Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XXII - ACTOS 13:14,15
EM ANTIOQUIA DA PISÍDIA
NA SINAGOGA DE ANTIOQUIA DA PISÍDIA
“E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de Sábado, assentaram-se;
“E depois da lição da lei e dos profetas, lhes mandaram dizer os principais da sinagoga: Varões irmãos, se tendes alguma palavra de consolação para o povo, falai.” - Actos 13:14,15.
Depois da partida de João Marcos, Paulo e Barnabé viajaram para Antioquia da Pisídia, uma cidade longínqua a Noroeste da Antioquia da Síria, donde eles tinham sido recentemente enviados. Antioquia da Pisídia situava-se na agora chamada Ásia Menor, no outro lado do canto Nordeste do Mar Mediterrâneo em relação à outra Antioquia. Nesta cidade Paulo e Barnabé seriam usados por Deus para a salvação duma multidão de pessoas, especialmente Gentios, mas também enfrentariam a ira dos Judeus incrédulos, e finalmente seriam conduzidos para fora daquela região.
Ao encontrarem a Sinagoga1 Judaica, num dia de sábado entraram e assentaram-se. Se eles ocuparam o seu lugar nalgum lugar especial reservado aos que queriam falar, se convidados, se foram reconhecidos como rabis pelas suas vestes ou porte, ou se de alguma forma já eram conhecidos ao terem chegado à cidade antes de sábado – qualquer que tivesse sido a razão – eles foram convidados pelos principais da sinagoga a dirigirem-se ao povo.2
Contudo observemos cuidadosamente as circunstâncias e notemos o que seria de esperar deles, se deveriam aceitar o convite para falarem.
Foi “depois da lição da lei e dos profetas” que os líderes da sinagoga os convidaram a pronunciar-se, se tivessem uma palavra de “consolação” ou “exortação” para o povo. Este facto é de demasiada importância para uma compreensão da mensagem que Paulo anunciou em resposta.
Muitas pessoas podem pensar dos profetas como sendo apenas os que prediziam as coisas futuras.
Contudo, como já salientámos, os profetas eram simplesmente porta-vozes de Deus. Eles não prediziam apenas eventos futuros, eles também bradavam alertas e exortavam o povo. Assim a lei e os profetas andavam bem juntos na leitura das Escrituras de qualquer sinagoga Judaica, e qualquer pregador depois de uma tal leitura esperava usar as Escrituras proféticas para exortar o povo a respeito da obediência à lei.
Paulo tinha da “lei e dos profetas” uma “palavra de exortação” ou “consolação” para eles, embora o que ele fosse dizer acerca da lei, e como ele usaria as Escrituras proféticas para os exortar a respeito dela, sem dúvida os fosse surpreender nada pouco.
1 A palavra Sinagoga é encontrada 26 vezes nos Actos mas nem uma única vez nas epístolas de Paulo, mesmo apesar de seis das suas epístolas terem sido escritas durante o período dos Actos. Isto confirma o facto de que os Actos são primariamente a história apostólica da apostasia de Israel, enquanto que as epístolas de Paulo encerram a doutrina e prática do Corpo de Cristo.
2 O facto dos principais os terem convidado indica que a audiência era de tamanho considerável.



