26-09-16 - Papa e líderes religiosos encontram-se em Assis num esforço humano de unidade religiosa

Encontro ecuménico Assis 2016


     Na terceira semana de setembro realizou-se tal encontro sob o nome de “Dia Mundial de Oração”, na cidade de Assis, Itália, onde viveu São Francisco, um santo católico considerado símbolo de paz e da natureza.

     O Papa encerrou a reunião de três dias (dia 20), onde reuniu-se com cerca de 500 representantes do chamado Cristianismo, islamismo, judaísmo, budismo, hinduísmo e outras religiões. O tema principal dos debates foi como seus membros poderiam promover melhor a paz e a reconciliação.

     Há vários anos que este encontro promovido pela Igreja Católica se realiza ali, tendo em vista a formação de uma igreja mundial única englobando todas as religiões existentes no mundo, incluindo animistas.

     Há uma dúzia de anos, Carlos Oliveira, da igreja em Quinta do Conde, foi convidado telefonicamente por um membro de destaque da hierarquia católica em Portugal, para participar em Lisboa numa espécie de réplica desse encontro no Mosteiro dos Jerónimos.

     Este convite deu lugar a um encontro privado entre ambos, onde Carlos Oliveira teve oportunidade de explicar ao clérigo a razão da sua recusa em participar no mesmo. Na conversa que ocorreu fez questão de enfatizar que o Senhor Jesus Cristo apelou à unidade dos Cristãos - não de Cristãos e pagãos -, e mesmo assim à unidade de Cristãos genuínos, verdadeiros, e não de imitação. Foi-lhe ainda dito que a unidade dos verdadeiros Cristãos já foi realizada pelo Espírito de Deus e que estes têm apenas que a guardar (Efésios 4:3). Mostrou-lhe ainda que Assis e Jerónimos se tratavam de esforços humanos para a construção de uma unidade organizacional e não a defesa de uma unidade divina vital. Finalmente expos-lhe a verdade do Evangelho da graça de Deus que o poderia conduzir à salvação da sua alma e respetiva certeza, algo que ele desconhecia em absoluto.

     Carlos Oliveira disse ainda que ficou surpreendido e triste ao ver posteriormente numa publicação de um movimento evangélico bem conhecido em Portugal, fotografias dos seus dirigentes ao lado de clérigos católicos no mosteiro dos Jerónimos, no referido encontro nacional.

     Além do líder máximo dos 1,2 bilhão de católicos do mundo, estiveram presentes Justin Welby, que lidera os 80 milhões de anglicanos no mundo, e o patriarca Bartolomeu, representando os 300 milhões de cristãos ortodoxos em todo o globo.

     Entre os representantes não cristãos, pelos judeus falou o rabino-chefe de Israel David Rosen. Diferentes líderes muçulmanos, hindus e budistas, também concordaram com os discursos públicos.

     Este encontro apenas reafirma a agenda que o Vaticano chama de “diálogo inter-religioso”, em que muitos que se dizem cristãos têm embarcado, que não é senão mais um passo rumo a uma religião única no mundo.

     No início deste ano Francisco gravou um vídeo onde afirmou que “A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente e que isso deveria ser motivo para o diálogo entre as religiões”. Logo em seguida o material mostrava uma monja budista, um rabino judeu, um sacerdote católico e um líder muçulmano declarando: “Confio em Buda. Creio em Deus. Creio em Jesus Cristo. Creio em Deus, Alá”.

     Que grande Babilónia!

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