Seja Alegre XLVII
l. Insatisfação (3:12-13 a)«Não que já o tenha alcançado!» Esta é a afirmação dum grande cristão que nunca se permitiu ficar satisfeito com as suas vitórias espirituais. E evidente que Paulo estava satisfeito com Jesus Cristo (3:10), mas não estava satisfeito com a sua vida cristã. Uma insatisfação santificada é o primeiro elemento essencial para avançar na corrida cristã.
O Henrique saiu do escritório do administrador com uma expressão tão sombria que era capaz de murchar as rosas que a sua secretária tinha em cima da mesa.
«Não foi despedido, pois não?»—perguntou ela.
«Não, não é assim tão mau, mas sem dúvida que me apertou bastante por causa do relatório das minhas vendas. Não compreendo porquê; durante este mês tenho trazido muitas encomendas. Pensei que ele me iria elogiar, e afinal diz-me que tenha muito cuidado.»
Nesse mesmo dia, mais tarde, a secretária falou com o patrão a respeito de Henrique. Ele riu-se e disse: «O Henrique é um dos nossos melhores vendedores e não gostaria de modo nenhum de o perder, mas tem uma tendência para descansar nos seus louros e ficar satisfeito com as suas realizações. Se eu não o irritasse assim uma vez por mês, ele nunca faria nada!»
Muitos cristãos estão satisfeitos com eles próprios, porque comparam a sua «corrida» com a de outros cristãos, geralmente com os que não estão a fazer grandes progressos. Se Paulo se tivesse comparado com outros, teria sido tentado a sentir-se orgulhoso e talvez a descuidar-se um pouco. Afinal de contas, não havia muitos crentes no seu tempo que tivessem experimentado tudo o que ele tinha! Mas Paulo não se comparava com os outros. Comparava-se consigo próprio e com Jesus Cristo! O duplo uso da palavra «perfeito» nos versículos 12 e 15 explica o seu pensamento. Ele ainda não chegou à perfeição (v. 12), mas é «perfeito» (amadurecido) (v. 15), e uma das marcas desta maturidade é o seu reconhecimento de que não é perfeito! O cristão amadurecido avalia-se honestamente e luta por fazer melhor.
A Bíblia adverte-nos muitas vezes contra o perigo duma falsa avaliação da nossa condição espiritual. A igreja de Sardo tinha «nome de que vives e estás morta» (Apoc. 3:1). Eles tinham fama sem realidade. A igreja de Laodiceia orgulhava-se de ser rica, quando, afinal, aos olhos de Deus era «desgraçada e miserável e pobre e cega e nua» (Apoc. 3:17). Em contraste com a igreja de Laodiceia, os crentes de Smirna consideravam-se pobres, quando afinal eram verdadeiramente ricos (Apoc. 2:9). Sansão pensou que ainda possuía o seu antigo poder, mas na realidade ele tinha-se apartado dele (Juizes 16:20).
A avaliação própria pode ser perigosa, porque somos passíveis de errar em duas direcções: (l) Considerando-nos melhores do que somos, ou (2) considerando-nos piores do que realmente somos. Paulo não tinha ilusões a seu próprio respeito; ele tinha de «prosseguir em frente» para «alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus». Uma insatisfação divina é essencial para o progresso espiritual. «Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo» (Sal. 42:1-2).
«Não foi despedido, pois não?»—perguntou ela.
«Não, não é assim tão mau, mas sem dúvida que me apertou bastante por causa do relatório das minhas vendas. Não compreendo porquê; durante este mês tenho trazido muitas encomendas. Pensei que ele me iria elogiar, e afinal diz-me que tenha muito cuidado.»
Nesse mesmo dia, mais tarde, a secretária falou com o patrão a respeito de Henrique. Ele riu-se e disse: «O Henrique é um dos nossos melhores vendedores e não gostaria de modo nenhum de o perder, mas tem uma tendência para descansar nos seus louros e ficar satisfeito com as suas realizações. Se eu não o irritasse assim uma vez por mês, ele nunca faria nada!»
Muitos cristãos estão satisfeitos com eles próprios, porque comparam a sua «corrida» com a de outros cristãos, geralmente com os que não estão a fazer grandes progressos. Se Paulo se tivesse comparado com outros, teria sido tentado a sentir-se orgulhoso e talvez a descuidar-se um pouco. Afinal de contas, não havia muitos crentes no seu tempo que tivessem experimentado tudo o que ele tinha! Mas Paulo não se comparava com os outros. Comparava-se consigo próprio e com Jesus Cristo! O duplo uso da palavra «perfeito» nos versículos 12 e 15 explica o seu pensamento. Ele ainda não chegou à perfeição (v. 12), mas é «perfeito» (amadurecido) (v. 15), e uma das marcas desta maturidade é o seu reconhecimento de que não é perfeito! O cristão amadurecido avalia-se honestamente e luta por fazer melhor.
A Bíblia adverte-nos muitas vezes contra o perigo duma falsa avaliação da nossa condição espiritual. A igreja de Sardo tinha «nome de que vives e estás morta» (Apoc. 3:1). Eles tinham fama sem realidade. A igreja de Laodiceia orgulhava-se de ser rica, quando, afinal, aos olhos de Deus era «desgraçada e miserável e pobre e cega e nua» (Apoc. 3:17). Em contraste com a igreja de Laodiceia, os crentes de Smirna consideravam-se pobres, quando afinal eram verdadeiramente ricos (Apoc. 2:9). Sansão pensou que ainda possuía o seu antigo poder, mas na realidade ele tinha-se apartado dele (Juizes 16:20).
A avaliação própria pode ser perigosa, porque somos passíveis de errar em duas direcções: (l) Considerando-nos melhores do que somos, ou (2) considerando-nos piores do que realmente somos. Paulo não tinha ilusões a seu próprio respeito; ele tinha de «prosseguir em frente» para «alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus». Uma insatisfação divina é essencial para o progresso espiritual. «Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo» (Sal. 42:1-2).
Warren W. Wiersbe



