Actos Dispensacionalmente Considerados - CAPÍTULO XVII - ACTOS 10:9-16 (Cont.)
AS VOZES DO CÉU
Assim como a fome de Pedro em Jope está relacionada com a fome do Senhor ao entrar em Jerusalém, assim também o arrebatamento de Pedro está intimamente relacionado com uma experiência semelhante na vida de Paulo quando ele regressou a primeira vez a Jerusalém após a sua conversão. Esta experiência é relatada pelas suas próprias palavras em Actos 22:17-21:
“E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, QUANDO ORAVA no templo, FUI ARREBATADO PARA FORA DE MIM.
“E vi aquele que me dizia: DÁ-TE PRESSA, E SAI APRESSADAMENTE DE JERUSALÉM; PORQUE NÃO RECEBERÃO O TEU TESTEMUNHO ACERCA DE MIM.
“E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em Ti.
“E quando o sangue de Estevão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava os vestidos dos que o matavam.
“E disse-me: VAI, PORQUE HEI-DE ENVIAR-TE AOS GENTIOS DE LONGE.”
Tanto Pedro como Paulo ouviram nessas ocasiões a voz do Senhor, foram ambos arrebatados enquanto oravam. A experiência de Paulo dizia respeito ao propósito de Deus de deixar os Judeus; a de Pedro dizia respeito ao propósito de Deus em ir aos Gentios. Ambos argumentaram com Deus. Contudo em cada caso o Senhor insistiu em levar a cabo o Seu propósito.
UMA MUDANÇA NO PROGRAMA
Trouxemos aqui a fome do Senhor e o arrebatamento de Paulo, porque têm um peso importante na experiência de Pedro, e enfatiza com muita clareza a natureza do passo agora a ser dado na revelação dos propósitos de Deus.
Estamos bastante cientes do facto de que Pedro não proclamou o mistério a estes Gentios. Ele nem mesmo sabia algo acerca do propósito não profetizado de Deus e da Sua graça. É-nos dito explicitamente que ele não compreendia porque é que Deus estava agora a enviá-lo aos Gentios e a melhor explicação que ele pôde dar aos seus críticos foi: “Quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?” (Actos 10:20; 11:17).
Todavia, a comissão de Pedro aqui era um desvio da ordem profética (Actos 3:25,26) e da ordem da chamada “grande comissão” (Lucas 24:47; Actos 1:8) e era um dos primeiros passos na revelação do plano de Deus em abençoar as nações a despeito da rejeição a que Israel votou Cristo.
Seria bom lembrar aqui o leitor acerca do que dissemos da conversão de Cornélio como sendo parte do elo de ligação entre o ministério de Pedro e o de Paulo. Embora reconheçamos que Pedro não pregou o mistério a Cornélio e à sua casa e nem mesmo o conhecia, devemos todavia tomar cuidado em notar o seguinte:
1) Este incidente ocorreu após a conversão de Saulo, que foi a demonstração suprema da longanimidade e graça de Deus, e o modelo ou, exemplo para os que depois disso haviam de crer em Cristo para a vida eterna (I Tim. 1:13-16).
2) No caso de Cornélio lemos pela primeira vez que Deus não pôs “nenhuma diferença” entre Judeu e Gentio (Actos 15:9).
3) Pedro não foi a Cornélio sob a chamada “grande comissão”, mas em obediência a
uma comissão especial.
4) Deus não enviou Pedro a Cornélio porque Israel tinha agora aceite o Messias e os apóstolos podiam agora continuar com a sua comissão. Ele enviou Pedro porque Israel continuava a rejeitar o Messias e Deus agora estava a enviar a salvação aos Gentios a despeito deles.
5) Este não pode ter sido o passo seguinte no levar a cabo da “grande comissão” pois os apóstolos ainda não tinham consumado a sua obra em Jerusalém (ler cuidadosamente Zac. 8:13; Lucas 24:47 e cf. Actos 1:8).
6) Não existe nenhum registo nas Escrituras dizendo que qualquer apóstolo da circuncisão fosse novamente aos Gentios. Na realidade, mais tarde eles prometeram limitar o seu ministério a Israel e reconheceram Paulo como o apóstolo dos Gentios (Gál. 2:2,7,9).
7) A declaração do Senhor de que enviaria Saulo “aos Gentios de longe” é seguida por esta comissão especial a Pedro, a fim de abrir o caminho do ministério de Paulo entre os Gentios. Uma vez que o próprio Pedro reconheceu, sob Deus, a salvação dos incircuncisos Gentios, os crentes Hebreus em Jerusalém não podiam exceptuar legitimamente o ministério Gentílico de Paulo.
8) Foi na base da experiência de Pedro que o ministério de Paulo entre os Gentios foi mais tarde reconhecido oficialmente (Actos 15:7-27; Gál. 2:1-9).
