Seja Alegre XI

w_wiersbe_warren.jpg     l. As Prisões de Paulo (1:12-14)

     O mesmo Deus que usou a vara de Moisés, os cântaros de Gideão e a funda de David, usou também as prisões de Paulo. Mal supunham os Ruma-nos que as algemas que colocaram nos seus pulsos iriam libertar Paulo em vez de o prender. Assim escreveu ele posteriormente durante outro período de prisão: «Pelo que sofro trabalhos e até prisões, como um malfeitor; mas a palavra de Deus não está presa» (II Tim. 2:9). Ele não se lamentava das suas prisões; pelo contrário, consagrava-as a Deus e pedia-Lhe que as usasse para o avanço pioneiro do Evangelho. E Deus respondeu às suas orações
.

    Para começar, essas prisões deram a Paulo um contacto com os perdidos. Ele encontrava-se agrilhoado a um soldado romano durante 24 horas por dia. Os turnos mudavam de seis em seis horas, o que significava que Paulo podia dar testemunho, pelo menos, a quatro homens por dia. Imaginemo-nos um daqueles soldados, ligados por correntes a um homem que orava «sem cessar», que falava constantemente com pessoas a respeito da sua condição espiritual e que escrevia frequentes cartas aos Cristãos e igrejas espalhados por todo o Império! Não demorou muito que alguns destes soldados colocassem a sua fé em Cristo. Paulo pôde assim levar o Evangelho até à classe da guarda pretoriana, algo que não teria podido fazer se continuasse sendo um homem livre.

     Mas as cadeias possibilitaram a Paulo o contacto com um outro grupo de pessoas: os oficiais da corte de César. O apóstolo estava em Roma como um preso oficial e o seu caso era importante. O governo romano ia determinar a situação oficial desta nova seita «cristã». Seria ela simplesmente mais uma seita dos judeus? Ou era de facto algo de novo e possivelmente perigoso? Imaginem como Paulo teria ficado contente ao ver que os oficiais da corte eram obrigados a estudar as doutrinas da fé cristã!

     Por vezes, Deus tem de por «algemas» no Seu povo parar o levar a realizar um «avanço pioneiro» que doutro modo jamais poderia ocorrer. As jovens mães poderão sentir-se presas ao lar enquanto cuidam dos filhos, mas Deus pode usar essas «algemas» para alcançar pessoas com a mensagem da salvação. Susana Wesley foi mãe de 19 filhos, numa época em que não havia electrodomésticos nem fraldas à venda! Dessa numerosa família saíram João e Carlos Wesley, cujos ministérios combinados abalaram as Ilhas Britânicas. Com seis semanas de idade, Fanny Crosby ficou cega, mas mesmo quando era ainda adolescente ela decidiu não ficar confinada às algemas da escuridão. A seu tempo, ela tornou-se uma força poderosa nas mãos de Deus através dos seus hinos e cânticos evangelísticos.

     O segredo é este: quando possuímos uma mente integral, olhamos para as circunstâncias como se elas fossem oportunidades concedidas por Deus para o avanço do Evangelho e regozijamo-nos no que Ele vai fazer, em vez de nos queixarmos acerca do que Deus não fez.

     As prisões de Paulo não só lhe deram contacto com os perdidos, mas deram também coragem aos salvos. Muitos dos crentes de Roma sentiram ânimo renovado quando viram a fé e determinação de Paulo (v. 14). Tornaram-se ousados em «falar a palavra mais confiadamente, sem temor». Esta palavra falar não quer dizer «pregar». Significa sim, «conversa diária». Sem dúvida que muitos dos romanos discutiam o caso de Paulo, pois assuntos legais desse género eram de primordial interesse para aquela nação de legistas. E os cristãos de Roma que apoiavam Paulo aproveitavam-se dessas conversas para dizer algo de bom a respeito de Jesus Cristo. O desânimo pode-se espalhar, mas sucede o mesmo com o ânimo! Por causa da atitude jubilosa de Paulo, os crentes de Roma experimentaram novo entusiasmo e testemunharam ousadamente de Cristo.

     Enquanto me encontrava em convalescença no hospital, depois do grave acidente de viação de que fui vítima, recebi uma carta duma pessoa que me era totalmente desconhecida e que parecia saber exactamente o que dizer para tornar o meu dia mais brilhante. De facto, recebi várias cartas desse irmão e cada uma era melhor que a anterior. Quando eu já conseguia movimentar-me um pouco, tive oportunidade de o conhecer pessoalmente. Fiquei pasmado ao descobrir que ele era cego, diabético e encontrava-se inválido devido à amputação duma perna (e desde então já lhe amputaram a outra perna) e que vivia com a sua velha mãe que tinha aos seus cuidados! Se algum homem usou alguma vez algemas, aquele era um deles! Mas se algum homem esteve alguma vez livre para ser pioneiro do Evangelho, aquele que foi um deles! Ele  pôde falar de Cristo em reuniões levadas a cabo em liceus, centros bíblicos para soldados, em Associações Cristas da Mocidade e perante profissionais, em reuniões a que não teria acesso qualquer ministro ordenado. O meu amigo possuía uma mente integral; vivia para Cristo e para o Evangelho. Consequentemente, partilhava a alegria de expandir o Evangelho.

     As nossas algemas poderão não ser tão dramáticas ou difíceis, mas não há qualquer razão para Deus não nos usar do mesmo modo.   

Warren W. Wiersbe

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