Seja Alegre XL
Mas os dissidentes não ficaram satisfeitos. Como tinham ficado a perder na sua oposição a Paulo em Antioquia e em Jerusalém, passaram a segui-lo por toda a parte, tentando roubar-lhe os convertidos e as igrejas. Os estudantes da Bíblia chamam a este grupo de falsos mestres que tentavam misturar a lei com a graça—os «Judaizantes». A epístola aos Gálatas foi escrita, particularmente para combater este ensino falso. E a este grupo de «Judaizantes» que Paulo se refere nos versículos l e 2. Ele usa três termos para os descrever:
(1) «Cães» — Os judeus ortodoxos chamariam com toda a naturalidade «cão» a um gentio, mas aqui, Paulo chama «cães» a judeus ortodoxos! O apóstolo não está simplesmente a empregar nomes; está a comparar estes falsos mestres com animais imundos que pareciam tão desprezíveis a pessoas decentes. Tal como esses cães, os Judaizantes agarravam-se aos calcanhares de Paulo e seguiam-no de lugar para lugar «ladrando» as sua falsas doutrinas. Eram perturbadores e transmissores de perigosa infecção.
(2) «Maus obreiros» — Estes homens ensinavam que o pecador era salvo pela fé mais boas obras, especialmente as obras da Lei. Paulo, todavia, afirma que as suas «boas obras» são de facto más, porque são feitas pela carne (a velha natureza) e não pelo Espírito, e glorificam os obreiros e não Jesus Cristo. Efésios 2:8-10 e Tifo 3:3-7 deixam bem claro que ninguém pode ser salvo pela prática de boas obras, mesmo obras religiosas. As boas obras dum cristão são o resultado da sua fé, não a base para a sua salvação.
(3) «A mutilação» (circuncisão) — Aqui, Paulo serve-se dum jogo de palavras. O termo «cisão» significa literalmente «corte, mutilação». Os Judaizantes ensinavam que a circuncisão era essencial à salvação (Act. 15:1; Gál. 6:12-18); mas Paulo ensina que a circuncisão só por si é unicamente uma mutilação! O verdadeiro cristão experimentou já uma circuncisão espiritual em Cristo (Col. 2:11) e não precisa de qualquer operação na carne. A circuncisão, o baptismo, a Ceia do Senhor, o dízimo ou qualquer outra prática religiosa não pode salvar a pessoa dos seus pecados. Só a fé em Jesus Cristo pode fazê-lo.
(2) «Maus obreiros» — Estes homens ensinavam que o pecador era salvo pela fé mais boas obras, especialmente as obras da Lei. Paulo, todavia, afirma que as suas «boas obras» são de facto más, porque são feitas pela carne (a velha natureza) e não pelo Espírito, e glorificam os obreiros e não Jesus Cristo. Efésios 2:8-10 e Tifo 3:3-7 deixam bem claro que ninguém pode ser salvo pela prática de boas obras, mesmo obras religiosas. As boas obras dum cristão são o resultado da sua fé, não a base para a sua salvação.
(3) «A mutilação» (circuncisão) — Aqui, Paulo serve-se dum jogo de palavras. O termo «cisão» significa literalmente «corte, mutilação». Os Judaizantes ensinavam que a circuncisão era essencial à salvação (Act. 15:1; Gál. 6:12-18); mas Paulo ensina que a circuncisão só por si é unicamente uma mutilação! O verdadeiro cristão experimentou já uma circuncisão espiritual em Cristo (Col. 2:11) e não precisa de qualquer operação na carne. A circuncisão, o baptismo, a Ceia do Senhor, o dízimo ou qualquer outra prática religiosa não pode salvar a pessoa dos seus pecados. Só a fé em Jesus Cristo pode fazê-lo.
Warren W. Wiersbe



