Seja Alegre XVI
2. Cooperação (1:27b)Paulo passa agora a usar a ilustração do atletismo. A palavra traduzida por «combatendo juntamente» dá-nos o termo «atletismo». Paulo vê a igreja como uma equipa e recorda aos crentes que é o trabalho em equipa que ganha vitórias. Não nos esqueçamos de que havia divisão na igreja de Filipos. Um dos motivos era que havia duas mulheres que não estavam a dar-se bem (4:2). Aparentemente, os membros da comunidade tomavam partido, como acontece muitas vezes, e a divisão daí resultante estava a prejudicar o trabalho da igreja. O inimigo fica sempre feliz ao ver divisões internas no ministério local. «Dividir para conquistar» é o seu lema, e muitas vezes consegue-o. É só combatendo juntos que os crentes podem vencer o inimigo.
Ao longo desta carta, Paulo usa um interessante esquema para salientar a importância da unidade. Na língua grega, o prefixo sun significa «com, juntamente», e quando usado com diferentes palavras reforça a ideia de unidade. (É, de certo modo, semelhante ao nosso prefixo co. Paulo usa-o) pelo menos 16 vezes na epístola aos Filipenses e os seus leitores não podiam deixar de reparar nessa mensagem. Em 1:27, o termo grego é sunathleo — «combatendo juntos como atletas».
Jerry estava aborrecido e resolveu falar com o treinador sobre o que sentia. «Não faz sentido continuar com os treinos» — queixou-se ele. «Mike é a equipa — o senhor não precisa de mais nenhum de nós.»
O treinador Gardner conhecia o problema. «Olha, Jerry, só pelo facto de Mike lançar a bola muitas vezes isso não significa que vocês não sejam necessários. Alguém tem de preparar as coisas antes, e é aí que os outros jogadores são precisos.»
Por vezes, há numa equipa um elemento interessado em colher os louros da vitória, que tem de estar sempre em evidência e que recebe todo o louvor. Com isso, ele dificulta a posição dos restantes elementos do grupo. Eles não estão a trabalhar ao mesmo nível, juntos, mas sim a concorrer para que um dos jogadores brilhe. É essa atitude que favorece a derrota. Infelizmente, temos também nas igrejas tais «caçadores de louros». João teve de lidar com um indivíduo chamado Diótrefes, porque ele queria «ter entre eles o primado» (III João 9). Mesmo os apóstolos Tiago e João pediram que lhes fossem atribuídos tronos especiais (Mat. 20:20-28). A palavra importante é juntos: permanecer firmemente juntos no Espírito, combatendo juntos contra o inimigo e fazendo isso com uma só mente e um só coração.
Não seria difícil propagar este conceito de igreja local como uma equipa de atletas. Cada pessoa tem o seu lugar e trabalho designado e se cada uma cumpre a sua tarefa, está a ajudar todos os outros. Nem todos podem ser capitão de equipa ou outro elemento chave! A equipa tem de seguir as regras e a Palavra de Deus é o nosso «Livro de regulamento». Há um alvo — honrar Cristo e a Sua vontade. Se todos trabalharmos juntos, podemos atingir esse alvo, ganhar o prémio e glorificar o Senhor. Mas no momento em que um de nós começa a desobedecer às regras, interrompendo o treino (a vida cristã requer disciplina), ou buscando glória pessoal, o trabalho de equipa desaparece e passam a imperar a divisão e a competição.
Por outras palavras. Paulo recorda-nos de novo a necessidade duma mente integral. Há alegria nas nossas vidas, mesmo quando lutamos contra o inimigo, se vivemos para Cristo e para o Evangelho e praticamos «trabalho cristão em equipa». É certo que existem pessoas com as quais não podemos cooperar (II Cor. 6:14-18; Ef. 5:11); mas há muitas outras com quem o podemos fazer — e devemos fazê-lo!
Somos cidadãos do céu e, portanto, devemos andar de modo coerente. Somos membros da mesma «equipa» e devemos trabalhar em cooperação. Mas existe um terceiro elemento essencial para termos êxito no nosso embate com o inimigo, e esse é a confiança.
Jerry estava aborrecido e resolveu falar com o treinador sobre o que sentia. «Não faz sentido continuar com os treinos» — queixou-se ele. «Mike é a equipa — o senhor não precisa de mais nenhum de nós.»
O treinador Gardner conhecia o problema. «Olha, Jerry, só pelo facto de Mike lançar a bola muitas vezes isso não significa que vocês não sejam necessários. Alguém tem de preparar as coisas antes, e é aí que os outros jogadores são precisos.»
Por vezes, há numa equipa um elemento interessado em colher os louros da vitória, que tem de estar sempre em evidência e que recebe todo o louvor. Com isso, ele dificulta a posição dos restantes elementos do grupo. Eles não estão a trabalhar ao mesmo nível, juntos, mas sim a concorrer para que um dos jogadores brilhe. É essa atitude que favorece a derrota. Infelizmente, temos também nas igrejas tais «caçadores de louros». João teve de lidar com um indivíduo chamado Diótrefes, porque ele queria «ter entre eles o primado» (III João 9). Mesmo os apóstolos Tiago e João pediram que lhes fossem atribuídos tronos especiais (Mat. 20:20-28). A palavra importante é juntos: permanecer firmemente juntos no Espírito, combatendo juntos contra o inimigo e fazendo isso com uma só mente e um só coração.
Não seria difícil propagar este conceito de igreja local como uma equipa de atletas. Cada pessoa tem o seu lugar e trabalho designado e se cada uma cumpre a sua tarefa, está a ajudar todos os outros. Nem todos podem ser capitão de equipa ou outro elemento chave! A equipa tem de seguir as regras e a Palavra de Deus é o nosso «Livro de regulamento». Há um alvo — honrar Cristo e a Sua vontade. Se todos trabalharmos juntos, podemos atingir esse alvo, ganhar o prémio e glorificar o Senhor. Mas no momento em que um de nós começa a desobedecer às regras, interrompendo o treino (a vida cristã requer disciplina), ou buscando glória pessoal, o trabalho de equipa desaparece e passam a imperar a divisão e a competição.
Por outras palavras. Paulo recorda-nos de novo a necessidade duma mente integral. Há alegria nas nossas vidas, mesmo quando lutamos contra o inimigo, se vivemos para Cristo e para o Evangelho e praticamos «trabalho cristão em equipa». É certo que existem pessoas com as quais não podemos cooperar (II Cor. 6:14-18; Ef. 5:11); mas há muitas outras com quem o podemos fazer — e devemos fazê-lo!
Somos cidadãos do céu e, portanto, devemos andar de modo coerente. Somos membros da mesma «equipa» e devemos trabalhar em cooperação. Mas existe um terceiro elemento essencial para termos êxito no nosso embate com o inimigo, e esse é a confiança.
Warren W. Wiersbe



