Seja Alegre XXIX

w_wiersbe_warren.jpg     3. Há uma promessa a aceitar pela fé (2:16-18).

     Qual é essa promessa? — Que a alegria vem da submissão. A filosofia deste mundo é que a alegria vem pela agressão: luta contra toda a gente para conseguires o que queres, pois assim o obterás e serás feliz. O exemplo de Jesus é prova suficiente de que a filosofia do mundo está errada. Ele nunca se serviu duma espada ou de qualquer outra arma; contudo, Ele ganhou a maior batalha da história — a batalha contra o pecado, a morte e o inferno. Ele derrotou o ódio manifestando o amor; venceu a mentira com a verdade. Porque Se submeteu, saiu vitorioso! E nós temos de ousar acreditar na Sua promessa: «Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado» (Lucas 14:11). «Quão felizes são os que têm uma mente humilde, porque deles é o reino dos céus» (Mat. 5:3, Ph.).

     Há uma alegria dupla que penetra na pessoa que possui e pratica uma mentalidade submissa: uma alegria futura (v. 16) e uma alegria aqui e agora (vs. 17-18). No Dia de Cristo (ver 1:6,10), Deus vai recompensar aqueles que Lhe foram fiéis. «O gozo do teu Senhor» será parte dessa recompensa (Mat. 25:21). O cristão fiel descobrirá que os seus sofrimentos na terra foram transformados em glória no céu! Verá que o seu trabalho não foi em vão (I Cor. 15:58). Foi esse mesmo tipo de promessa de alegria futura que ajudou o nosso Salvador nos Seus sofrimentos sobre a cruz (Heb. 12:1-2).

     Todavia, nós não precisamos de esperar até à segunda vinda de Cristo para começar a experimentar o gozo da mente submissa. Esse gozo é uma realidade presente (vs. 17-18), e vem pelo sacrifício e serviço. É significativo que nos dois versículos que falam de sacrifício Paulo use as palavras alegria e regozijo — e repete-as! A maior parte das pessoas iria associar tristeza com sofrimento, mas Paulo vê o sofrimento e sacrifício como passagens para uma alegria mais profunda em Cristo.

     No versículo 17, Paulo compara a sua experiência de sacrifício à do sacerdote ao derramar a oferta de libação (Num. 15:1-10). Era muito possível que o julgamento de Paulo terminasse na sua condenação e execução. Mas isso não lhe roubava a alegria. A sua morte seria um sacrifício voluntário, um ministério sacerdotal, por Cristo e pela Sua igreja; isso dar-lhe-ia alegria. «Sacrifício e serviço» são marcas duma mente submissa (2:7-8,21-22,30) e a mente submissa experimenta alegria mesmo no meio do sofrimento.

     É preciso fé para exercer a mente submissa. Temos de crer que as promessas de Deus são verdadeiras e que vão operar nas nossas vidas, do mesmo modo que operaram na vida de Paulo. Deus opera em nós através da Palavra, da oração e do sofrimento; e nós trabalhamos fora, na vida diária e no serviço. Deus cumpre os Seus propósitos em nós quando recebemos e cremos na Sua Palavra. A vida não consiste numa série de «altos e baixos» decepcionantes. Consiste antes numa sequência de «factores internos e externos» agradáveis. Deus trabalha dentro — nós trabalhamos fora! O exemplo vem de Cristo, a energia vem do Espírito Santo e o resultado é — ALEGRIA!       

Warren W. Wiersbe

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