02-04-2018 - 51% dos cristãos não sabem o que é a “Grande Comissão”, mas ignorância é bem maior

Uma pesquisa do Instituto Barna mostra o crescente desinteresse pela evangelização, mas também desconhecimento do que a Bíblia realmente diz sobre o assunto.
Mais da metade dos crentes entrevistados na pesquisa conduzida pelo Instituto Barna dizem desconhecer o termo “Grande Comissão”, indicando o crescente desinteresse pela evangelização. Mas o Instituto Barna revela também desconhecer qual é realmente a Grande Comissão da Igreja, o Corpo de Cristo, portanto, a Grande Comissão hoje.
“Grande Comissão” é uma expressão usada para descrever o mandamento do Senhor Jesus Cristo em Mateus 28: 18-20: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.
Porém tal entendimento é torcido, e errado à luz das Escrituras bem manejadas, pois Mateus 28:18-20 trata-se de uma Grande Comissão, mas NÃO da NOSSA Grande Comissão, NÃO da Grande Comissão da Igreja, o Corpo de Cristo.
Mateus 28:18-20 trata-se de UMA Grande Comissão dada pelo Senhor quando estava na Terra, aos 12 Apóstolos, que têm a ver com as 12 tribos de Israel, e ao Seu povo TERRENO, e inclui a prática judaica do batismo na água.
Mateus 28:18-20 NÃO se trata da Grande Comissão dada pelo Senhor Jesus Cristo já na glória ao Apóstolo dos Gentios, um só Apóstolo para o "um Só Corpo", que tem a ver com a Igreja o Corpo de Cristo, o Seu povo CELESTIAL, e NÃO inclui a prática judaica do batismo na água (1 Cor. 1:17).
Além disso, o teor da grande comissão não se encontra apenas em Mateus 28:18-20, como diz Barna, mas também em Marcos 16:15-18, Lucas 24:45-48, João 20:21-23 e Actos 1:8,9, incluindo a prática do batismo na água PARA A SALVAÇÃO, a observação de TUDO o que o Senhor mandou quando estava na Terra, o uso de todos os dons sinais, como do dom de curar, e de falar línguas, além de outros, o perdoar pecados aos pecadores, e o começar com Jerusalém.
ESCLARECIMENTO
Ao longo da nossa história como crentes, sempre defendemos vigorosamente todos os fundamentos da fé Cristã: a inspiração divina e a infalibilidade das Escrituras Sagradas, a divindade do Senhor Jesus Cristo, o Seu nascimento virginal, a Sua vida impecável, a Sua morte vicarial, a Sua ressurreição corporal, a sua ascensão corporal e o Seu retorno também corporal; a personalidade e a divindade do Espírito Santo, a depravação total do homem por natureza, e a salvação apenas pela graça, por meio da fé em Cristo, totalmente à parte quer do carácter humano quer das obras.
Contudo, cremos que a Igreja organizada nos nossos dias tem estado a trabalhar sob a comissão errada; a chamada “grande comissão”, sob a qual o Senhor na terra enviou os Seus onze apóstolos, que tem a ver com o reino a ser estabelecido na terra, com Cristo como Rei, e que nada tem a ver com a Igreja de hoje, “o Corpo de Cristo” (ver Act.2:29,30; 3:19-21). Cremos no registo das Escrituras quando diz que Israel rejeitou tanto o Rei como o Seu reino (Act. 5:30-33; 40-42; 7:51-60). Cremos ainda que Deus então levantou um outro apóstolo, Paulo, e o enviou a introduzir “a dispensação da graça de Deus” (Efé. 3:1,2) com a proclamação do “Evangelho da graça de Deus” (Act. 20:24).
Finalmente, cremos no que Gál. 2:1-9 regista com muita clareza que Paulo subiu a Jerusalém “por revelação” (Deus enviara-o), para comunicar aos apóstolos e anciãos ali “o evangelho que eu (Paulo) prego aos Gentios” (Gál. 2:2). Nos versículos 7 e 9 deste capítulo somos informados que os líderes em Jerusalém “viram” e “perceberam” a validade da comissão e da mensagem de Paulo de tal forma, que “Tiago, Cefas (Pedro) e João”, sob a guia do Espírito Santo, deram a Paulo e a Barnabé as dextras “da comunhão”, num solene acordo público de que Paulo era agora o apóstolo designado de Deus para as nações, concordando eles, dali em diante, restringirem o seu próprio ministério a Israel (Gál. 2:2-9). Uma vez que os onze (ou doze) tinham sido originalmente enviados a “todas as nações” e a “todo o mundo”, isto não prova conclusivamente que a mensagem deles tinha agora sido substituída por uma outra – a confiada a Paulo, e agora a nós (ver 2 Coríntios 5:14-21), a NOSSA verdadeira Grande Comissão?
Leia o seguinte livro, aqui disponível para Download, a fim de ser devidamente esclarecido: QUAL É A NOSSA GRANDE COMISSÃO?
O objetivo do estudo Barna, focado em igrejas evangélicas, descobriu que 51% dos que frequentam a igreja regularmente não conhecem a “Grande Comissão” - nem eles - e pior, ambos ignoram qual é a NOSSA Grande Comissão, a comissão dada pelo Senhor à Igreja em 2 Cor. 5:14-21. Além disso, 25% disseram ter ouvido falar, mas não sabem dizer o “significado exato”, 17% diziam saber com certeza, e 6% “não têm certeza”.
Segundo George Barna, que conduziu o levantamento com 1004 pessoas, “Os dados indicam que as igrejas estão a usar menos a frase, revelando a falta de prioridade ou do foco nas implicações da Grande Comissão”.
O relatório indica que as pessoas mais velhas conhecem mais sobre o termo, enquanto os milenares (menos de 25 anos) estavam menos familiarizados com a questão da evangelização mundial.
Os pesquisadores de Barna, no entanto, admitem que embora seja um termo usado inclusive em algumas versões da Bíblia como “subtítulo” antes da parte final de Mateus 28, nem todos os entrevistados desconhecem o mandamento das Escrituras.
O relatório sobre o tema “Grande Comissão” vem à tona poucos meses depois do Instituto Americano de Cultura e Fé (IACF) divulgar um estudo mostrando que as igrejas não enfatizam mais o evangelismo como no passado.
O IACF mostrou em uma ampla pesquisa publicada em dezembro do ano passado que um número cada vez menor de igrejas “ensina e prepara os seus membros para o evangelismo nos dias de hoje, com resultados óbvios e inegáveis”.
Estudiosos também apontam para a relação disso com o levantamento da Eastern Illinois University, mostrando que a maioria das denominações não possui um trabalho adequado de acompanhamento após as decisões em cultos. Ele indicou que apenas 33% das pessoas dizem ter “mudado de vida” e começaram a frequentar mais a igreja, depois de “crer em Jesus”.
- in Christian Post




