Seja Alegre XLII
O Exemplo (3:4-6).Paulo não estava a falar duma torre de marfim; ele conhecia pessoalmente a futilidade de tentar conseguir a salvação por meio de boas obras. Como estudante, tinha-se sentado aos pés de Gamaliel, o grande rabi (Act. 22:3). A sua carreira como líder religioso judeu era prometedora (Gál. 1:13-14); todavia, Paulo abandonou tudo isso — para se tornar um detestado membro da «seita dos cristãos» e um pregador do evangelho! Na realidade, os Judaizantes estavam a comprometer-se para evitarem a perseguição (Gál. 6:12-13), enquanto que o apóstolo estava a ser fiel à mensagem da graça de Cristo e por consequência sofria perseguição.
Nesta secção intensamente autobiográfica, Paulo examina a sua própria vida. Torna-se um «perito de contas» que abre os livros para ver qual é a sua riqueza e descobre afinal que está arruinado!
(1) A relação de Paulo com a nação. Ele nasceu duma pura família hebraica e entrou na relação do concerto ao ser circuncidado. Não era qualquer prosélito, nem descendia de Ismael (o outro filho de Abraão) ou de Esaú (o outro filho de Isaque). Os Judaizantes iriam entender a referência de Paulo à tribo de Benjamim, porque Benjamim e José eram os filhos preferidos de Jacob. Tinham nascido de Raquel, a esposa predilecta de Jacob. O primeiro rei de Israel viera de Benjamim, e esta pequena tribo foi fiel a David durante a rebelião encabeçada por Absalão. A ascendência de Paulo era algo de que ele se podia orgulhar! Quando avaliado por este padrão, ficava aprovado com louvor.
(2) A relação de Paulo com a Lei. «Segundo a lei, um fariseu... segundo a justiça que há na lei, irrepreensível» (vs. 5-6). Para os judeus do seu tempo, um fariseu tinha atingido o clímax da experiência religiosa, o ideal mais elevado que qualquer judeu poderia alguma vez esperar conseguir. Se alguém podia ir para o céu, esse alguém seria um fariseu! Ele permanecia firme na doutrina (ver Act. 23:6-9) e tentava cumprir fielmente os deveres religiosos (Luc. 18:10-14). Embora hoje em dia estejamos habituados a usar a palavra «fariseu» como sinónimo de «hipócrita», na época de Paulo não era esse o sentido que prevalecia. Avaliado pela justiça da lei, Paulo era irrepreensível. Guardava a lei e as tradições, perfeitamente.
(3) A relação de Paulo com os inimigos de Israel. Mas não basta acreditar na verdade; o homem tem igualmente de se opor à mentira. Paulo defendeu a sua fé ortodoxa, perseguindo os seguidores «daquele enganador», Jesus (Mat. 27:'62-66). Ajudou no apedrejamento de Estêvão (Act. 7:54-60) e depois disso dirigiu o ataque contra a igreja em geral (Act. 8:1-3). Mesmo em anos posteriores, Paulo admitiu a sua responsabilidade na perseguição à igreja (Act. 22:1-5; 26:1-11; ver também I Tim. 1:12-16). Todo o judeu podia orgulhar-se da sua própria linhagem (embora não lhe coubesse a ele qualquer mérito por isso). Alguns judeus podiam orgulhar-se da sua fidelidade à religião judaica. Mas Paulo podia vangloriar-se dessas coisas, mais do seu zelo em perseguir a igreja.
Nesta altura, poderemos perguntar: «Como é que um homem sincero como Saulo de Tarso podia estar tão enganado?» A resposta é esta: Ele estava a usar o padrão errado de comparação! Tal como o jovem rico (Mar. 10:17-22) e o fariseu da parábola de Cristo (Luc. 18:10-14), Saulo de Tarso estava a ver o exterior, e não o interior. Comparava-se com os padrões estabelecidos pêlos homens, não por Deus. No que se referia à obediência externa às exigências da lei, Paulo era formidável, mas ele não se detinha a pensar nos pecados internos que estava cometendo. No Sermão do Monte, Jesus deixa bem claro que há atitudes e apetites pecaminosos, exactamente como há acções pecaminosas (Mat. 5:21-48).
Quando olhava para si próprio ou para os outros, Saulo de Tarso considerava-se justo. Porém, um dia, viu-se comparado com Jesus Cristo! Foi então que ele mudou o seu sistema de avaliação e o seu senso de valores, e abandonou a «justiça das obras» pela justiça de Jesus Cristo. 2. A Justiça da Fé — (3:7-11).
