Os últimos dias do Cristianismo

ultimos dias 1
     A Segunda Epístola a Timóteo foi escrita no final da vida de Paulo; foi a última comunicação inspirada da sua pena. Mesmo então, a verdade estava a tornar-se impopular; os cristãos nominais tinham vergonha de se identificar com o Apóstolo e o testemunho do Senhor. Deus permitiu que estas circunstâncias fossem referidas pela pena inspirada de Paulo, com o objetivo de serem a Sua orientação para cada santo individualmente nos dias de decadência espiritual. A assembleia do Deus vivo é vista nos “últimos dias” como “uma grande casa”, com uma mistura de bons e maus vasos.

     O declínio gradual da Igreja pode ser traçado através desta epístola, observando três versículos especiais. Primeiro, os homens são vistos desviando-se da verdade (2:18). Segundo, são vistos num maior grau de degeneração, resistindo à verdade (3:8). Terceiro, eles são vistos deliberada e voluntariamente rejeitando a verdade, pois lemos, “desviarão os ouvidos da verdade” (4:4). Apesar de ainda professarem representar o Cristianismo, têm apenas aparência de piedade, negando, porém, o poder da mesma (3:5).

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Antigos noivos e noivas (2)

Noivado judeu

 

     Observemos brevemente esta linda cena de casamento no Éden, celebrada antes do pecado ter entrado para arruinar a sua beleza. Adão tinha o seu ideal diante dele; em toda a criação não se encontrava nenhuma ajuda que o preenchesse, assim Deus preencheu e satisfez o seu desejo, pela formação de Eva a partir de uma costela tirada do seu próprio lado. Da parte de Deus houve a conceção, a construção e a conclusão desta ajuda apropriada para Adão. Quão vividamente isto retrata a verdade da epístola aos Efésios! No primeiro capítulo, temos a concepção da Igreja; e no segundo, temos a sua construção; enquanto no quinto, temo-la completa como igreja gloriosa sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante.

     Existem cinco bênçãos que advêm a Eva como resultado do sono típico de Adão.

Primeiro, ELA COMPARTICIPOU DA BÊNÇÃO DA VIDA: O sono profundo de Adão era típico da morte vicária [substituta] de Cristo, e Eva, formada daquela costela tirada perto do coração de Adão (Génesis 2:21-23), é típica da Igreja, advindo sua própria existência da morte do seu Senhor.

     Há três coisas que caracterizam o homem, neste primeiro casamento no Éden, que retratam a graça do Senhor Jesus Cristo. É o homem que manifesta todo o amar, todo o deixar e todo o apegar, três coisas que sugerem afeição, sacrifício e cuidado. Cristo amou a Igreja e, por ela, Ele deixou sua morada na glória e desceu às profundezas da vergonha do Calvário, a fim de levar sobre Si os seus pecados no Seu próprio corpo sobre o madeiro; agora, tendo-a redimido para Deus pelo Seu sangue, Ele dar-lhe-á a participar da Sua glória.

Brilhante a perspectiva que em breve nos saudará
O tão almejado dia nupcial,
Quando nos vier buscar o nosso Noivo Celestial
E em triunfo e glória nos levará!!

Em segundo lugar, ELA COMPARTICIPOU DA SUA NATUREZA: “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne”, disse Adão (Gn 2:23). A própria natureza de Adão estava em Eva, dando-lhe a ela os mesmos desejos e, assim, criando uma felicidade mútua. Esta mesma linguagem é usada em relação à Igreja na carta aos Efésios, capítulo cinco. A imagem de Deus, arruinada no homem pela Queda, é reconquistada por meio de Cristo, pois se diz que o novo homem é dito ser "imagem d’Aquele que o criou" (Cl 3:10). Somos assim conduzidos em harmonia com os desejos de nosso Senhor: “Nós O amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro”.

Terceiro, ELA COMPARTICIPOU DO SEU NOME. O Senhor decretou; “Esta será chamada varoa” (Gn 2:23). Do mesmo modo, o nome do Senhor é atribuído ao Seu amado povo (Atos 11:26). Que honra ser chamada pelo seu nome! Adão e Eva foram juntos chamados Adão (Gn 5:2); Cristo e a Sua Noiva são juntos chamados “Cristo” (1 Coríntios 12:12).

