26-09-10 - Governo da China investe na fé Cristã para trazer harmonia ao país
O objectivo da iniciativa do estado chinês é que "a religião traga harmonia", disse à BBC o director-geral da Administração Estatal de Assuntos Religiosos, Wang Zuo An, ainda que tivesse delineado as linhas que nunca se devem cruzar.O governo chinês investe no desenvolvimento da fé Cristã, algo que há 30 anos atrás era impossível, quando se pensa na China como um país associado ao Budismo e ao Taoísmo. Mas o Cristianismo está a crescer como nunca antes.
Muitas das restrições à liberdade de culto, que ocorreu na Revolução Cultural dos anos 60, desapareceram e têm proporcionado uma surpreendente abertura à liberdade religiosa.
As igrejas aprovadas pelo Estado e tiveram níveis de crescimento que poucos previram nos anos 80.
O Partido Comunista abriu o caminho para as igrejas, mas há muitos outros que são parte da igreja subterrânea não registada.
"Na China, pratica-se a separação entre igreja e estado. O Estado protege a liberdade de culto e não interfere nos assuntos internos dos grupos religiosos, da mesma forma, as religiões têm que permanecer no quadro da Constituição, na lei e na ordem, e não devem interferir nos assuntos do Estado, tais como administração, educação e justiça ", disse Wang.
"O nosso governo quer apoiar as igrejas na China e está pronto a fornecer toda a assistência necessária." A assistência inclui um apoio financeiro substancial. Mas o que o Estado comunista ganha com este investimento?
"Com o progresso que trouxe a reforma da China e o seu processo de abertura, também tivemos alguns problemas sociais. O governo chinês espera que as igrejas promovam a harmonia e contribuam para a construção de uma sociedade mais harmoniosa ", diz Wang.
Mas o que aconteceu ao compromisso do comunismo com o ateísmo? "A respeito da pergunta se Deus existe, o Partido Comunista Chinês crê que não" diz Wang.
Oremos para que a revolução continue a ponto de isto também se alterar.




