25-03-2019 - Chineses adoram a Deus entre os entulhos de templos demolidos pelo governo

A comunidade cristã da China está a reagir proporcionalmente ao aumento da perseguição religiosa imposta pelo Partido Comunista Chinês. Em vez de abandonar a fé, os irmãos em Cristo persistem em demonstrar que nada será capaz de inibir a pregação do Evangelho, mesmo que para isso seja preciso cultuar no meio dos entulhos dos templos destruídos.
Como parte das novas políticas implantadas pelo presidente Xi Jin-ping, a destruição de templos cristãos considerados “clandestinos” na China tornou-se rotina. Apenas igrejas credenciadas pelo Conselho Cristão da China e o Movimento Patriótico dos Três Autos podem funcionar.
Contudo, essa é uma forma de manter o cristianismo no país sob as rédeas do regime comunista, ao ponto de até a doutrina bíblica ser alterada em prol desse feito, como já noticiámos antes.
“Os crentes que realizam as suas reuniões num edifício dilapidado estão se encontrando em circunstâncias terríveis – como acontece com a Igreja Chiuenqiao, no condado de Zhongmou, sob a jurisdição da cidade de Zhengzhou, na província central de Henan”, informou o Bitter Winter.
Mesmo com templos já destruídos, o governo chinês está indo até ao local dos escombros para perseguir os cristãos que se reúnem para adorar a Deus. Tentar reconstruir, então, é praticamente impossível.
Chen, por exemplo, da igreja Three-Self de Chenqiao, reuniu os membros da sua igreja para reconstruir o templo em março do ano passado, mas foram logo barrados pelo Gbinete de Assuntos Religiosos e pela esquadra da polícia do município.
Para não ficarem sem um local de culto, estes crentes construíram um local improvisado com madeiras, porém as autoridades do governo também mandaram demolir, alegando risco de incêndio. Apesar das dificuldades, os cristãos mantêm-se firmes e continuam a testemunhar o amor de Deus uns com os outros.
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