Atos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XLVII – Atos 27:1-44 (8)

Acts dispensationally considered

 

ENCORAJAMENTO PARA O SUPLÍCIO FINAL

 

     “E, enquanto o dia vinha, Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo-quarto dia que esperais e permaneceis sem comer, não havendo provado nada.

     “Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.

     “E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos e, partindo-o, começou a comer.

     “E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer.

     “E éramos ao todo no navio duzentas e setenta e seis almas.”

- Atos 27:33-37.

 

     Na terrível noite passada ao largo da costa de Melita, Paulo foi usado por Deus para frustrar a tentativa de fuga dos marinheiros e mantê-los no navio. Essa vitória, no entanto, acarretava outro perigo, pois homens cujos planos são frustrados tendem a ficar mal-humorados, obstinados e não cooperativos.

     Nesta situação nova e crítica, vemos novamente o sentido prático e a presença de espírito do apóstolo, bem como sua simpatia humana. Dominando claramente a situação e percebendo que agora, se alguma vez, os soldados, marinheiros e todos precisavam de estar unidos e encorajados, ele agiu imediatamente.

     Quando a madrugada começou a revelar os rostos abatidos dos desgraçados exauridos que haviam passado treze dias naquela terrível tempestade, Paulo fez a coisa mais adequada para os ajudar física e emocionalmente: ele propôs, sim incentivou, que eles tomassem tempo para comer.

     Nós não supomos que o versículo 33 indique que eles não tenham comido absolutamente nada durante aqueles treze dias, mas que não haviam preparado refeições regulares. Com a forte agitação e baloiçar do navio na tempestade, com a quase constante necessidade de ação e com a própria vida permanente e temerosamente no fio da navalha, é duvidoso que alguém tivesse muito tempo ou mesmo apetite para comer. Sem dúvida, eles teriam lançado mão, de vez em quando, apenas do que achavam ser absolutamente necessário para a sua sobrevivência física e, muitas vezes, tinham prosseguido sem mesmo isso.

     Imagine, então, a reação quando Paulo começou a incentivá-los a fazer uma pausa para comer, raciocinando: “é para vosso livramento”,[1] e assegurando-lhes com confiança: “nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós” (Ver. 34). E imagine o efeito quando ele passou a demonstrar a sua confiança na verdade da sua declaração ao tomar pão, dando graças a Deus por este na presença de todos e depois ao começar a comê-lo.

     Ah, esta coragem, ou “determinação”, como Plumptre a chama, é tão contagiante quanto o medo! “E tendo já todos bom ânimo”, diz o registo, “puseram-se também a comer” (Ver. 36).

     É aqui que Lucas regista o número dos que estavam a bordo. Talvez isto aconteça aqui porque era mais natural contá-las sob tais circunstâncias, mas o Espírito Santo, sem dúvida, levou-o a fazer isso neste momento, de modo a nos impressionar com a maravilha do cenário: duzentos e setenta e cinco homens, tendo chegado ao fim dos seus próprios recursos, agora alegres e prontos para encarar os graves perigos com calma, sob a liderança divinamente designada de um homem de Deus fiel e destemido.

     Oh, que a Igreja chegue ao fim de si mesma; ao fim dos seus esforços para salvar a organização, agora sendo lançada de um lado para o outro, soçobrando num mar tempestuoso! Oh, que ela dê ouvidos às instruções de Paulo, seu líder designado por Deus! (Rom. 11:13; 1 Cor. 3:10). Quão unida e pronta ela deve estar para enfrentar a oposição do adversário! (Veja Filipenses 1:27,28).

 

[1] Esta é a correta tradução do Versículo 34. (Há versões, como a TB e RA que traduzem por “segurança” – “é para vossa segurança” – Nota do tradutor).

 

 Atos dispensacionalmente Considerados

Cornelius R. Stam

 

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