Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XX - ACTOS 12:12-16 (Cont.)

FÉ E INCREDULIDADE

     É estranho como a fé se pode misturar com a incredulidade no coração humano. Certamente que foi a fé em Deus que introduziu a igreja a clamar a Ele sem cessar pela libertação de Pedro. Certamente que foi a fé que manteve dia após dia os amigos de Pedro que oravam, de modo que, quase no último momento ainda encontramos “muitos ... reunidos e oravam” na casa de Maria, mãe de João Marcos.

     Ainda assim, e apesar disso, que incredulidade eles revelam agora – com a excepção de um – quando Pedro aparece e bate à porta! A excepção é “uma menina chamada Rode (Rosa)”. Ela tinha ido atender “à porta do pátio”.

     “E, conhecendo a voz de Pedro, de gozo não abriu a porta, mas correndo para dentro, anunciou que Pedro estava à porta” (Vers. 14).

     Notemos bem que ela não abriu a porta devido à alegria! Não foi a incredulidade mas a pura alegria que a levou a deixar Pedro de lado de fora da porta, enquanto ela “correndo para dentro” anunciava aos outros que as suas orações tinham sido respondidas.

     Há muitos jovens que envergonham os crentes mais velhos com a sua simples e humilde fé, e foi assim neste caso, pois quando Rode disse aos outros que Pedro se encontrava lá fora,

     “DISSERAM-LHE: ESTÁS FORA DE TI” (Vers. 15).

     Depois de terem orado durante longo tempo com nenhum resultado aparente, parecia ser demasiado crer que aqui, de repente, o próprio Pedro aparecesse a bater à porta. Rode parece ter sido a única que não teve quaisquer dúvidas acerca deste facto, pois “ela afirmava que assim era”.

     “E DIZIAM: É O SEU ANJO” (Vers. 15).

     Se eles significavam com isto que o espírito desencorporado de Pedro ou o seu anjo da guarda (Mat. 18:10; Heb. 1:14) tinham aparecido, ou se eles até sabiam o que eles queriam dizer, é difícil de dizer, mas o facto significante é que ainda lhes faltava fé para crerem que Deus tinha realmente respondido às suas orações.

     “Mas Pedro perseverava em bater, E QUANDO ABRIRAM, VIRAM-NO, E SE ESPANTARAM” (Vers. 16).

     Ficaram espantados quando viram as suas orações respondidas! Tão fraca fora a sua fé! Faz-nos lembrar o amigo Cristão que uma vez fez uma petição em oração e acrescentou: “Senhor, surpreende-nos e concede-nos a nossa súplica!”

     É claro que tais manifestações de incredulidade não honram Deus, e sem dúvida que os amigos de Pedro repreenderam-se a si mesmos pela sua falta de apreciação do amor de Deus. Todavia, toda a experiência serviu para os unir mais a Ele.

     Deve ser aqui novamente enfatizado que o tempo das demonstrações miraculosas, ou sobrenaturais em resposta à oração se desvanecera há muito. Durante a presente dispensação Deus, na realidade, tem libertado muitos dos seus servos da prisão e morte em resposta à oração, mas sempre providencialmente, não por intermédio de anjos, como aconteceu duas vezes no princípio dos Actos. Este facto não deveria ser esquecido por aqueles que não querem conhecer a frustração e desilusão na sua vida de oração, pois Deus quer que oremos em inteligente conformidade com o Seu programa revelado para a época em que vivemos. “Orarei com o espírito”, diz o apóstolo Paulo: “mas orarei também com entendimento” (I Cor. 14:;15).

     Assim como esta dispensação é a dispensação da graça, também é a dispensação da fé. Nas epístolas de Paulo a graça e a fé são exaltadas aos seus expoentes máximos. Assim a forma mais elevada da oração da fé é-nos ensinada nas epístolas de Paulo, e em nenhuma parte mais belamente que na sua epístola aos Filipenses onde ele diz:

     “NÃO ESTEJAIS INQUIETOS POR COISA ALGUMA; ANTES AS VOSSAS PETIÇÕES SEJAM EM TUDO CONHECIDAS DIANTE DE DEUS PELA ORAÇÃO E SÚPLICAS, COM ACÇÃO DE GRAÇAS”.

     “E A PAZ DE DEUS QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO, GUARDARÁ OS VOSSOS CORAÇÕES E OS VOSSOS SENTIMENTO EM CRISTO JESUS” (Fil. 4:6,7).

     Por outras palavras: Leva o teu problema ao Senhor e deixa-o totalmente com Ele a fim de Ele operar a teu favor.

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