Em quarto lugar, ELA COMPARTICIPOU DA SUA AUTORIDADE: Quando Adão foi coroado no Éden como rei sobre a criação terrena de Deus (Salmo 8), ali, erguida ao lado dele em toda a sua dignidade, estava Eva sua esposa; semelhantemente, nós também comparticiparemos da autoridade do nosso Senhor (1Co 6:2-3). Como os homens poderosos de David comparticiparam da autoridade do Seu trono, assim também, nós que enfrentamos a rejeição comparticiparemos com Cristo durante este período presente, e reinaremos com Ele no futuro. Paulo usa essa verdade gloriosa em 1 Coríntios. 6 como um argumento contra um irmão levar o seu irmão a tribunal. Se tal dignidade nos pertence no futuro, seguramente, faz parte do nosso atual treinamento, julgar agora as dificuldades que surgem entre nós, com a Sua graça e sabedoria.

Quinto, ELA COMPARTICIPA DA SUA COMPANHIA E LAR. Naquele cenário Edénico atraente, onde o pecado ainda não havia entrado, onde a maldição ainda não havia arruinado a sua beleza, onde tudo florescia e desabrochava para o deleite de Deus, Adão e Eva andavam e conversavam em santa familiaridade. Ela havia sido criada para ele e foi-lhe apresentada. A santa felicidade caracterizou decididamente aquele primeiro matrimónio na terra, mas, oh, que felicidade e alegria acontecerá quando nós, a Sua Noiva criada por Ele, comparticiparmos do Seu lar celestial naquele belo local onde o pecado nunca entrará para profanar a sua santidade, nem a maldição arruinará a sua beleza, onde tudo estará em conformidade com o caráter sagrado de Deus, e onde caminharemos e conversaremos com o nosso amado Senhor em santa familiaridade.

Lar, Oh, quão agradável e doce é para o coração;
Lar, onde se encontra e nunca se separa irmão e irmão;
Lar, onde o Noivo leva a conquista do Seu amor;
Lar, onde o Pai espera, o Céu de esplendor.

- Robert McClurkin

Antigos noivos e noivas (1)

Noivado judeu

 

     A história do livro de Génesis gira em torno de sete grandes homens: Adão, Enoque, Noé, Abraão, Isaque, Jacó e José. Na medida em que a imagem de Cristo foi formada neles, nesse grau eles são homens típicos. Todos eles eram homens casados. Não nos é dito como três deles tiveram as suas esposas, mas tal é-nos dito acerca dos outros quatro. Cada um destes quatro recebeu a sua esposa através do sofrimento. Adão não sofreu realmente, mas tipicamente, e ele sofreu na capacidade de rei. Jacó sofreu como servo, Isaque como o filho unigénito de seu pai e José como homem inocente. Quão maravilhosamente tudo isso aponta para os quatro aspectos dos sofrimentos de Cristo, conforme apresentados nos Evangelhos. Em Mateus, vemos o nosso Senhor sofrer na capacidade de Rei; em Marcos, Ele sofre como Servo; em Lucas, como Homem perfeitamente impecável, e imaculado; e em João, Ele sofre como Filho Unigénito do Pai. O Seu próprio amor ditou a senda de trabalho e sofrimento, pois voluntariamente e com amor Ele pagou o preço da nossa redenção, na Sua morte expiatória no Calvário. Cristo amou a Igreja e deu-Se a Si mesmo por ela.

     Nas quatro noivas desses quatro homens, temos, tipicamente, quatro estágios progressivos na história da amada noiva de Cristo. “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Em Eva, a noiva é o objeto do amor eleito; em Raquel, o objeto do amor sofrido; em Rebeca, o objeto do amor sustentador; e Asenate foi o objeto do amor honroso. Cada passo em relação à noiva de Cristo, desde a sua eleição, até que ela reine na glória milenar e eterna, é progressivo, rumo ao seu glorioso destino com o seu Amado.

- Robert McClurkin

(Continua)

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