08-05-2020 - Franklin Graham diz que hospital de campanha foi “oportunidade para apresentar o Evangelho”

O Presidente da Bolsa do Samaritano, Franklin Graham, informou que as tendas hospitalares encerrarão em breve, tão logo os dois últimos pacientes recebam alta.
Depois de mais de um mês no Central Park em Nova York, EUA, o hospital de campanha da Bolsa do Samaritano está na fase final das suas operações, restando apenas dois pacientes internados.
A organização humanitária abriu um hospital de campanha na cidade de Nova York no dia 1 de abril, depois que funcionários do Sistema de Saúde Mount Sinai procuraram ajuda, informou Franklin Graham, que atua como presidente da Bolsa do Samaritano, em entrevista à Faithwire.
No total, o grupo Cristão atendeu mais de 300 pacientes.
A Faithwire conversou com Graham na tarde de segunda-feira (4) para falar sobre o trabalho que a Bolsa do Samaritano fez na cidade de Nova York e a reação que enfrentou.
Quando interrogado sobre como viu Deus mover-se no Central Park, o evangelista respondeu que não apenas a cidade de Nova York, mas o mundo mudou nestas quatro a seis semanas. “Nunca tivemos uma situação em que o mundo fosse fechado. Nova York nunca se fechou na memória de ninguém”, disse.
“Acho que o que aconteceu é que as pessoas sentem que algo está a mudar, e não sabem o que é e as pessoas têm medo”, declarou Graham.
Sobre o funcionamento do hospital de campanha no coração de Nova York, Graham disse que “deu-nos a oportunidade de apresentar o Evangelho a pessoas ansiosas para o ouvir. Então, sou grato por isso”.
Protestos
Questionado sobre algumas reações, ainda que de uma minoria, sobre a instalação do hospital no Central Park, Graham disse que o encerramento não se deve a isso, mas a decisão aconteceu após planeamento com o Monte Sinai nas últimas duas semanas. “Baseia-se na quantidade de pacientes e nada mais”, afirmou.
“Reduzimos a dois pacientes no hospital e acreditamos que eles terão alta até ao final desta semana. Certamente não encerraremos o hospital se ainda tivermos alguém. Mas acreditamos que sexta-feira deve ser nosso último dia em Nova York”, observou.
Sobre protestos e críticos pró-LGBTQ irritados com a instalação do hospital da Bolsa do Samaritano em Nova York, Graham responde:
“Bem, nós fomos pressionados pela comunidade gay por causa da nossa declaração de fé, e parte dessa declaração de fé é que uma pessoa tem que dizer que concorda com os princípios bíblicos do casamento entre um homem e uma mulher. Isso deixou a comunidade gay muito aborrecida. E a delegação do congresso do estado de Nova York escreveu ao governador querendo que ele investigasse por que estávamos no Central Park”, explicou.
Graham disse ainda que isso não influenciou o trabalho que a organização estava a realizar junto aos doentes. “Apenas sentimos que era importante seguir em frente e tratar as pessoas. Nós estávamos lá para salvar vidas. Não estávamos lá para discutir com as pessoas. Teremos uma discussão após o término desta pandemia, mas, no momento, temos que salvar vidas e achamos que isso é que é importante”, afirmou.
Ao ser interrogado sobre alguma história que tivesse chamado a sua atenção no Central Park, ele diz que “é difícil responder, porque temos muitas histórias incríveis”.
Mesmo assim, o pregador destacou que “as histórias mais impactantes é o agradecimento das pessoas quando saem, algumas delas com lágrimas a escorrer pelo rosto”.
“Conheço uma senhora que entrou no hospital de campanha - à noite - e ela estava com medo. E ela disse que, assim que entrou no hospital, experimentou paz no seu coração. Ela disse: ‘Eu senti-me segura’”, contou.
Ele conta que “muitas pessoas disseram que não queriam ir para casa porque se sentiam seguras no hospital de campanha. Para mim, isso é um testemunho da nossa equipa, do cuidado e do trabalho que realizaram, fazendo isso com Jesus Cristo. Eles estão fazer isso em nome d'Ele.
O Faithwire perguntou a Graham o que os enfermeiros e médicos da Bolsa do Samaritano aprenderam sobre o coronavírus no tempo em que estiveram no Central Park.
O filho de Billy Graham respondeu “que os nossos médicos e enfermeiros provavelmente estão melhor preparados do que qualquer pessoa no país, porque lutámos contra o Ébola. O coronavírus não é nada como o Ébola; é perigoso e, para certas classes de pessoas - pessoas com problemas de saúde subjacentes - pode ser mortal. [Mas] tivemos experiência em tratar o Ébola. E assim, todas as doenças infecciosas, tratamos como se fosse o Ébola”.
Graham testemunha que “os nossos médicos e enfermeiros estão seguros. Na cidade de Nova York, ninguém ficou doente. Mas isso não era verdade nos hospitais ao nosso redor. Muitos funcionários ficaram doentes. Tivemos um cuidado maior na forma como tratamos a doença”.
O evangelista disse que toda a instalação e funcionamento do hospital de campanha foi custeado por pessoas solidárias. “Todos os nossos serviços foram pagos pelo povo de Deus”, afirma.
Sobre o impacto do Evangelho ao sair do Central Park, Graham disse que todo mundo na cidade de Nova York conhece o hospital de campanha. “Nós estamos lá em nome de Jesus. É apenas algo que Deus fez e nos deu a oportunidade de ampliar o Seu nome no meio de uma crise”, respondeu.
- in Guiame
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