Seja Alegre XIX
l. Ele pensa nos outros, não em Si próprio(2:5-6)
A «mente» de Cristo significa a «atitude» que Cristo mostrou. «A vossa atitude deve ser igual à de Cristo Jesus» (v. 5, NVI). Afinal de contas, a perspectiva determina o resultado. Se essa perspectiva é egoísta, as acções serão tendentes a dividir e destruir. Tiago faz idêntica afirmação (ver Tiago 4:1-10).
Estes versículos em Filipenses levam-nos à eternidade no passado. «Forma de Deus» não tem nada a ver com contorno ou formato. Deus é Espírito (João 4:24) e como tal não pode ser concebido em termos humanos. Quando a Bíblia se refere a «os olhos do Senhor» ou a «a mão do Senhor» não pretende dizer que Deus tenha uma forma humana. Simplesmente, aplica termos humanos para descrever atributos divinos (as características de Deus) e actividades divinas. A palavra «forma» significa «a expressão externa da natureza interna». Isso quer dizer que no passado da eternidade Jesus Cristo era Deus. De facto Paulo afirma que Ele era «igual a Deus». Outros versículos tais como João 1:1-4, Col. 1:15 e Heb. 1:1-3 afirmam igualmente que Jesus Cristo é Deus.
Certamente, como Deus, Jesus Cristo não precisava de nada. Possuía toda a glória e louvor do céu. Com o Pai e o Espírito, Ele reinava sobre o universo. Mas o versículo 6 afirma um facto extraordinário: Ele não considerou a Sua igualdade com Deus como «algo que deveria reter egoisticamente». Jesus não pensou em Si mesmo, pensou nos outros. A Sua perspectiva (ou atitude) era de um interesse genuíno e altruísta pelos outros. E esta «a mente de Cristo», uma atitude que afirma: «Eu não posso manter os meus privilégios para mim próprio, tenho de os usar para os outros; e para fazer isso, ponho-os alegremente de lado e pago o preço que for necessário.»
Um repórter estava a entrevistar um próspero orientador profissional que tinha já colocado centenas de trabalhadores nas suas respectivas vocações, com bastante êxito. Quando lhe perguntaram o segredo do seu sucesso, o senhor respondeu: «Se quiser descobrir o que vale realmente um trabalhador, não lhe dê responsabilidades. Dê-lhe privilégios. Muitas pessoas são capazes de cumprir responsabilidades se lhes pagarem o suficiente, mas é preciso ser um verdadeiro líder para lidar com privilégios. O líder irá usar os seus privilégios para ajudar os outros a formar a organização; um homem inferior servir-se-á dos privilégios para auto-promoção.» Jesus usou os Seus privilégios celestes para bem dos outros — para nosso bem.
Valeria a pena contrastar a atitude de Cristo com a de Lúcifer (Isa. 14:12-15) e com a de Adão (Gen. 3:1-7). Muitos estudantes da Bíblia acreditam que a queda de Lúcifer é uma descrição da queda de Satanás. Ele fora em tempos o mais elevado dos seres angélicos, junto ao trono de Deus (Eze. 28:11-19), mas desejou sentar-se sobre o trono de Deus! Lúcifer declarou: «Eu farei!», mas Jesus disse: «A tua vontade...» Lúcifer não se contentava em ser uma criatura; queria ser o Criador! Jesus era o Criador e, voluntariamente, se fez homem. A humildade de Cristo constitui uma repreensão ao orgulho de Satanás.
Lúcifer não ficou satisfeito com, o facto de ele próprio ser um rebelde; invadiu o Éden e tentou o homem à rebelião. Adão tinha tudo de que necessitava; ele era de facto «rei» da criação de Deus («dominem», lemos em Gén. 1:26), mas Satanás afirmou: «Vós sereis como Deus!» O homem tentou deliberadamente agarrar algo que estava para além do seu alcance e como resultado precipitou toda a raça humana no pecado e na morte. Adão e Eva pensaram unicamente em si mesmos; Jesus Cristo pensou nos outros.
