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PIONEIROS, PRECISAM-SE(Filipenses 1:12-26)
Mais que qualquer outra coisa, o desejo de Paulo como missionário era pregar o Evangelho em Roma. Centro do grande império, Roma era a cidade chave do seu tempo. Se Paulo conseguisse ganhá-la para Cristo, isso significaria alcançar milhões com a mensagem da salvação. O facto era realmente importante na agenda de Paulo, pois ele afirmava: «Depois que houver estado ali (Jerusalém), importa-me ver também Roma» (Rom. 1:15).
Paulo queria ir a Roma como pregador, mas em vez disso foi como prisioneiro! Podia ter escrito uma longa carta só a respeito dessa experiência, mas afinal resume tudo nestas palavras: «As coisas que me aconteceram» (Fil. 1:12). O relato dessas coisas aparece em Actos 21:17-28:31 e começa com a prisão ilegal de Paulo no templo de Jerusalém. Os judeus pensavam que ele havia profanado o seu templo ao entrar lá com Gentios, e os Romanos consideravam que se tratava dum egípcio renegado que fazia parte da sua lista de «mais procurados». Paulo tornou-se assim o ponto fulcral das conspirações política e religiosa e permaneceu como prisioneiro em Cesareia durante dois anos. Quando finalmente apelou para César (que era um privilégio de todo o cidadão Romano), foi enviado para Roma. Durante a viagem, o barco sofreu um naufrágio! O relato dessa tempestade e da coragem e fé de Paulo é um dos mais dramáticos da Bíblia (Actos 27). Após três meses de espera na ilha de Malta, o apóstolo embarcou finalmente para Roma e para o julgamento que havia requerido na presença de César.
Para muitos, tudo isto teria parecido um fracasso, mas não para este homem que possuía uma «mente integral», preocupado com a comunicação de Cristo e do Evangelho. Paulo não baseava a sua alegria em circunstâncias ideais; encontrava-a, sim, em ganhar outros para Cristo. E, se as suas circunstâncias promoviam o avanço do Evangelho, era quanto bastava! A palavra proveito (usada em 1:12) significa «avanço pioneiro». Trata-se dum termo militar no Grego e refere-se aos engenheiros do exército que vão à frente das tropas abrir caminho para novos territórios. Em vez de se considerar limitado na sua condição de prisioneiro, Paulo descobriu que as circunstâncias que estava a atravessar lhe abriam, na realidade, novas áreas no ministério. (Toda a gente tem ouvido falar de Carlos Haddon Spurgeon, o famoso pregador britânico, mas poucos conhecem a história da sua esposa Susana, Logo no princípio da sua vida de casada, a senhora Spurgeon ficou inválida. Parecia que dali em diante o seu, único ministério seria o de animar o marido e orar pelo seu trabalho. Mas Deus deu-lhe a responsabilidade de partilhar os livros do seu marido com pastores que não tinham possibilidade de os comprar. Esse senso de missão levou em breve à organização do «Fundo do Livro». Sendo uma obra de fé, o «Fundo do Livro» equipou milhares de pastores com os instrumentos necessários para o seu trabalho. Tudo isso era feito sob a orientação da senhora Spurgeon, na sua casa. Tratava-se dum ministério pioneiro.
Deus continua a desejar que os Seus filhos levem o Evangelho para novas áreas. Ele quer que nos tornemos pioneiros e por vezes arranja circunstâncias tais que nós não podemos ser outra coisa senão pioneiros. De facto, foi assim que o Evangelho chegou pela primeira vez a Filipos! Paulo havia tentado entrar noutro território, mas Deus fechou-lhe repetidamente a porta (Actos 16:6-10). O apóstolo queria levar a mensagem na direcção do leste, para a Ásia, mas Deus dirigiu-o no sentido do ocidente, para a Europa. Quão diferente seria a história da humanidade se Paulo tivesse podido prosseguir o seu plano!
Deus usa por vezes instrumentos estranhos para nos ajudar como pioneiros do Evangelho. No caso de Paulo, houve três instrumentos que o ajudaram a levar o Evangelho mesmo para a guarda pretoriana, as tropas particulares de César: as suas prisões (vs. 12-14), os seus críticos (vs. 15-19), e a sua crise (vs. 20-26).
Para muitos, tudo isto teria parecido um fracasso, mas não para este homem que possuía uma «mente integral», preocupado com a comunicação de Cristo e do Evangelho. Paulo não baseava a sua alegria em circunstâncias ideais; encontrava-a, sim, em ganhar outros para Cristo. E, se as suas circunstâncias promoviam o avanço do Evangelho, era quanto bastava! A palavra proveito (usada em 1:12) significa «avanço pioneiro». Trata-se dum termo militar no Grego e refere-se aos engenheiros do exército que vão à frente das tropas abrir caminho para novos territórios. Em vez de se considerar limitado na sua condição de prisioneiro, Paulo descobriu que as circunstâncias que estava a atravessar lhe abriam, na realidade, novas áreas no ministério. (Toda a gente tem ouvido falar de Carlos Haddon Spurgeon, o famoso pregador britânico, mas poucos conhecem a história da sua esposa Susana, Logo no princípio da sua vida de casada, a senhora Spurgeon ficou inválida. Parecia que dali em diante o seu, único ministério seria o de animar o marido e orar pelo seu trabalho. Mas Deus deu-lhe a responsabilidade de partilhar os livros do seu marido com pastores que não tinham possibilidade de os comprar. Esse senso de missão levou em breve à organização do «Fundo do Livro». Sendo uma obra de fé, o «Fundo do Livro» equipou milhares de pastores com os instrumentos necessários para o seu trabalho. Tudo isso era feito sob a orientação da senhora Spurgeon, na sua casa. Tratava-se dum ministério pioneiro.
Deus continua a desejar que os Seus filhos levem o Evangelho para novas áreas. Ele quer que nos tornemos pioneiros e por vezes arranja circunstâncias tais que nós não podemos ser outra coisa senão pioneiros. De facto, foi assim que o Evangelho chegou pela primeira vez a Filipos! Paulo havia tentado entrar noutro território, mas Deus fechou-lhe repetidamente a porta (Actos 16:6-10). O apóstolo queria levar a mensagem na direcção do leste, para a Ásia, mas Deus dirigiu-o no sentido do ocidente, para a Europa. Quão diferente seria a história da humanidade se Paulo tivesse podido prosseguir o seu plano!
Deus usa por vezes instrumentos estranhos para nos ajudar como pioneiros do Evangelho. No caso de Paulo, houve três instrumentos que o ajudaram a levar o Evangelho mesmo para a guarda pretoriana, as tropas particulares de César: as suas prisões (vs. 12-14), os seus críticos (vs. 15-19), e a sua crise (vs. 20-26).
Warren W. Wiersbe



