26-04-10 - Exército retira convite a Franklin Graham
O Exército dos Estados Unidos anulou um convite para o evangelista Franklin Graham falar no Pentágono no Dia Nacional de Oração, no próximo dia 6 de Maio.Muitos ficaram surpreendidos e até indignados com a decisão, e os Cristãos consideram isto um outro ataque à liberdade religiosa.
A observância anual do Dia Nacional da Oração foi criada pelo Congresso em 1952, mas na semana passada um juiz federal determinou o Dia Nacional da Oração inconstitucional, por desrespeitar a separação de igreja e estado. O Departamento de Justiça entrou com uma notificação que vai contestar a decisão.
Após os ataques terroristas de 11 Setembro de 2001, Graham chamou o islamismo de "mal" e escreveu que, como ministro crê que é sua responsabilidade " protestar contra os terríveis actos cometidos como resultado dos ensinamentos islâmicos".
Mas esses comentários irritaram os líderes militares.
"Nós somos um exército, inclusivo. Honramos todas as religiões", disse o porta-voz do Exército, o coronel Tom Collins. "A nossa mensagem à nossa força deve ser a diversidade e estima de todas as fés."
Porém muitos Cristãos não se sentem apreciados.
"Porque receiam o que Franklin Graham tem a dizer?" perguntou o deputado Randy Forbes da Virgínia.
Forbes e outros temem que os militares estejam a usar seu poder para abafar o discurso religioso. Shirley Dobson, presidente do Dia Nacional de Oração, disse que o Pentágono "se derreteu como manteiga".
"Basta", disse num comunicado. "Nós da organização do Dia Nacional de Oração pedimos ao povo norte-americano que defenda o direito de orar no Pentágono."
Por sua parte, Graham disse que lamenta a decisão, mas vai continuar a orar pelas tropas. E sobre os muçulmanos disse:
"Eu amo os muçulmanos e aos muçulmanos de toda parte quero dizer que Deus os ama, que Ele enviou o Seu filho Jesus Cristo a este mundo para levar os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos, Cristo pode entrar no seu coração e mudá-lo, dando salvação. Eu quero que eles saibam que não precisam de morrer num carro-bomba. Eles não precisam morrer em algum tipo de guerra santa para serem aceites por Deus, mas através da sua fé em Jesus Cristo e somente Cristo".
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