Nós achamos natural que os incrédulos sejam egoístas e ambiciosos, mas não esperamos o mesmo de cristãos que têm experimentado o amor de Cristo e a comunhão do Espírito (Fil. 2:1-2). No Novo Testamento, encontramos mais de 20 instruções de Deus sobre a maneira como devemos viver «uns com os outros». Devemos preferir-nos em honra uns aos outros (Rom. 12:10), edificar-nos uns aos outros (I Tess. 5:11) e levar as cargas uns dos outros (Gál. 6:2). Não nos devemos julgar uns aos outros (Rom. 14:13), mas antes admoestar-nos uns aos outros (Rom. 15:14). Outros é a palavra-chave no vocabulário do cristão que exercita uma mente submissa.
Certamente, como Deus, Jesus Cristo não precisava de nada. Possuía toda a glória e louvor do céu. Com o Pai e o Espírito, Ele reinava sobre o universo. Mas o versículo 6 afirma um facto extraordinário: Ele não considerou a Sua igualdade com Deus como «algo que deveria reter egoisticamente». Jesus não pensou em Si mesmo, pensou nos outros. A Sua perspectiva (ou atitude) era de um interesse genuíno e altruísta pelos outros. E esta «a mente de Cristo», uma atitude que afirma: «Eu não posso manter os meus privilégios para mim próprio, tenho de os usar para os outros; e para fazer isso, ponho-os alegremente de lado e pago o preço que for necessário.»
Um repórter estava a entrevistar um próspero orientador profissional que tinha já colocado centenas de trabalhadores nas suas respectivas vocações, com bastante êxito. Quando lhe perguntaram o segredo do seu sucesso, o senhor respondeu: «Se quiser descobrir o que vale realmente um trabalhador, não lhe dê responsabilidades. Dê-lhe privilégios. Muitas pessoas são capazes de cumprir responsabilidades se lhes pagarem o suficiente, mas é preciso ser um verdadeiro líder para lidar com privilégios. O líder irá usar os seus privilégios para ajudar os outros a formar a organização; um homem inferior servir-se-á dos privilégios para auto-promoção.» Jesus usou os Seus privilégios celestes para bem dos outros — para nosso bem.
Valeria a pena contrastar a atitude de Cristo com a de Lúcifer (Isa. 14:12-15) e com a de Adão (Gen. 3:1-7). Muitos estudantes da Bíblia acreditam que a queda de Lúcifer é uma descrição da queda de Satanás. Ele fora em tempos o mais elevado dos seres angélicos, junto ao trono de Deus (Eze. 28:11-19), mas desejou sentar-se sobre o trono de Deus! Lúcifer declarou: «Eu farei!», mas Jesus disse: «A tua vontade...» Lúcifer não se contentava em ser uma criatura; queria ser o Criador! Jesus era o Criador e, voluntariamente, se fez homem. A humildade de Cristo constitui uma repreensão ao orgulho de Satanás.
Lúcifer não ficou satisfeito com, o facto de ele próprio ser um rebelde; invadiu o Éden e tentou o homem à rebelião. Adão tinha tudo de que necessitava; ele era de facto «rei» da criação de Deus («dominem», lemos em Gén. 1:26), mas Satanás afirmou: «Vós sereis como Deus!» O homem tentou deliberadamente agarrar algo que estava para além do seu alcance e como resultado precipitou toda a raça humana no pecado e na morte. Adão e Eva pensaram unicamente em si mesmos; Jesus Cristo pensou nos outros.
Nós achamos natural que os incrédulos sejam egoístas e ambiciosos, mas não esperamos o mesmo de cristãos que têm experimentado o amor de Cristo e a comunhão do Espírito (Fil. 2:1-2). No Novo Testamento, encontramos mais de 20 instruções de Deus sobre a maneira como devemos viver «uns com os outros». Devemos preferir-nos em honra uns aos outros (Rom. 12:10), edificar-nos uns aos outros (I Tess. 5:11) e levar as cargas uns dos outros (Gál. 6:2). Não nos devemos julgar uns aos outros (Rom. 14:13), mas antes admoestar-nos uns aos outros (Rom. 15:14). Outros é a palavra-chave no vocabulário do cristão que exercita uma mente submissa.
Warren W. Wiersbe



