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Servindo entusiasticamente,
com amor e temor,

para em tudo te enriquecer em Cristo, em toda a Palavra, em todo o conhecimento (1 Coríntios 1:5).

Testemunhos

Dário Botas

Como morrer em Cristo tem mais valor do que nada.

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O perigo de nos tornarmos religiosos

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Estudo Bíblico
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23-11-10 - Quando os ateus acreditam

colson_charles_w.jpg     Embora não possamos chegar a Deus através da razão, pode-se dizer que o Cristianismo é a explicação mais racional da realidade em que vivemos.

     Nos anos recentes, um dos principais produtos exportados pelo Reino Unido para o mundo tem sido uma carga de livros de autores ateus, tais como o biólogo evolucionista Richard Dawkins e o crítico literário Christopher Hitchins. Eles afirmam, basicamente, que a fé é irracional quando colocada de frente com a ciência moderna. Os seus trabalhos têm incentivado uma onda de ateísmo militante na Europa ocidental e fomentado a descrença em Deus em vários cantos do planeta. Ninguém sabe ainda aonde este movimento vai dar, e mesmo se vai chegar a algum lugar além das estantes das livrarias, do sucesso editorial – Deus, um delírio, de Dawkins, virou bestseller – e das discussões académicas. Isso porque, lá mesmo na Grã Bretanha, outros autores ateus parecem estar repensando o que disseram.

     Será que há um outro avivamento varrendo a Inglaterra? Não; eles apenas estão a examinar a racionalidade do Cristianismo e as mesmas crenças que Dawkins e outros estão a explorar de maneira bem vantajosa, mas chegam a conclusões bem opostas. Antony Flew, um erudito de fama bem estabelecida, foi o primeiro a dizer que tinha de ir “aonde as evidências o levassem.” Logo, chegou à conclusão de que dentro da teoria evolucionista não existe uma explicação lógica para a origem da vida. Flew concluiu que o ateísmo não é logicamente sustentável. De igual modo, Matthew Parris, outro ateu britânico notório, cometeu o erro de ir visitar obreiros evangélicos que actuam com ajuda humanitária no Malawi, em África. Lá, viu o poder do Evangelho transformando a vida de pessoas de maneira inquestionável. Preocupado com o que, disse: “Isso confunde a minha crença ideológica, também teima em não se encaixar na minha visão do mundo e também envergonhaa  minha a suposição de que não existe um Deus.”

     Ainda que Parris não queira seguir adiante com as observações que fez, ele está obviamente a lutar com a percepção de mundo do Cristianismo que faz mais sentido do que a de outras cosmovisões. A verdade é que fé e razão não são inimigas. Se isso puder ser explicado de maneira consistente, pode influenciar as chamadas pessoas pensantes a considerarem os clamores de Cristo. Um forte argumento empírico pode ser feito para mostrar que o Cristianismo é a única explicação racional da vida. As perguntas básicas que as pessoas fazem acerca da própria existência – de onde viemos, qual o propósito de nossa existência e para onde vamos – encontram resposta no Cristianismo. Além disso, a fé Cristã ensina que os seres humanos são criados à imagem de Deus, e assim a sua dignidade é protegida. Não é apenas uma mera coincidência o facto de que são os Cristãos que têm travado a maioria das campanhas sobre direitos humanos.

     Vejamos a questão do pecado. Se as pessoas são boas, ou como argumentou o filósofo político Rousseau, os problemas podem ser resolvidos ao se criar um Estado utópico. Mas todos os esquemas utópicos da história acabaram em tirania. Enquanto isso, as religiões orientais enxergam a vida como um ciclo infindável de sofrimento. Não existe nenhuma maneira pelo qual os pecados possam ser perdoados – sendo que no Islão o conceito do perdão é simplesmente desconhecido.

     Obviamente, nada disso é novidade. Acontece que, ontem como hoje, uma longa lista de ateus notórios, concentrados na sua grande maioria na Inglaterra, tem voltado para os caminhos da fé. Esses incrédulos começaram a analisar a racionalidade dos postulados do Cristianismo e convenceram-se de que a Bíblia fala mais acertadamente sobre a condição humana – a própria definição de uma escolha racional. Quer tenha sido na Era Vitoriana, com Thomas Cooper, George Sexton e Joseph Barker, ou no século XX, com T.S. Eliot, Graham Greene e C.S. Lewis, todos concluíram que é perfeitamente racional escolher uma visão do mundo que nos oferece a melhor escolha para viver e que seja coerente com a maneira pela qual a vida realmente funciona.

     O que é que isso nos diz? As pessoas hoje possuem uma visão caricaturada dos Cristãos, vendo-os muitas vezes como seguidores, às vezes hipócritas e críticos, de um livro desactualizado, um compêndio antigo de meras ilusões. Mas se os Cristãos puderem explicar porque é que a sua fé é tão razoável, o Cristianismo tornar-se-á uma proposta atraente que abrirá a mente – e possivelmente o coração – dos muitos que duvidam. Embora não possamos chegar a Deus através da razão, pode-se dizer que o Cristianismo é a explicação mais racional da realidade em que vivemos.

Chuck Colson


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