Seja Alegre IV
4- A Mente Segura — Filipenses 4A preocupação é de facto um pensamento errado (a mente) e um sentimento errado (o coração) a respeito das circunstâncias, das pessoas e das coisas. Desse modo, se temos uma mente integral, submissa e espiritual, não devemos afligir-nos com a preocupação. Tudo o que precisamos é de guardar o coração e a mente, de maneira que a preocupação não possa penetrar neles. Paulo descreve assim a mente segura: «E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus» (v. 7). Essa palavra, guardará é um termo militar; significa «estar de aguarda, colocar forças militares.» (Paulo estava preso a um soldado, como certamente recordamos).
O capítulo 4 descreve os recursos espirituais que o crente tem em Cristo: a paz de Deus (4:1-9), o poder de Deus (4:10-13) e a provisão de Deus (4:14-23). Com recursos como estes porque haveríamos de nos preocupar? Temos a paz de Deus para nos guardar (v. 7) e o Deus de paz para nos guiar (v. 9). A paz de Deus entra em nós quando oramos correctamente (vs. 6-7), pensamos correctamente (v. 8) e vivemos correctamente (v. 9). É este o segredo de Deus para a vitória sobre toda a preocupação.
Que devemos fazer?
Esta visão geral de Filipenses deve convencer-nos de que é possível viver uma vida de alegria cristã, apesar das circunstâncias, das pessoas e das coisas, e que não precisamos de nos preocupar quando a caminhada é difícil. Mas como poderemos pôr tudo isto em prática nas nossas vidas?
l. Certifiquemo-nos de que somos realmente cristãos. Paulo escreveu esta carta a «todos os santos em Cristo Jesus» (1:1). Esta palavra santos significa simplesmente «separados». Quando nos damos a Cristo, não pertencemos mais a este mundo; pertencemos a Ele e fomos já separados para a Sua glória. Cada capítulo de Filipenses começa com as palavras «em Cristo» ou «no Senhor» (1:1; 2:1; 3:1; 4:1). Não podemos ter uma mente integral («Para mim o viver é Cristo» — 1.21), uma mente submissa («Cada um considere os outros superiores a si mesmo» — 2:3), ou uma mente espiritual («Mas a nossa cidade está nos céus» — 3:20), ou uma mente segura («E a paz de Deus... guardará os vossos corações e sentimentos» — 4:7), a não ser que pertençamos a Jesus Cristo. Como é que alguém se pode tornar um filho de Deus? Paulo respondeu a essa pergunta quando estava na prisão de Filipos: «Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo» (Ler Actos 16:6-40 para tomar conhecimento de toda a história).
2. Admitamos as nossas faltas. Se temos tido uma mente dobre, se temos sido orgulhosos, mundanos e dados a preocupações — então estamos a pecar! E quanto mais depressa confessarmos esse pecado a Deus, mais depressa a Sua alegria encherá as nossas vidas. (Há pessoas que se orgulham até de se preocuparem, não obstante o que Jesus diz em Mateus 6:24-34).
3. Rendamos diariamente a nossa mente a Cristo. Peçamos-Lhe que nos dê uma mente integral, submissa, espiritual e segura. (Nos capítulos que se seguem, explicaremos como cada uma destas «mentes» funciona na vida cristã). Quando descobrimos que estamos a perder a alegria durante o dia, façamos o inventário: «Terei eu uma mente dobre? Sou orgulhoso? Ando em busca de coisas? Estou preocupado?» Se nos acharmos culpados, confessemos o nosso pecado logo nesse momento e nesse local e peçamos a Deus que restaure a nossa mente ao que ela deve ser.
4. Procuremos oportunidades para pôr a nossa mente em acção. Se de facto desejamos uma mente integral, podemos ter a certeza de que o Senhor proporcionará circunstâncias que nos permitam começar a aplicá-la. «Eu disse ao Senhor que desejava que Filipenses 1:21 se verificasse na minha vida» — disse uma crente "nova ao seu pastor — «e imagine só o que aconteceu. Fui parar a um "hospital!»
O pastor perguntou: «Procurou então oportunidades para expandir o Evangelho, como Paulo fez em Roma?»
A expressão da senhora toldou-se. «Não, creio que não. Passei a maior parte do tempo a lamentar-me.»
