Seja Alegre LII
VIVENDO NO TEMPO DO FUTURO(Filipenses 3:17-21)
E muito estranho que numa carta cheia de alegria encontremos Paulo a chorar! Talvez ele chore por si mesmo e por causa da situação difícil em que se encontra! Não, ele é um homem com uma mente integral e as suas circunstâncias não o deixam desanimado. Estará ele a chorar por causa do que alguns cristãos romanos lhe andam a fazer? Não, ele possui uma mente submissa e não deixará que as pessoas lhe roubem a alegria. Estas lágrimas não são de modo nenhum vertidas por si mesmo; são derramadas pelos outros. É por ter a mente espiritual que Paulo sente o coração destroçado ao ver a maneira como alguns cristãos professos vivem, pessoas que «só pensam nas coisas terrenas».
Embora não possamos afirmá-lo, é muito provável que os versículos 18 e 19 descrevam os judaizantes e seus seguidores. Certamente, Paulo está a escrever a respeito de cristãos professos e não de pessoas estranhas à igreja. Os judaizantes eram os «inimigos da cruz de Cristo» pelo facto de acrescentarem a lei de Moisés à obra de redenção que Cristo realizou na cruz. A sua obediência às leis dietéticas iriam fazer um «deus» da barriga (ver Col. 2:20-23); e a sua ênfase na circuncisão contribuiria para se gloriarem daquilo de que deviam sentir-se envergonhados (ver Gál. 6:12-15). Estes homens não tinham uma mente espiritual; tinham uma mente terrena. Agarravam-se a ritos e crenças terrenas que Deus tinha dado a Israel e opunham-se às bênçãos celestiais que os cristãos tinham em Cristo (Ef. 1:3; 2:6; Col. 3:1-3).
A palavra «espiritual» tem sido alvo de tantos abusos como a palavra «comunhão». Muitas pessoas pensam que um «cristão espiritual» é místico, sonhador, pouco prático e distante. Quando ora, muda a voz para um tom sepulcral in tremolo e esforça-se ao máximo para comunicar a Deus aquilo que Ele já conhece. Infelizmente, este tipo de piedade untuosa é um pobre exemplo de verdadeira espiritualidade. Ter uma mente espiritual não requer que a pessoa seja pouco prática e mística. Muito pelo contrário, a mente espiritual ajuda o crente a pensar com mais clareza e a fazer as coisas com mais eficiência.
Possuir uma «mentalidade espiritual» significa simplesmente olhar para a terra do ponto de vista do céu. «Dai o vosso coração às coisas celestiais, não às coisas passageiras da terra» (Col. 3:2, Ph) «Experimentai ocupar as vossas mentes com as coisas de cima e não com as coisas da terra» (Col. 3:2, WMS). D. L. Moody costumava repreender os cristãos por terem «uma mentalidade tão celestial, que não tinham qualquer utilidade na terra» e essa exortação continua a ser válida. Os cristãos possuem uma dupla cidadania — na terra e no céu — e o facto de sermos cidadãos do céu deve tornar--nos melhores pessoas aqui na terra. O crente com mentalidade espiritual não se sente atraído pelas «coisas» deste mundo. Faz as suas decisões na base dos valores eternos e não das modas passageiras da sociedade. Lot escolheu a bem regada planície do Jordão porque os seus valores eram mundanos, e afinal acabou por perder tudo. Moisés recusou os prazeres e tesouros do Egipto, porque tinha algo de infinitamente melhor a buscar na vida (Hebr. 11:24-26). «Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?» (Mar. 8:36).
«Porque a nossa cidade está no céu» (v. 20, NBPA). A palavra grega traduzida por «cidade» é a mesma donde vem «política». Tem a ver com o procedimento de alguém como cidadão dum país. Paulo exorta-nos a termos uma mente espiritual, e fá-lo salientando as características do cristão cuja cidade está no céu. Como Filipos era uma colónia de Roma em solo estrangeiro, também a igreja é uma «colónia do céu» na terra.
A palavra «espiritual» tem sido alvo de tantos abusos como a palavra «comunhão». Muitas pessoas pensam que um «cristão espiritual» é místico, sonhador, pouco prático e distante. Quando ora, muda a voz para um tom sepulcral in tremolo e esforça-se ao máximo para comunicar a Deus aquilo que Ele já conhece. Infelizmente, este tipo de piedade untuosa é um pobre exemplo de verdadeira espiritualidade. Ter uma mente espiritual não requer que a pessoa seja pouco prática e mística. Muito pelo contrário, a mente espiritual ajuda o crente a pensar com mais clareza e a fazer as coisas com mais eficiência.
Possuir uma «mentalidade espiritual» significa simplesmente olhar para a terra do ponto de vista do céu. «Dai o vosso coração às coisas celestiais, não às coisas passageiras da terra» (Col. 3:2, Ph) «Experimentai ocupar as vossas mentes com as coisas de cima e não com as coisas da terra» (Col. 3:2, WMS). D. L. Moody costumava repreender os cristãos por terem «uma mentalidade tão celestial, que não tinham qualquer utilidade na terra» e essa exortação continua a ser válida. Os cristãos possuem uma dupla cidadania — na terra e no céu — e o facto de sermos cidadãos do céu deve tornar--nos melhores pessoas aqui na terra. O crente com mentalidade espiritual não se sente atraído pelas «coisas» deste mundo. Faz as suas decisões na base dos valores eternos e não das modas passageiras da sociedade. Lot escolheu a bem regada planície do Jordão porque os seus valores eram mundanos, e afinal acabou por perder tudo. Moisés recusou os prazeres e tesouros do Egipto, porque tinha algo de infinitamente melhor a buscar na vida (Hebr. 11:24-26). «Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?» (Mar. 8:36).
«Porque a nossa cidade está no céu» (v. 20, NBPA). A palavra grega traduzida por «cidade» é a mesma donde vem «política». Tem a ver com o procedimento de alguém como cidadão dum país. Paulo exorta-nos a termos uma mente espiritual, e fá-lo salientando as características do cristão cuja cidade está no céu. Como Filipos era uma colónia de Roma em solo estrangeiro, também a igreja é uma «colónia do céu» na terra.
Warren W. Wiersbe



