Seja Alegre XII
2. Os Críticos de Paulo (1:15-19)Custa a crer que alguém se opusesse a Paulo, mas havia crentes em Roma que procediam exactamente assim. As igrejas ali encontravam-se divididas. Alguns pregavam a Cristo com sinceridade, desejando ver pessoas salvas. Outros pregavam a Cristo com fingimento, pretendendo tornar ainda mais difícil para o apóstolo a situação em que se encontrava. Este último grupo estava a servir-se do Evangelho para atingir os seus próprios objectivos egoístas. Talvez pertencessem à ala «legalista» da igreja que se opunha ao ministério de Paulo aos gentios e à sua ênfase sobre a graça de Deus como oposta à obediência à lei judaica. A inveja e a contenda andam juntas, como juntas andam o amor e a unidade.
Paulo usa uma palavra interessante no versículo 17 — contenção, que significa «fazer um pedido para determinado cargo, levar as pessoas a darem o seu apoio». O alvo de Paulo era glorificar a Cristo e convencer as pessoas a segui-Lo; o alvo dos que o criticavam era a auto-promoção e o aumento de adeptos. Em vez de perguntarem: «Tens a tua confiança em Cristo?», perguntavam: «De que lado estás? "Do nosso ou do de Paulo?» Infelizmente, este tipo de «política religiosa» ainda se vê nos nossos dias. As pessoas que a praticam precisam de reconhecer que só se prejudicam a si próprias.
Quando se possui uma mente integral, consideram-se os críticos como constituindo uma outra oportunidade para o progresso do Evangelho. Como um soldado fiel, o apóstolo foi «posto (designado) para defesa do Evangelho» (v. 16). Ele conseguia regozijar-se, não no egoísmo dos seus oponentes, mas no facto de que Cristo estava a ser pregado! Não existia qualquer inveja no coração de Paulo. Não interessava que alguns fossem por ele e outros contra ele. O que realmente importava era a pregação do Evangelho de Jesus Cristo!
É um facto da história que os dois evangelistas ingleses João Wesley e George Whitefield discordavam em assuntos doutrinários. Ambos foram muito bem sucedidos, pregando a milhares de pessoas e vendo multidões a aceitar a Cristo. Conta-se que alguém perguntou a Wesley se ele esperava ver Whitefield no céu e que o evangelista respondeu:
«Não, não espero.»
«Então não acredita que Whitefield seja um crente?»
«É claro que ele é um crente!» — disse Wesley — «Mas eu não espero vê-lo no céu —"porque ele estará tão perto do trono de Deus e eu tão longe que não conseguirei avistá-lo!» Embora diferisse do seu irmão em alguns pontos, Wesley não sentia inveja dele, nem tentava opor-se ao ministério de Whitefield.
Em geral, a crítica é muito difícil se suportar, particularmente quando nos encontramos em circunstâncias difíceis, como no caso de Paulo. Como é que o apóstolo conseguia ter alegria mesmo sendo alvo de tantas críticas? Ele possuía uma mente integral! O versículo 19 indica que Paulo esperava que o seu caso se encerrasse vitoriosamente («disto me resultará salvação») por causa das orações dos amigos e do socorro do Espírito Santo de Deus. Da palavra socorro (no grego) vem a nossa palavra coro. Sempre que uma cidade grega se resolvia a efectuar um festival importante, alguém tinha de pagar as despesas com os cantores e bailarinos. O donativo requerido tinha de ser avultado e, assim, esta palavra veio a significar «prover generosa e abundantemente». Paulo não dependia dos seus próprios e diminutos recursos; dependia, sim, dos recursos generosos de Deus, ministrados pelo Espírito Santo.
Paulo partilhava do avanço pioneiro do Evangelho em Roma, através das suas prisões e dos seus oponentes; mas ele tinha um terceiro instrumento de que fazia uso:
Quando se possui uma mente integral, consideram-se os críticos como constituindo uma outra oportunidade para o progresso do Evangelho. Como um soldado fiel, o apóstolo foi «posto (designado) para defesa do Evangelho» (v. 16). Ele conseguia regozijar-se, não no egoísmo dos seus oponentes, mas no facto de que Cristo estava a ser pregado! Não existia qualquer inveja no coração de Paulo. Não interessava que alguns fossem por ele e outros contra ele. O que realmente importava era a pregação do Evangelho de Jesus Cristo!
É um facto da história que os dois evangelistas ingleses João Wesley e George Whitefield discordavam em assuntos doutrinários. Ambos foram muito bem sucedidos, pregando a milhares de pessoas e vendo multidões a aceitar a Cristo. Conta-se que alguém perguntou a Wesley se ele esperava ver Whitefield no céu e que o evangelista respondeu:
«Não, não espero.»
«Então não acredita que Whitefield seja um crente?»
«É claro que ele é um crente!» — disse Wesley — «Mas eu não espero vê-lo no céu —"porque ele estará tão perto do trono de Deus e eu tão longe que não conseguirei avistá-lo!» Embora diferisse do seu irmão em alguns pontos, Wesley não sentia inveja dele, nem tentava opor-se ao ministério de Whitefield.
Em geral, a crítica é muito difícil se suportar, particularmente quando nos encontramos em circunstâncias difíceis, como no caso de Paulo. Como é que o apóstolo conseguia ter alegria mesmo sendo alvo de tantas críticas? Ele possuía uma mente integral! O versículo 19 indica que Paulo esperava que o seu caso se encerrasse vitoriosamente («disto me resultará salvação») por causa das orações dos amigos e do socorro do Espírito Santo de Deus. Da palavra socorro (no grego) vem a nossa palavra coro. Sempre que uma cidade grega se resolvia a efectuar um festival importante, alguém tinha de pagar as despesas com os cantores e bailarinos. O donativo requerido tinha de ser avultado e, assim, esta palavra veio a significar «prover generosa e abundantemente». Paulo não dependia dos seus próprios e diminutos recursos; dependia, sim, dos recursos generosos de Deus, ministrados pelo Espírito Santo.
Paulo partilhava do avanço pioneiro do Evangelho em Roma, através das suas prisões e dos seus oponentes; mas ele tinha um terceiro instrumento de que fazia uso:
Warren W. Wiersbe



