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Servindo entusiasticamente,
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Testemunhos

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José Jacinto Carvalho

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15-05-2020 - Nós aguentámo-nos através da oração

Dr. K. Elliott Tenpenny

 

     O Dr. K. Elliott Tenpenny (na foto) liderou o hospital de campanha da Bolsa do Samaritano em Nova York e relatou a impactante experiência.

     Enquanto o debate sobre a reabertura da economia após o coronavírus continua a dividir opiniões em diversos países, o Dr. K. Elliott Tenpenny, médico que liderou o hospital de campanha do ministério missionário de ação humanitária Bolsa do Samaritano, recentemente fechado no Central Park, pediu aos Cristãos que permaneçam em oração.

     “Há muitas decisões difíceis pela frente a serem tomadas pelos nossos líderes, decisões difíceis para os estados quando precisam reabrir e as pessoas precisam de voltar ao trabalho, voltar às empresas e isso deve acontecer eventualmente. (…) O meu maior incentivo à comunidade Cristã seria orar para que os nossos líderes tomem decisões sábias”, disse Tenpenny ao The Christian Post.

     As tendas do hospital de campanha que funcionou por mais de um mês no Central Park foram desmontadas na última segunda-feira.

     “Não existe um lado para esse argumento ou esse desejo do que será feito com esse vírus. O mundo precisa de se abrir novamente, mas também temos que proteger os mais vulneráveis ​​dos nossos cidadãos e do nosso povo. Como Cristãos, estamos na brecha e podemos preenchê-la com oração. Podemos orar pela nossa liderança, local e nacional, para que as decisões corretas sejam tomadas e que as pessoas levem isto muito a sério”, disse ele.

     Os casos mundiais de coronavírus aumentaram para mais de 4 milhões no início desta semana, com casos nos Estados Unidos superando 1,3 milhão. As mortes pelo vírus totalizaram mais de 279.700 em todo o mundo, incluindo mais de 80.000 nos EUA, de acordo com dados coligidos pela Universidade Johns Hopkins.

     Médicos e outras equipas médicas da organização missionária Bolsa do Samaritano, liderada pelo evangelista Franklin Graham, trataram 333 pacientes de coronavírus durante a sua missão de um mês na cidade de Nova York, como parte do sistema do hospital Mount Sinai, e 190 deles foram tratados no hospital de campanha.

 

Fé e esperança no meio do caos

     Embora ele não tenha podido disponibilizar dados brutos sobre o número de pacientes que morreram sob seus cuidados, Tenpenny disse que a taxa de mortalidade era quase igual à que o Sistema de Saúde Mount Sinai viu em geral para pacientes com coronavírus. E um estudo de cientistas da Sema4, uma empresa de inteligência em saúde centrada no paciente, disse que era de 22,6%.

     “Foi difícil, honestamente. Foi difícil. Recebemos muitos pacientes no início do curso da doença. E isso significa que muitos deles melhoraram e alguns não, e pioraram progressivamente ”, disse Tenpenny.

     “Conhecemos esses pacientes antes de eles terem ficado em estado de saúde tão mau; eu tinha falado com eles, chegado a conhecê-los e então alguns deles pioraram progressivamente. Portanto, não era apenas um paciente com os nomes X, Y e Z. Eram pacientes que eu realmente conhecia e com quem me importava, e sabia o nome deles e conversava com eles sobre a família e isso tornava a situação ainda mais difícil”, acrescentou.

     Um dos desafios para a sua equipa que trata os pacientes de coronavírus, disse ele, foi ter que lidar com a maneira como o vírus devastou aqueles que não sobreviveram, que eram na maioria adultos mais velhos.

     “Esta doença é terrível. Ela realmente arrasa as pessoas e fá-lo de uma maneira muito repentina. Assim, alguém pode ficar bem por um dia ou dois e, de repente, ficar pior muito rapidamente. Eles podem ficar com falta de ar ou, como o hospital Mount Sinai descobriu mais tarde, podem começar a ter coágulos sanguíneos que se acumulam rapidamente nos pulmões", explicou.

     “Tivemos casos assim que tivemos que tratar, mas conhecemos esses pacientes. Nós conhecíamo-los. Nós cuidámos deles. Então, quando eles começaram a piorar, isso afetou muito a equipa”, contou.

     Durante esses tempos difíceis, disse Tenpenny, a equipe orava e apoiava-se e começou a tocar uma campainha sempre que um paciente recebia alta com sucesso como símbolo de esperança.

     “Nós aguentámo-nos através da oração. Nós aguentámo-nos apoiando-nos uns aos outros e apenas com a esperança de cada um desses pacientes pudesse ir embora. Portanto, essa é uma das razões pelas quais começámos a ter uma ‘cerimónia’: tocar uma campainha sempre que um paciente recebe alta", disse ele. “Os pacientes ficaram empolgados em voltar para casa, mas uma das principais razões foi o incentivo à comunidade à nossa volta, como também à nossa própria equipa, de que há esperança. As pessoas melhoram. Eles estão a ir para casa, estão a sobreviver”.

 

Milagres

     E entre os sobreviventes estão as histórias das curas "milagrosas".

     "Vimos muitas coisas realmente milagrosas acontecerem com os pacientes melhorando quando parecia não haver mais chance", disse Tenpenny. "E foi realmente incrível ver tudo isso".

     Ele elogiou muito a cidade de Nova York, que, segundo ele, o impressionou com a "coragem" deles.

     “Eu realmente acho que a maior coisa que nos impressionou na cidade em geral foi a simples natureza acolhedora. Falando pessoalmente aqui, eu vi muito do tipo de coragem e capacidade da cidade de se reunir e ajudar todos os os que foram acometidos durante este tempo”, disse ele.

     “Ouvi muita gente dizer que a última vez que houve um evento que ameaçou a cidade foi aquando do 11 de setembro. E estou a ver o mesmo espírito surgir para ajudar os nova-iorquinos, para colocar Nova York de pé e essa foi a atitude constante que foi compartilhada connosco”, observou ele.

     Enquanto Tenpenny e a sua equipa encerram os seus trabalhos na cidade de Nova York, ele disse que a maior lição que ele aprendeu é que "todo mundo tem necessidades".

     “A maior lição que aprendi é que não importa quem somos em qualquer lugar do mundo, todos têm necessidades e que Deus nos permite, às vezes, ministrar às pessoas - no Congo com Ebola e Iraque com experiências de guerra e também aqui na cidade de Nova York, uma das cidades mais modernas do mundo”, disse ele. “Nenhum de nós está acima da nossa necessidade da presença de Deus e da Sua mão curadora”.

- in  Guiame

 

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