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19-05-10 - Primeiro-ministro de Israel recorre à Bíblia para reivindicar Jerusalém

jerusalm7.jpg     Disputa entre israelitas e palestinianos por Jerusalém continua tensa, longe de um acordo

     O Primeiro-Ministro de Israel recorreu, na quarta-feira passada, à Bíblia para reafirmar o direito do seu país a Jerusalém, cidade disputada por judeus e palestiniaos.

     Numa sessão parlamentar por ocasião dos 43 anos da conquista israelita de Jerusalém Oriental, à Jordânia, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu disse que “o nome Jerusalém e a sua versão hebraica Sion aparecem 850 vezes no Velho Testamento, o documento mais sagrado dos judeus”.

     “Recomendo-vos que verifiquem quantas vezes Jerusalém é mencionada nas escrituras sagradas de outros credos”, disse.

     Israel costuma referir-se a Jerusalém como a capital “eterna e indivisível” - designação que não é reconhecida internacionalmente. Os palestinianos reivindicam a zona Oriental como capital do seu futuro Estado. Jerusalém - destruída como capital dos judeus pelos romanos no século I - foi uma cidade cristã sob os seus sucessores bizantinos, até ficar, no século VII, sob domínio árabe muçulmano. Cruzadas europeias recuperaram-na e ocuparam-na durante mais de 100 anos. Posteriormente, esteve 700 anos sob controle islâmico, até que os britânicos, em 1917, derrotaram os turcos otomanos.

     Em 1947, quando os britânicos preparavam a descolonização, a ONU propôs que a cidade ficasse sob controle internacional, como um “corpus separatum”.

     A proposta acabou por ser sepultada com a criação de Israel: o Estado judeu ficou com a parte oeste e a Jordânia, com o leste, até à Guerra dos seis Dias (1967), quando passou para o domínio judaico. Ao todo, 750 mil pessoas vivem num município com limites definidos por Israel, mas sem reconhecimento internacional. Dois terços da população são judeus. Os restantes são muçulmanos palestinianos. Jerusalém também é considerada a terceira cidade mais sagrada do Islão, atrás de Meca e Medina, porque tem a mesquita de Al Aqsa, numa praça venerada por judeus por conter os vestígios de dois templos dos tempos bíblicos.

     Pressionado por um parlamentar da minoria árabe de Israel, Netanyahu ofereceu uma aula de religião comparada.

     “Jerusalém é citada 142 vezes no Novo Testamento e nenhum dos 16 nomes árabes de Jerusalém é citado no Alcorão”, disse.

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