Tudo isto indica que o ministério de Pedro em relação a Cornélio e à sua casa constituía um desvio claro do programa profético e ajusta-se perfeitamente após a conversão de Paulo e antes que o seu grande ministério entre os Gentios fosse posto em questão.
“E vi aquele que me dizia: DÁ-TE PRESSA, E SAI APRESSADAMENTE DE JERUSALÉM; PORQUE NÃO RECEBERÃO O TEU TESTEMUNHO ACERCA DE MIM.
“E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em Ti.
“E quando o sangue de Estevão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava os vestidos dos que o matavam.
“E disse-me: VAI, PORQUE HEI-DE ENVIAR-TE AOS GENTIOS DE LONGE.”
Tanto Pedro como Paulo ouviram nessas ocasiões a voz do Senhor, foram ambos arrebatados enquanto oravam. A experiência de Paulo dizia respeito ao propósito de Deus de deixar os Judeus; a de Pedro dizia respeito ao propósito de Deus em ir aos Gentios. Ambos argumentaram com Deus. Contudo em cada caso o Senhor insistiu em levar a cabo o Seu propósito.
UMA MUDANÇA NO PROGRAMA
Trouxemos aqui a fome do Senhor e o arrebatamento de Paulo, porque têm um peso importante na experiência de Pedro, e enfatiza com muita clareza a natureza do passo agora a ser dado na revelação dos propósitos de Deus.
Estamos bastante cientes do facto de que Pedro não proclamou o mistério a estes Gentios. Ele nem mesmo sabia algo acerca do propósito não profetizado de Deus e da Sua graça. É-nos dito explicitamente que ele não compreendia porque é que Deus estava agora a enviá-lo aos Gentios e a melhor explicação que ele pôde dar aos seus críticos foi: “Quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?” (Actos 10:20; 11:17).
Todavia, a comissão de Pedro aqui era um desvio da ordem profética (Actos 3:25,26) e da ordem da chamada “grande comissão” (Lucas 24:47; Actos 1:8) e era um dos primeiros passos na revelação do plano de Deus em abençoar as nações a despeito da rejeição a que Israel votou Cristo.
Seria bom lembrar aqui o leitor acerca do que dissemos da conversão de Cornélio como sendo parte do elo de ligação entre o ministério de Pedro e o de Paulo. Embora reconheçamos que Pedro não pregou o mistério a Cornélio e à sua casa e nem mesmo o conhecia, devemos todavia tomar cuidado em notar o seguinte:
1) Este incidente ocorreu após a conversão de Saulo, que foi a demonstração suprema da longanimidade e graça de Deus, e o modelo ou, exemplo para os que depois disso haviam de crer em Cristo para a vida eterna (I Tim. 1:13-16).
2) No caso de Cornélio lemos pela primeira vez que Deus não pôs “nenhuma diferença” entre Judeu e Gentio (Actos 15:9).
3) Pedro não foi a Cornélio sob a chamada “grande comissão”, mas em obediência a
uma comissão especial.
4) Deus não enviou Pedro a Cornélio porque Israel tinha agora aceite o Messias e os apóstolos podiam agora continuar com a sua comissão. Ele enviou Pedro porque Israel continuava a rejeitar o Messias e Deus agora estava a enviar a salvação aos Gentios a despeito deles.
5) Este não pode ter sido o passo seguinte no levar a cabo da “grande comissão” pois os apóstolos ainda não tinham consumado a sua obra em Jerusalém (ler cuidadosamente Zac. 8:13; Lucas 24:47 e cf. Actos 1:8).
6) Não existe nenhum registo nas Escrituras dizendo que qualquer apóstolo da circuncisão fosse novamente aos Gentios. Na realidade, mais tarde eles prometeram limitar o seu ministério a Israel e reconheceram Paulo como o apóstolo dos Gentios (Gál. 2:2,7,9).
7) A declaração do Senhor de que enviaria Saulo “aos Gentios de longe” é seguida por esta comissão especial a Pedro, a fim de abrir o caminho do ministério de Paulo entre os Gentios. Uma vez que o próprio Pedro reconheceu, sob Deus, a salvação dos incircuncisos Gentios, os crentes Hebreus em Jerusalém não podiam exceptuar legitimamente o ministério Gentílico de Paulo.
8) Foi na base da experiência de Pedro que o ministério de Paulo entre os Gentios foi mais tarde reconhecido oficialmente (Actos 15:7-27; Gál. 2:1-9).
Tudo isto indica que o ministério de Pedro em relação a Cornélio e à sua casa constituía um desvio claro do programa profético e ajusta-se perfeitamente após a conversão de Paulo e antes que o seu grande ministério entre os Gentios fosse posto em questão.



