A graça assume o controlo onde a mãe parou

 Que 'vara' Utilizar Ao Educar Uma Criança? | Estudos Bíblicos Teológicos  Evangélicos

 

     “… a graça de Deus se há manifestado,… ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos, neste presente século, sóbria, e justa, e piamente” (Tito 2:11,12).

      Quando eu era menino, a minha mãe ensinou-me a ser bom. Eu não estava debaixo da graça, estava debaixo da lei - a lei a que Salomão chamou de “a doutrina [ou, lei] de tua mãe” (Prov. 1:8)! Quando eu era bom, ela recompensava-me, mas quando eu era mau, ela punia-me - exatamente como a lei de Moisés fazia com os Judeus (Lev. 26). A sua “vara da correção” (Pv 22:15) era uma daquelas longas tiras de couro que os barbeiros usavam há uns anos para afiar as suas navalhas, e posso garantir que ela afiou, aperfeiçoou, o meu comportamento em muitas ocasiões!

     Mas, como todos os pais acabam por aprender, chega o dia em que uma criança é velha demais para a dobrares. O apóstolo Paulo tinha isso em mente quando escreveu: o… menino… está debaixo de tutores e curadores, até ao tempo determinado pelo pai. (Gálatas 4:1,2) Naqueles dias, as crianças tinham tutores que as ensinavam e curadores que as castigavam com vara. Mas isso só continuava até o pai perceber que o seu filho se havia tornado num jovem adulto. Depois disso, ele corrigia o filho com palavras, como vós, pais de filhos mais velhos, corrigis os vossos filhos adultos.

     No restante de Gálatas 4, Paulo usa isso como uma simples ilustração da diferença entre a lei e a graça. Debaixo da Lei, Deus tratava o Seu povo em Israel como filhos, recompensando-os quando eram bons, mas castigando-os quando eram maus, com a vara corretora de secas, fomes, pestilências e - quando tudo mais falhava - permitindo que os seus inimigos os levassem em cativeiro. Mas debaixo da a graça, Deus trata-nos como filhos adultos, corrigindo-nos com palavras - as palavras da Bíblia. O apóstolo da graça escreveu: “Toda a Escritura... é proveitosa... para corrigir” (2 Tim. 3:16).

     Vês a diferença? Debaixo da Lei, Deus corrigia os Judeus com a vara da correção. Debaixo da graça, Ele nos corrige com palavras de correção - as palavras encontradas na Sua Palavra bem manejada. Isso significa que quando contrais alguma doença pestilenta, ou a tua comunidade passa por uma seca ou fome, não precisas de te interrogar se Deus te está a punir. Ele não está!

     Agora não há dúvida de que o povo de Deus em Israel aprendeu a ser bom debaixo da lei. Eles caíam frequentemente em idolatria (Lev. 26:30), mas depois de Deus os castigar com 70 anos de cativeiro em Babilónia, eles nunca mais se envolveram com ídolos. Portanto, a Lei costumava funcionar bem no tornar o povo de Deus piedoso. Provavelmente é por isso que os legalistas insistem que a lei deva ser ensinada hoje. Eles simplesmente não parecem entender como a graça nos pode ensinar a ser piedosos.

     Se não tens a certeza de que entendeste, considera como Paulo falou aos efésios sobre “a prostituição, e toda a impureza ou avareza” e “torpezas [ou, imundície]” (Efésios 5:3,4), e depois acrescentou:

     “... porque, por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros” (v.6,7)

     Paulo está a dizer: “Um dia a ira de Deus virá sobre os não salvos no inferno, por causa dos seus pecados. Então não participeis do pecado só porque sabeis que a Sua ira não virá sobre vós.” Que tipo de pessoa continuaria no pecado só porque sabe que não será punido pelos seus pecados?

     Existe uma resposta para essa pergunta. Em Nova York, diplomatas de todo o mundo reúnem-se para representar os seus países na sede das Nações Unidas. Esses embaixadores têm o que se chama de “imunidade diplomática”. Isso significa que eles podem infringir a lei sem serem processados pela lei. Ocasionalmente, os diplomatas aproveitam-se disso para violar flagrantemente as nossas leis. Temos palavras para pessoas assim, e nenhuma delas é muito bonita! A palavra “ingrato” vem à mente, porque tens que ser muito ingrato com o país anfitrião para agir assim.

     Mas a mesma palavra aplica-se a nós quando escolhemos quebrar as leis de Deus apenas porque somos imunes à Sua acusação. A graça deve ensinar-nos a negar a impiedade por gratidão a Deus pela salvação que nos concedeu. Porque não começar a revelar essa gratidão? Ficarás eternamente feliz por o teres feito.

Por Ricky Kurth

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