestadores de serviços cancelaram os seus serviços, ação que consideramos discriminatória”, afirmou Davidson.

     “O termo ‘terapia de conversão’ está a ser usado como uma frase abrangente destinada a desacreditar qualquer ajuda que as pessoas possam oferecer àqueles com atração sexual mista que preferem o seu lado heterossexual. Isso pode incluir um ouvido atento, aconselhamento formal ou apoio espiritual”, ponderou o diretor.

     “Se uma multidão de redes sociais pode fazer com que um banco feche a conta de um ministério Cristão, não há lugar para ministérios Cristãos biblicamente fiéis. O Reino Unido agora está a tornar-se num país intensamente intolerante. Os principais prestadores de serviços cancelaram os seus serviços a uma caridade Cristã por causa de uma multidão nas redes sociais”, queixou-se

     Andrea Williams, diretora da entidade Christian Concern, que presta apoio jurídico a Cristãos que precisam de apoio legal, afirmou que o banco não resistirá a novas tentativas da militância LGBT contra organizações Cristãs.

     “Se o CIT for o primeiro, as igrejas serão as próximas”, avaliou ela. “Se os bancos e outros prestadores de serviços começarem a aplacar campanhas de redes sociais encerrando as suas contas unilateralmente, o Reino Unido será um lugar muito difícil para os ministérios Cristãos […] Esse tipo de demonização e recusa de serviços a um ministério Cristão é uma reminiscência de como as empresas judaicas eram tratadas sob o domínio nazi. Apelamos ao governo que interrompa esse tipo de regra da máfia e afirme os direitos de organizações Cristãs biblicamente fiéis ser atendido por empresas sem enfrentar essa discriminação intolerante”, acrescentou.

- in Gospel +

 

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