Quando Paulo teve um encontro com Jesus Cristo na estrada de Damasco (Act. 9), confiou n'Ele e tornou-se um filho de Deus. Foi um milagre instantâneo da graça de Deus, esse ripo de milagre que continua a verificar-se hoje em dia sempre que os pecadores admitem a sua necessidade e se voltam para o Salvador, pela fé. Quando Paulo se encontrou com Cristo, reconheceu a futilidade das suas boas obras, e quão pecaminosas eram as suas pretensões de justiça. Naquele momento teve lugar uma maravilhosa transacção. Paulo perdeu algumas coisas, mas ganhou muito mais em troca!
(1) A relação de Paulo com a nação. Ele nasceu duma pura família hebraica e entrou na relação do concerto ao ser circuncidado. Não era qualquer prosélito, nem descendia de Ismael (o outro filho de Abraão) ou de Esaú (o outro filho de Isaque). Os Judaizantes iriam entender a referência de Paulo à tribo de Benjamim, porque Benjamim e José eram os filhos preferidos de Jacob. Tinham nascido de Raquel, a esposa predilecta de Jacob. O primeiro rei de Israel viera de Benjamim, e esta pequena tribo foi fiel a David durante a rebelião encabeçada por Absalão. A ascendência de Paulo era algo de que ele se podia orgulhar! Quando avaliado por este padrão, ficava aprovado com louvor.
(2) A relação de Paulo com a Lei. «Segundo a lei, um fariseu... segundo a justiça que há na lei, irrepreensível» (vs. 5-6). Para os judeus do seu tempo, um fariseu tinha atingido o clímax da experiência religiosa, o ideal mais elevado que qualquer judeu poderia alguma vez esperar conseguir. Se alguém podia ir para o céu, esse alguém seria um fariseu! Ele permanecia firme na doutrina (ver Act. 23:6-9) e tentava cumprir fielmente os deveres religiosos (Luc. 18:10-14). Embora hoje em dia estejamos habituados a usar a palavra «fariseu» como sinónimo de «hipócrita», na época de Paulo não era esse o sentido que prevalecia. Avaliado pela justiça da lei, Paulo era irrepreensível. Guardava a lei e as tradições, perfeitamente.
(3) A relação de Paulo com os inimigos de Israel. Mas não basta acreditar na verdade; o homem tem igualmente de se opor à mentira. Paulo defendeu a sua fé ortodoxa, perseguindo os seguidores «daquele enganador», Jesus (Mat. 27:'62-66). Ajudou no apedrejamento de Estêvão (Act. 7:54-60) e depois disso dirigiu o ataque contra a igreja em geral (Act. 8:1-3). Mesmo em anos posteriores, Paulo admitiu a sua responsabilidade na perseguição à igreja (Act. 22:1-5; 26:1-11; ver também I Tim. 1:12-16). Todo o judeu podia orgulhar-se da sua própria linhagem (embora não lhe coubesse a ele qualquer mérito por isso). Alguns judeus podiam orgulhar-se da sua fidelidade à religião judaica. Mas Paulo podia vangloriar-se dessas coisas, mais do seu zelo em perseguir a igreja.
Nesta altura, poderemos perguntar: «Como é que um homem sincero como Saulo de Tarso podia estar tão enganado?» A resposta é esta: Ele estava a usar o padrão errado de comparação! Tal como o jovem rico (Mar. 10:17-22) e o fariseu da parábola de Cristo (Luc. 18:10-14), Saulo de Tarso estava a ver o exterior, e não o interior. Comparava-se com os padrões estabelecidos pêlos homens, não por Deus. No que se referia à obediência externa às exigências da lei, Paulo era formidável, mas ele não se detinha a pensar nos pecados internos que estava cometendo. No Sermão do Monte, Jesus deixa bem claro que há atitudes e apetites pecaminosos, exactamente como há acções pecaminosas (Mat. 5:21-48).
Quando olhava para si próprio ou para os outros, Saulo de Tarso considerava-se justo. Porém, um dia, viu-se comparado com Jesus Cristo! Foi então que ele mudou o seu sistema de avaliação e o seu senso de valores, e abandonou a «justiça das obras» pela justiça de Jesus Cristo. 2. A Justiça da Fé — (3:7-11).
Quando Paulo teve um encontro com Jesus Cristo na estrada de Damasco (Act. 9), confiou n'Ele e tornou-se um filho de Deus. Foi um milagre instantâneo da graça de Deus, esse ripo de milagre que continua a verificar-se hoje em dia sempre que os pecadores admitem a sua necessidade e se voltam para o Salvador, pela fé. Quando Paulo se encontrou com Cristo, reconheceu a futilidade das suas boas obras, e quão pecaminosas eram as suas pretensões de justiça. Naquele momento teve lugar uma maravilhosa transacção. Paulo perdeu algumas coisas, mas ganhou muito mais em troca!
Warren W. Wiersbe



