21-03-2019 - China está a ouvir o Evangelho através de cristãos de África

Enquanto os chineses investem economicamente e constroem infraestruturas em África, os africanos estão a evangelizar os chineses.
Em 2014, o comércio entre a China e a África atingiu um recorde histórico, de acordo com a China Africa Research Initiative (Iniciativa de Investigação da China em África), na Universidade Johns Hopkins e na McKinsey & Company.
Milhares de milhões de dólares em empréstimos da China a África, além do investimento direto estrangeiro, aumentaram significativamente nos últimos anos.
Entretanto, como resultado do fluxo de recursos chineses e aproximadamente 10.000 empresas chinesas instaladas em África com cerca de 1 milhão de chineses a trabalhar no continente, os chineses estão a ouvir a mensagem do Evangelho por cristãos africanos.
“Muitas igrejas africanas locais entraram em contacto com os trabalhadores chineses, incluindo a incorporação do mandarim nos cultos. Vários chineses, por sua vez, receberam bem o sentimento de comunidade e de pertença que essas igrejas cristãs oferecem”, de acordo com a UnHerd.
“E um pequeno mas crescente número de missionários etnicamente chineses vindos de Taiwan e de outros países está especificamente a visar cidadãos chineses em África, pregando-lhes com uma liberdade que eles nunca teriam permissão para fazer na República Popular da China.”
Esta ligação ao Evangelho representa um desafio para o governo chinês, que tem uma longa história de perseguir brutalmente os cristãos desde o ditador comunista Mao Tse-Tung, falecido em 1976.
A hostilidade do governo à religião estende-se para além do cristianismo. Alguns grupos externos estimam que entre 25% e 50% da população chinesa acredita em algum tipo de religião, para desgosto do governo.
Quando esses cristãos chineses evangelizados regressam de África para as suas casas, levam a sua nova fé com eles.
“Os visitantes da província costeira de Fujian, por exemplo, agora ouvem inglês sul-africano e têm cruzes nas suas casas como adorno. Os migrantes africanos também estão a mudar-se para a China em grande número, desrespeitando as regras impostas à atividade religiosa na China “, relatou a UnHerd.
“Apesar dos seus melhores esforços, a China está a perder a sua luta contra o cristianismo, e o crescente fluxo de cidadãos que regressam de África está a tornar-se numa outra frente sem esperança nessa guerra”.
Se os números do Departamento de Estado dos EUA indicam alguma coisa, é que o número de cristãos na China é de aproximadamente 70 milhões. Se as atuais taxas de crescimento continuarem em ritmo acelerado, a nação em breve terá mais cristãos do que qualquer outro país do mundo.
O presidente da ChinaAid, Bob Fu, disse em uma entrevista, que “a alta liderança está cada vez mais preocupada com o rápido crescimento da fé cristã, a sua presença pública e a sua influência social. É um temor político para o Partido Comunista” no país onde os cristãos supera em muito os membros do partido“.
- in The Christian Post




