Seja Alegre XXI

w_wiersbe_warren.jpg3. Ele sacrifica-Se (2:8)

     Muitas pessoas estão prontas a servir os outros se isso não lhes custar nada. Mas se há um preço a pagar, então perdem rapidamente o interesse. Jesus «foi obediente até à morte, e morte de cruz» (v. 8). A Sua morte não foi a dum mártir, mas a dum Salvador. Ele voluntariamente deu a Sua vida pelos pecados do mundo.

     O Dr. J. H. Jowett disse: «O ministério que não custa nada, não realiza nada.» Para haver alguma bênção, tem de se fazer algum sacrifício. Numa certa festa religiosa no Brasil, um missionário ia passando de barraca para barraca, examinando os artigos à venda. Por cima duma dessas barracas viu um anúncio; «Cruzes baratas». Ele pensou consigo mesmo: «É isso que muitos cristãos procuram nos dias que correm — cruzes baratas. A cruz do meu Senhor não foi barata. Por que é que a minha havia de o ser?»

     A pessoa que possui uma mente submissa não evita o sacrifício. Vive para a glória de Deus e para o bem dos outros; e, se pagando o preço vai honrar a Cristo e ajudar os outros, ele está pronto a fazê-lo. Foi essa a atitude de Paulo (v. 17), de Timóteo (v. 20), e também de Epafrodito (v. 30). Sacrifício e serviço vão juntos quando o serviço é de facto um ministério cristão autêntico.

     No seu livro Dedicação e Liderança, Douglas Hyde explica como os comunistas conseguem ter êxito no seu programa. Tendo ele próprio sido membro do Partido Comunista durante 20 anos, Hyde compreende bem a sua filosofia. Ele salienta que os comunistas nunca pedem à pessoa para fazer um «trabalho pequeno e insignificante». Sempre requerem com toda a ousadia que ela faça algo de difícil. Fazem grandes exigências e recebem resposta pronta. O sr. Hyde considera «a prontidão para o sacrifício» um dos factores mais importantes para o sucesso do programa comunista. Mesmo dos jovens integrados no movimento se espera que estudem, sirvam, dêem e obedeçam. E é isso exactamente que os atrai e segura.

     O conselho duma igreja estava a planear o programa do «Domingo da Juventude» anual e um dos membros sugeriu que os jovens fossem usados como porteiros, orassem em público e apresentassem números especiais de música. Um dos jovens levantou-se e disse: «Muito francamente, nós estamos cansados de sermos requisitados apenas para coisas pequenas. Gostaríamos de fazer alguma coisa difícil este ano, e talvez isso pudesse continuar durante todo o ano. Já temos falado e orado sobre o assunto e gostaríamos de trabalhar com os responsáveis da igreja na remodelação daquela sala na cave, de modo a poder torná-la funcional para uma sala de aula. Gostaríamos também de começar a visitar semanalmente os nossos membros idosos e a levar-lhes cassetes com cultos gravados. E, se concordarem, gostaríamos de realizar um culto semanal de testemunho, aos domingos à tarde, no parque. Esperamos que concordem com estas ideias.»

     O jovem sentou-se e o novo pastor da juventude sorriu intimamente. Em particular, ele havia desafiado a juventude a fazer algo que realmente custasse — e os jovens tinham respondido com entusiasmo a esse desafio. O pastor sabia que é necessário sacrifício para haver verdadeiro crescimento e ministério.O teste duma mente submissa não está propriamente em quanto estamos prontos a assumir em termos de sofrimento, mas quanto estamos dispostos a dar em termos de sacrifício. Um pastor queixou-se de que os seus homens estavam a mudar as palavras do hino: «Toma a minha vida e torna-a...» para «Toma a minha esposa e deixa-me...» [No inglês só há diferença de três letras entre estas duas frases (N.T.)] Eles estavam prontos a que os outros fizessem sacrifícios, mas não se dispunham a sacrificarem-se eles próprios pelos outros.

     Um dos paradoxos da vida cristã é que quanto mais damos, mais recebemos, quanto mais sacrificamos, mais Deus nos abençoa. É por isso que a mente submissa conduz à alegria; e torna-nos mais semelhantes a Cristo. Isso significa partilhar a sua alegria, como partilhamos também das Suas aflições. E claro que quando o amor constitui a motivação (2.1), o sacrifício nunca é medido nem mencionado. A pessoa que fala constantemente sobre os seus sacrifícios não tem uma mente submissa.

     Será que te está a custar alguma coisa ser um cristão?       

Warren W. Wiersbe

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