O leitor descobrirá durante este estudo que Deus lhe irá dando regularmente «exames» para o ajudar a desenvolver as suas atitudes espirituais. O aprender e o viver andam juntos e Ele concederá a graça de que cada um necessita para qualquer situação. Quando aplicamos na prática o tipo correcto de atitude, descobriremos que jorra do nosso coração uma alegria profunda — alegria a despeito das circunstâncias, das pessoas e das coisas — alegria que vence a preocupação e nos enche da paz de Deus.
«Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz» (Gál. 5:22). Deixe que a partir de agora este fruto cresça na sua vida.
Que devemos fazer?
Esta visão geral de Filipenses deve convencer-nos de que é possível viver uma vida de alegria cristã, apesar das circunstâncias, das pessoas e das coisas, e que não precisamos de nos preocupar quando a caminhada é difícil. Mas como poderemos pôr tudo isto em prática nas nossas vidas?
l. Certifiquemo-nos de que somos realmente cristãos. Paulo escreveu esta carta a «todos os santos em Cristo Jesus» (1:1). Esta palavra santos significa simplesmente «separados». Quando nos damos a Cristo, não pertencemos mais a este mundo; pertencemos a Ele e fomos já separados para a Sua glória. Cada capítulo de Filipenses começa com as palavras «em Cristo» ou «no Senhor» (1:1; 2:1; 3:1; 4:1). Não podemos ter uma mente integral («Para mim o viver é Cristo» — 1.21), uma mente submissa («Cada um considere os outros superiores a si mesmo» — 2:3), ou uma mente espiritual («Mas a nossa cidade está nos céus» — 3:20), ou uma mente segura («E a paz de Deus... guardará os vossos corações e sentimentos» — 4:7), a não ser que pertençamos a Jesus Cristo. Como é que alguém se pode tornar um filho de Deus? Paulo respondeu a essa pergunta quando estava na prisão de Filipos: «Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo» (Ler Actos 16:6-40 para tomar conhecimento de toda a história).
2. Admitamos as nossas faltas. Se temos tido uma mente dobre, se temos sido orgulhosos, mundanos e dados a preocupações — então estamos a pecar! E quanto mais depressa confessarmos esse pecado a Deus, mais depressa a Sua alegria encherá as nossas vidas. (Há pessoas que se orgulham até de se preocuparem, não obstante o que Jesus diz em Mateus 6:24-34).
3. Rendamos diariamente a nossa mente a Cristo. Peçamos-Lhe que nos dê uma mente integral, submissa, espiritual e segura. (Nos capítulos que se seguem, explicaremos como cada uma destas «mentes» funciona na vida cristã). Quando descobrimos que estamos a perder a alegria durante o dia, façamos o inventário: «Terei eu uma mente dobre? Sou orgulhoso? Ando em busca de coisas? Estou preocupado?» Se nos acharmos culpados, confessemos o nosso pecado logo nesse momento e nesse local e peçamos a Deus que restaure a nossa mente ao que ela deve ser.
4. Procuremos oportunidades para pôr a nossa mente em acção. Se de facto desejamos uma mente integral, podemos ter a certeza de que o Senhor proporcionará circunstâncias que nos permitam começar a aplicá-la. «Eu disse ao Senhor que desejava que Filipenses 1:21 se verificasse na minha vida» — disse uma crente "nova ao seu pastor — «e imagine só o que aconteceu. Fui parar a um "hospital!»
O pastor perguntou: «Procurou então oportunidades para expandir o Evangelho, como Paulo fez em Roma?»
A expressão da senhora toldou-se. «Não, creio que não. Passei a maior parte do tempo a lamentar-me.»
O leitor descobrirá durante este estudo que Deus lhe irá dando regularmente «exames» para o ajudar a desenvolver as suas atitudes espirituais. O aprender e o viver andam juntos e Ele concederá a graça de que cada um necessita para qualquer situação. Quando aplicamos na prática o tipo correcto de atitude, descobriremos que jorra do nosso coração uma alegria profunda — alegria a despeito das circunstâncias, das pessoas e das coisas — alegria que vence a preocupação e nos enche da paz de Deus.
«Mas o fruto do Espírito é amor, gozo, paz» (Gál. 5:22). Deixe que a partir de agora este fruto cresça na sua vida.
Warren W. Wiersbe



