Seja Alegre XLIX
3. Direcção (3:13 b)O incrédulo é controlado pelo passado, mas o cristão que entra na corrida olha para o futuro. Imaginemos o que aconteceria na pista de corridas, se os condutores dos carros (ou os corredores) começassem a olhar para trás! Já é muito mau para um homem que guia o arado olhar para trás (Luc. 9:62), mas se for o condutor dum carro a fazer tal coisa, isso pode acarretar um choque e ferimentos graves.
Estamos habituados a dizer «passado, presente e futuro», mas devíamos considerar o tempo como se ele corresse do futuro para o presente e depois para o passado. Pelo menos, o crente deve ser orientado para o futuro, «esquecendo-se das coisas que atrás ficam». Não nos esqueçamos de que na terminologia bíblica «esquecer» não significa «deixar de lembrar». A não ser por senilidade e hipnose ou mau funcionamento do cérebro, nenhuma pessoa amadurecida pode esquecer o que aconteceu no passado. Talvez gostássemos de poder apagar certas recordações desagradáveis, mas não conseguimos. «Esquecer», na Bíblia, significa «não ser mais influenciado ou afectado por». Quando Deus promete: «Jamais me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades» (Hebr. 10:17), não está a dar a ideia de que por conveniência terá uma memória fraca. Isso não poderia acontecer com Deus. O que Deus diz é: «Eu nunca mais apresentarei os seus pecados contra eles. Os seus pecados já não poderão afectar a sua posição diante de mim, ou influenciar a minha atitude em relação a eles.»
Assim, «esquecendo as coisas que atrás ficam» não sugere uma proeza impossível de exercícios mentais e psicológicos através dos quais tentamos apagar os pecados e os erros do passado. Significa simplesmente que rompemos com o poder do passado, ao vivermos para o futuro. Não podemos alterar o passado, mas podemos alterar o significado do passado. Havia coisas no passado de Paulo que poderiam constituir pesos a puxá-lo para trás (I Tim. 1:12-17), mas elas transformaram-se num motivo de inspiração para aumentar a sua velocidade na corrida. Os acontecimentos não mudaram, mas a sua compreensão deles mudou.
Um bom exemplo deste princípio é José (Gén. 45:1-15). Quando se encontrou com os irmãos pela segunda vez e se deu a conhecer a eles, não guardou qualquer ressentimento contra eles. E verdade que eles haviam-no maltratado, mas José via o passado do ponto de vista de Deus. Em consequência disso, ele era incapaz de abrigar qualquer sentimento contra os irmãos. José sabia que Deus tinha um plano para a sua vida — uma corrida para ele realizar — e cumprindo esse plano e olhando em frente ele acabou com o poder do passado.
Muitos cristãos se sentem abalados pelas coisas que têm a lamentar no passado. Estão a tentar correr, olhando para trás! Não admira que tropecem e caiam e atrapalhem outros cristãos! Alguns corredores crentes deixam-se distrair pelos «sucessos» do passado, não pelos fracassos; isto é também um mal. «As coisas que atrás ficam» têm de ser postas de lado, e «as coisas que estão diante» têm de ocupar o seu devido lugar. E possível experimentar insatisfação, devoção e direcção e mesmo assim perder a corrida e a recompensa. Existe um quarto elemento essencial.
Assim, «esquecendo as coisas que atrás ficam» não sugere uma proeza impossível de exercícios mentais e psicológicos através dos quais tentamos apagar os pecados e os erros do passado. Significa simplesmente que rompemos com o poder do passado, ao vivermos para o futuro. Não podemos alterar o passado, mas podemos alterar o significado do passado. Havia coisas no passado de Paulo que poderiam constituir pesos a puxá-lo para trás (I Tim. 1:12-17), mas elas transformaram-se num motivo de inspiração para aumentar a sua velocidade na corrida. Os acontecimentos não mudaram, mas a sua compreensão deles mudou.
Um bom exemplo deste princípio é José (Gén. 45:1-15). Quando se encontrou com os irmãos pela segunda vez e se deu a conhecer a eles, não guardou qualquer ressentimento contra eles. E verdade que eles haviam-no maltratado, mas José via o passado do ponto de vista de Deus. Em consequência disso, ele era incapaz de abrigar qualquer sentimento contra os irmãos. José sabia que Deus tinha um plano para a sua vida — uma corrida para ele realizar — e cumprindo esse plano e olhando em frente ele acabou com o poder do passado.
Muitos cristãos se sentem abalados pelas coisas que têm a lamentar no passado. Estão a tentar correr, olhando para trás! Não admira que tropecem e caiam e atrapalhem outros cristãos! Alguns corredores crentes deixam-se distrair pelos «sucessos» do passado, não pelos fracassos; isto é também um mal. «As coisas que atrás ficam» têm de ser postas de lado, e «as coisas que estão diante» têm de ocupar o seu devido lugar. E possível experimentar insatisfação, devoção e direcção e mesmo assim perder a corrida e a recompensa. Existe um quarto elemento essencial.
Warren W. Wiersbe



