É importante com quem passas o tempo

Quais amigos são boas e más companhias? 

 

     Quer percebamos ou não, todos somos afetados pelas pessoas com quem passamos tempo. As suas atitudes, filosofias, linguagem e espiritualidade (boas ou más) tendem a contagiar-nos, mesmo que não percebamos. O Senhor adverte-nos sobre isso em I Coríntios 15:33: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” Isto não é verdade apenas para os jovens. É verdade para os crentes de todas as idades. Podemos não querer pensar que isso possa acontecer connosco, mas o Senhor encoraja-nos a não sermos enganados neste importante princípio.

      David percebeu o quão importante era rodear-se do tipo certo de pessoas com entendimento espiritual. O seu testemunho foi: “Companheiro sou de todos os que Te temem e dos que guardam os Teus preceitos” (Salmo 119:63). Ele escolheu intencionalmente minimizar o tempo que passava com os ímpios, ou só com os com pouca inclinação espiritual, e maximizar o seu tempo com crentes verdadeiramente dedicados. Fazer isso encorajou-o continuamente a andar seguindo o Senhor com um coração puro e não segundo os caminhos do mundo.

     O apóstolo Paulo também deve ter abraçado este princípio de vida. Ao examinarmos as suas cartas, é fácil ver o relacionamento próximo que ele mantinha com muitos santos que realmente viviam para o Senhor. Lucas, Áquila e Priscila, Filemom, Tito e Timóteo são apenas alguns que ele menciona com quem ele teve comunhão consistente. Por via do contraste, nem Paulo nem David passaram muito tempo com os perdidos ou ímpios, a menos que fosse tendo em vista o ministério.

     Não estamos a sugerir que os crentes se isolem dos não salvos ou se tornem eremitas. Temos instruções e exemplos do contrário. Aprendemos em 2 Coríntios 5:20 que com o ministério da reconciliação “somos embaixadores da parte de Cristo” ou, por outras palavras, temos a missão de comunicar o claro Evangelho da graça com tudo o que podemos. Da mesma forma, Efésios 3:9 diz-nos que a missão de Paulo também era “demonstrar (ou, fazer, ajudar a, ver) a todos qual [é] a dispensação do mistério …”. Nós também devemos cumprir este objetivo de procurar comunicar a todos o Evangelho da graça e as alegres notícias do programa secreto de graça de Deus que é distinto de Israel e da Lei Mosaica. Por conseguinte, devemos ter um ministério voltado para os outros.

     O equilíbrio adequado a alcançar deve ser continuar a manter um ministério externo, mas limitando o nosso tempo com os perdidos, que não têm mentalidade espiritual, nem marginalmente. É importante "não sermos enganados" sobre como os outros nos influenciam e, portanto, escolher, como David e Paulo, que nos antecederam, tornarmo-nos amigos e companheiros dos que têm uma mente tão espiritual que sejamos continuamente encorajados no Senhor. É importante com quem passamos tempo e quanto tempo passamos com eles? Certamente que é! Que Deus ajude cada um de nós a cultivar o melhor tipo de amizade: com os crentes de fé preciosa, dedicados, com entendimento espiritual.

por John Fredericksen

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