Seja Alegre I

w_wiersbe_warren.jpgPrefácio

Filipenses é uma carta alegre!

     Se conhecermos profundamente as verdades contidas na carta aos Filipenses, deveremos viver a nossa vida cristã cheios de alegria!

     Esta pequena epístola dum prisioneiro romano tem-me impressionado de forma crescente com o decorrer dos anos. Tenho-a pregado e ensinado em igrejas e conferências através do país, e, de cada vez que me debruço sobre ela, a sua mensagem torna-se mais real e emocionante. A minha oração é que ela se torne real e emocionante para o leitor.

     Tanto quanto eu saiba, esta visão de Filipenses é minha, embora praticamente todos os que escrevem sobre o livro tratem do assunto da «alegria» duma maneira ou de outra. A primeira vez que apresentei este material foi em Winona Lake, Indiana, em Julho de 1961. Foram tantas as pessoas que me disseram que esta série de estudos as ajudou, que me sinto encorajado a imprimi-los.

     A despeito dum programa muito cheio com inúmeras solicitações, foi uma verdadeira alegria escrever este livro. Rogo a Deus que o leitor possa experimentar a alegria de Cristo na sua vida diária à medida que for conhecendo os princípios espirituais em Filipenses.

Warren W. Wiersbe
Igreja Moody
Chicago, Illinois

OS LADRÕES DA ALEGRIA

Mark Twain era um humorista profissional, cujas palestras e escritos faziam rir as pessoas de qualquer parte do mundo, que esqueciam assim, por algum tempo, os seus problemas. Todavia, ele próprio sentia-se destroçado na sua vida privada. Quando a sua querida filha, Jean, morreu de repente dum ataque epiléptico, Twain, que se encontrava muito doente e por isso impossibilitado de ir ao funeral, disse a um amigo: «Nunca tive realmente inveja de ninguém, a não ser dos mortos. Sempre invejo os mortos.»   

     Jesus Cristo foi um «homem de dores e experimentado nos trabalhos». Contudo, possuía uma alegria profunda que ultrapassava tudo o que o mundo pudesse oferecer. Ao enfrentar a morte cruel no Calvário, Jesus disse aos Seus discípulos: «Tenho-vos dito isto, para que o Meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo» (João 15:11).

     Aqueles que confiam em Cristo têm o privilégio de experimentar «abundância de alegrias» (Sal., 16:11). No entanto, poucos cristãos se aproveitam deste privilégio. Passam a vida sob uma nuvem de decepções, quando, afinal, podiam andar sob o resplendor da alegria. O que é que os terá privado da sua alegria?

     A resposta a esta importante questão encontra-se numa carta escrita há séculos. Foi redigida pelo Apóstolo Paulo quando ele se encontrava prisioneiro em Roma, cerca do ano 62 A. D.; foi enviada aos seus companheiros cristãos da igreja de Filipos, uma igreja que Paulo havia fundado na sua segunda viagem missionária (Actos 16). Um dos seus membros, Epafrodito, fora enviado a Roma como portador duma oferta especial para o apóstolo e também para o ajudar naquele período difícil (Fil. 2:25-30; 4:10-20). A epístola de Paulo à igreja de Filipos é, até certo ponto, uma carta de agradecimento dum missionário. Mas de facto é muito mais do que isso. É um meio de Paulo partilhar o seu segredo a respeito da alegria cristã! O apóstolo menciona pelo menos dezanove vezes nestes quatro capítulos as palavras gozo, regozijo ou alegria!

     O que há de invulgar quanto a esta carta é o seguinte: a situação de Paulo era de tal ordem que não parecia haver razão para se regozijar. Ele era prisioneiro Romano e o seu caso iria ser julgado dentro em pouco. Poderia ser absolvido ou decapitado! Em Actos 28:30-31 vemos que Paulo estava sob prisão na própria casa que alugara, mas achava-se ligado por algemas a um soldado Romano e não tinha permissão de pregar em público. Paulo desejara ir a Roma como pregador (Rom. 1:13-16). Em vez disso, chegou lá como prisioneiro. E, infelizmente, os crentes de Roma encontravam-se divididos. Alguns eram a favor de Paulo, outros contra (Fil. 1:15-17). De facto, alguns dos cristãos ainda pretendiam agravar a situação do Apóstolo!

     No, entanto, apesar do perigo e desconforto, em que se encontrava, Paulo transbordava de alegria.

     Qual era o segredo dessa alegria? O segredo encontrava-se numa outra palavra que aparece repetidas vezes na Epístola aos Filipenses: é a palavra mente. Paulo usa esse termo dez vezes, e emprega também a palavra pensar cinco vezes. Juntando a estas o número de vezes em que emprega lembrar, teremos um total de dezasseis referências à mente. Por outras palavras, o segredo da alegria cristã encontra-se no modo de pensar do crente — nas suas atitudes. Afinal de contas, a perspectiva determina o resultado. Como pensamos, assim somos (Prov. 23:7). A Epístola aos Filipenses é pois um livro de psicologia cristã, com bases sólidas na doutrina bíblica. Não se trata dum livro superficial de «auto-ajuda» que diz ao leitor como se deve convencer de que «tudo vai correr bem». É um livro que mostra o tipo de mente que o crente deve ter para poder experimentar a alegria cristã num mundo cheio de problemas.

     A melhor maneira de se conseguir um quadro exacto desta carta é descobrir primeiro os «ladrões» que nos roubam a alegria, e depois determinar os tipos de atitudes que devemos ter a fim de capturar e vencer esses «ladrões».

Warren W. Wiersbe

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